devaneios · em cartaz

…Remetente: Salvador,Bahia/ Destinatário: Dublin,Irlanda!

CHAPTER ONE:  The Letter.

Na minha usual ronda pelo mundo das notícias, encontrei uma reportagem que falava de cartas escritas por Carlos Drummond de Andrade para diversas pessoas com temas dos mais variados.

E antes de dormir dentre os tantos devaneios, surge uma idéia e minha mente inicia um processo criativo…pensei nos filmes que já tinha assistido cuja trama era centrada em cartas, os meus dois prediletos são:  84 Charing Cross Road e Mary and Max.

O primeiro conta a história de uma amizade de 20 anos selada por cartas trocadas entre uma escritora americana que mora em Nova York e o gerente (Anthony Hopkins) de uma livraria especializada em livros raros em Londres, uma boa pedida para os amantes da leitura.

O segundo é baseado em fatos reais e fala sobre a amizade surgida pelo acaso quando uma menininha de 8 anos muito curiosa, australiana, abre uma lista telefônica e escolhe um endereço aleatório e decide escrever ao nova-iorquino Max de 44 anos, junto com a carta, alguns desenhos, uma barra de chocolate e a dúvida: “de onde vêm os bebês nos Estados Unidos”. Daí então começa as trocas filosóficas dos mais diversos temas: religião, confiança, vida em sociedade, sexo, amor e, principalmente, a importância e o significado de amizade. É um drama cômico que trata de questões simples e profundas, minha animação predileta.

Os dois filmes tem finais tristes, e como vocês já sabem o que acontece comigo…chorei.

Apesar de toda a minha modernidade no fundo eu tenho um lado lírico Shakeaspeareano que gosta de costumes antigos, como cartas.

Não deixo de bater na tecla que o .com veio para aproximar distâncias e afastar a relação das pessoas, e-mails são frios, impessoais. Desde pequena sempre gostei de escrever cartinhas, bilhetinhos, e coisas do gênero lápis-papel para minhas amigas do colégio, fazia coleção de papéis de carta.

Cartas são bem mais pessoais, da pra saber o cheiro da pessoa, sentir o beijo, tocar na lágrima que borrou a tinta, a letra trêmula daquele aperto no coração, acariciar o sedoso cabelo, o tempo para cruzar as distâncias pode até ser maior, mas durante a leitura da carta você consegue sentir quem escreveu e imaginar que a pessoa esta ao lado como se contasse ao pé do ouvido cada palavra.

Como eu sou perfeccionista e gosto das minhas coisas muito bem feitas, antes de fazer o post assisti pela milionésima vez Reservoir Dogs.

CHAPTER TWO : Reservoir Dogs.

Depois de tanto lirismo vamos ao que seria o tema principal desse post, em total discrepância de gênero com os filmes anteriores, a instigante, violenta, e junto com Pulp-Fiction um dos meus prediletos, a obra-prima de Quentin Tarantino: Reservoir Dogs.

Boca aberta, sensação de que recebeu um soco no estômago, olhos brilhando…5 segundos depois que os créditos começam a subir você puxa bem lá do fundo com toda vontade : Puta que pariu, que filme foda!!!

É meu caro, você acabou de assistir um filme de Quentin Tarantino.

Os filmes de Tarantino têm a peculiar e autentica maneira de tratar coisas reais com seu estilo próprio que se baseia nada mais do que na verdade nua e crua. É uma narrativa em flashbacks, com cenas entrecortadas de extrema violência e pitadas de humor que faz sua obra ser inconfundível.

Como as palavras do próprio em uma entrevista: “Gente é gente, meus personagens são humanos sem melodramas. Adoro brincar com o público e fazê-lo viajar, quero mexer com a cabeça das pessoas, quero dar experiência.”

Nada mais humano do que falar besteira, e Reservoir Dogs começa em uma conversa banal sobre metáforas na música Like a Virgin da Madonna entre o que aparenta serem amigos engravatados em uma lanchonete.

Com diálogos que chegam a ser engraçados de tanto sarcasmo, para Tarantino Reservoir Dogs e Pulp Fiction deveriam estar na sessão de comédias: É uma loucura, mas é engraçado.

Como Scorsese, ele sabe escolher os melhores ângulos que nos faz sentir como se estivéssemos dentro da cena.

Homens que em momento de pânico e medo se tornam garotos. O pedido desesperado com temor da eminente morte em meio a sangue, muito, muito, muito sangue do Mr. Orange (Tom Worth sem o charmoso sotaque britânico, acho lindo inglês  britânico) de um simples abraço.

Mr. White e Mr. Pink se estapeiam no chão, armas apontadas para a cabeça, você concentrado na cena segura na poltrona, a câmera lentamente se afasta e surge  com um ar e charme de Elvis Presley, Mr. Blonde tomando calmamente seu refrigerante…

CHAPTER THREE: Choice.

Hummm…cartas, não sou Carlos Drummond, mas também tenho sobrenome Andrade. Quem eu conheço que mora longe? Tem Nara em Recife, mas Nara já sabe da minha vida inteira…tem que ser alguém mais longe pra ser bem estilo dos filmes que eu pensei, tipo do outro lado do Oceano…

CHAPTER FOUR: Salvador, Bahia- Dublin, Irlanda.

Bom dia mochileiro das galáxias =)

Aqui já é boa tarde…

…Neil Gaiman, Watchmen, HQ, mangá, Laranja Mecânica, Super 8, criancinhas, O iluminado, eita baixar Game of Thrones…

Simmm tive uma idéia ontem, quero que você sugira o tema do meu próximo post de algo que você iria gostar de ler.

Escolho Reservoir Dogs (Booooa escolha 06 sabia que não me desapontaria, eu tenho o original em versão especial com extras contendo cenas cortadas, biografias, comentários, entrevistas).

Sem saber que minha idéia principal era escrever uma carta para alguém, ele me sugeriu o tema o qual se trata o capítulo dois, mas o resto do capítulo com minha minuciosa viagem por Reservoir Dogs, seus extras esta na carta com toda sutileza do meu toque pessoal e só quem vai saber é a pessoa que mora atualmente em Dublin, Irlanda.

PS1: prefiro colocar fotos tirados por mim nos posts…eu não sou mais broca e desastrada pq sou uma só, tirei uma linda fotinha com meu lindo dvd e sua super capa especial em cima da carta, coloquei o cartão SD da câmera do lado errado, agr nem lê, nem sai ¬¬ tô mto puta!!!

 PS2: 2 vezes em meu blog num se ache mto não viu mochileiro, rum =*

…ao som de Led Zeppelin!

em cartaz

…Band of Brothers!

Há poucos dias  estava a conversar com um amigo sobre seriados, e papo vai, papo vem surge The Pacific na conversa, eu ,minha curiosidade aguçada  e meu vício por séries prontamente fui ao oráculoquetudosabe,  google ,obter mais informações sobre a mesma… descobri que se trata de um épico sobre a segunda guerra  co-produzida por nada mais nada menos que Tom Hanks e Spielberg lançado esse ano como continuidade de outro épico Band of Brothers.

Como gosto das minhas coisas em ordem fui primeiramente para Band of Brothers, a sinopse e os co-produtores conseguiram me conquistar e fui então à saga de doze horas dos seus 10 episódios+extra, divididas entre universidade e afins…estou aqui após as horas e mais horas de uma belíssima produção de tirar o fôlego pra dizer para aqueles que gostam de série, épico e produções fodasticas e aqueles que não gostam tb que se tiverem oportunidade assistam, essa minisérie é do tipo coisas que vc deve assistir antes de morrer .

A veracidade das cenas  muito bem feitas é de um tal realismo que da pra sentir a emoção do garotinho que se delicia com seu primeiro chocolate presenteado por um dos soldados da companhia Easy.Desde o início do árduo treinamento nos EUA para ser da Airbourne 101(paraquedista) até a longa chegada na Inglaterra, a invasão da Normandia no dia D e as batalhas que decorreram ao longo da Europa até a Alemanha e o fim da Guerra, Band of Brothers, prende sua atenção a todos os instantes.O céu chovendo soldados com seus paraquedas e a coragem no peito, os gritos de desespero Incomiiiing,mediiiiic, a solidariedade de companheiros que se tornam irmãos, a condição sub-humana de vida nas trincheiras, o frio extremo da batalha em Bastogne, o sofrimento e a esperança nos olhos dos sobreviventes…

Eu percebi o quão viciada em séries eu sou, qd reconheci boa parte dos personagens principais de outros seriados : o major Winters é o Charlie Crews de Life,o Nixon foi um dos namorados da Carrie em Sex and the City,o Joe era o agente Charlie de Fringe, Guarnere participou de um dos episódios de Criminal Minds, o capitão Sobel é o Ross de Friends, esses foram os que eu reconheci de series que eu ja assisti ou assisto.

“Grandpa, were you a hero in the war?’ Grandpa said :No… but I served in a company of heroes…”

Vos deixo a sinopse , alguns detalhes da milionária produção e pra deixar um gostinho do que é Band of Brothers o trailer:

Trailer 1

Trailer2

Band of Brothers, conta a história da Companhia Easy, 506º Regimento da 101ª Divisão de pára-quedistas do exército norte-americano. A história começa em 1942, quando o exército norte-americano decide recrutar voluntários para uma arma que poderia decidir os rumos da guerra: uma divisão de soldados capazes de saltar atrás das linhas inimigas e combater a partir do interior da Europa.

Influenciados por um artigo que havia sido capa da revistaTime, durante quinze meses os soldados da Companhia Easy foram submetidos a um dos mais rigorosos treinamentos da história militar norte-americana. O resultado foi um grupo de elite, homens com estreitos laços de amizade e companheirismo, além de uma habilidade notável para o combate.

Em setembro de 1943, a 506 foi transferida para a Inglaterra, como parte dos preparativos da maior mobilização bélica já ocorrida na história da humanidade, oDia D, ocorrido em 6 de junho de 1944.

>Enquanto O resgate do Soldado Ryan mostrou a invasão anfíbia dos exércitos aliados na costa da Normandia, Band of Brothers acompanha a invasão no interior da França. O objetivo dos pára-quedistas era liberar corredores de ligação para impedir um possível contra-ataque alemão às costas. Tais eventos são mostrados no capítulo 2 – O dia dos dias – escrito por John Orloff – Dirigido por Richard Loncraine -, que consegue ser superior aos excepcionais primeiros trinta minutos de O resgate do soldado Ryan.

Depois disso, a Easy, que teve um dos maiores números de baixas de todas as companhias aliadas, combateu na malfadada operação tática Market Garden (episódio dirigido pelo próprio Tom Hanks), defendeu posições na sangrenta batalha de Bulge (a maior ofensiva alemã na Bélgica), invadiu a Alemanha e finalmente rendeu o quartel-general de Adolf Hitler, o ninho da águia, em Berchtesgaden.

Para reproduzir com maior fidelidade os campos de batalha da Segunda Guerra Mundial foram necessários mais de 10 mil atores extras, cerca de 700 armas autênticas, 400 armas de borracha e cerca de 14 mil caixas de munição em cada dia de filmagem. Além disso, tanques da Segunda Guerra foram restaurados, um avião C-47 autêntico foi usado e a vila que serviu como cenário para 11 cidades européias tinha o tamanho de nove campos de futebol americano. A série teve custos de produção e cenários mais caros que os do filme O Resgate do soldado Ryan a produção custou cerca de US$ 125 milhões e demorou 9 meses para ser finalizada, o que rendia à série o título de maior e mais cara já feita para a televisão, sendo batida em 2010 pela nova produção, sobre o mesmo assunto, de Tom Hanks e Steven Spielberg denominada The Pacific.

Ps: E vamos agora a The Pacific!


…ao som de Bob Dylan!

em cartaz

…Into the wild!

“Há um prazer nas florestas desconhecidas;
Um entusiasmo na costa solitária;
Uma sociedade onde ninguém penetra;
Pelo mar profundo e música em seu rugir;
Amo não menos o homem, mas mais a natureza…”

Lord Byron

Em uma twitada da vida vi alguém comentando sobre o filme Into the  wild,     prontamente, fui perguntar ao senhor de todas as respostas google algo mais sobre o mesmo, descobri que também se tratava de um livro baseado em fatos reais, me interessei pela sinopse e resolvi baixar…depois que assisti fiquei a indagar cá com meus botões…
Vc nunca sabe qd algo pode te marcar, qd vc vai assistir ao filme da sua vida, ou  ler o livro dos seus sonhos,ou a música daquela noite,tem tanta coisa no mundo a ser vista, a ser vivida. Deveria existir um cardápio ou uma lista com os filmes,livros,músicas,lugares que a gente tem  q ver, sentir antes de morrer.
Nunca tinha ouvido falar desse filme, não esperem q eu diga q mudou minha vida q vou  largar tudo, queimar meus trocados e sair por ai…não vou mentir q vontade eu tenho mas, meu espírito aventureiro ainda não chega a tanto, com um jipe amarelo,uma prancha(ainda aprendo a surfar antes de morrer) e uma barraca ainda vou realizar meu sonho de percorrer a costa brasileira e depois quem sabe se sobrar verba só de mochila nas costas percorrer a europa de trem…sonhar,sonhar como é bom…enquanto não inventam essa tal lista a gente vai assim, vivendo de surpresas e sem esquecer de viver  intensamente tudo que a vida nos da de bom.

O filme é maravilhoso,sem falar na trilha sonora lindíssima cantada por Eddie Vedder q eu adoro.Vai entrar na lista da minha videoteca, e o livro que em português o título é : Na Natureza Selvagem, será o próximo da minha  biblioteca.

Sinopse, trailer e trechos do filme:

Após concluir seu curso na Emory University, o brilhante aluno e atleta Christopher McCandless abre mão de tudo o que tem e poderia ter numa bela carreira. Doa todas as suas economias – cerca de US$24 mil – para caridade, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho, Christopher se depara com uma série de personagens que irão moldar sua vida para sempre.

Trechos :

Irei parafrasear Thoreau: “Mais do que amor, do que dinheiro, do que religião, do que fama, do que justiça,me dê verdade. “

“A única dádiva do mar são os seus sopros severos,e ocasionalmente, a  chance de se sentir forte. Eu não sei muito sobre o mar,mas eu sei que o caminho é por aqui.E também sei o quanto é importante na vida…não necessariamente ser forte, mas se sentir forte, se avaliar uma vez na vida, se encontrar pelo menos uma vez na mais antiga condição humana, encarando a cegueira, ficando surdo… com nada pra te ajudar além de suas mãos e sua própria cabeça. “

E lembre-se,
se quiser algo na vida,
faça algo para alcançá-la.

Download do cd solo do Eddie Veder que se chama tb Into the Wild e contém todas as músicas do filme: http://www.megaupload.com/?d=CRQSCRLM

…ao som de Eddie Vedder-Into the Wild!