devaneios

…Bela discussão do Monte Belo!

Janeiro de 2006 é solicitado pela ELETROBRÁS a abertura do processo de licenciamento no IBAMA para usina hidroelétrica de Belo Monte.

Guerreiros apresentem-se: eu sou ator, eu sou atriz, engenheira, técnico, dentista, noveleira, roqueiro, nadador, médico, garçom, aeromoça, açougueiro, cientista…

Escolham suas armas: facebook, youtube, textos, blogs, sites, reportagens, dicionário, palavras difíceis, estatísticas, livros, palavrões, música, cartazes…

Preparar, logar, fogo!

15 de novembro de 2011 é solicitado pelos atores e atrizes da Globo que parem Belo Monte.

De terça para cá não se tem discutido outra coisa na Webesfera, é gota para lá, gota para cá, eu sou contra, eu sou a favor.

A coisa boa do vídeo é o Malvino Salvador e que eu dou todo apoio foi abrir a discussão para o assunto.  Mas peraê Maciel, o processo de abertura do projeto foi em 2006, pois é.

Foi só rostinhos bonitos e conhecidos de todos das novelas dizerem para a massa televisiva que Belo Monte é ruim que pronto.

Para grande maioria da população brasileira o único meio de acesso a informação ainda é a televisão, se a Globo diz, então deve ser verdade, e se forem lindos atores e atrizes da novela das 20h que começa às 21h ai que é verdade mesmo.

Na segunda estava eu a conversar com meu mestre Jedi das startups na tentativa frustrada de convencê-lo a ir comigo para o fodástico Coldplay x Oasis no lindo Groove, eis que surge uma reportagem na TV Bahia sobre a semana global do empreendedorismo, cujo tema foi uma oficina de automóveis com lava jato, sua calma baiana e Jedaica o impediu de picar a havaiana na TV.

E Maciel com Maciel começa uma discussão filosófica sobre o papel da TV, segundo Maciel 2 a próxima revolução da internet será a TV social onde a gente grava o que queremos assistir. Maciel 1 utópica já pensa logo lá no Seu Zé que mora na roça no interior de Barreiras e a TV ainda é daquelas que nem controle remoto tem(acredite ainda existe), do que adianta termos essa TV fodastica se a grande maioria da população não vai ter condições de comprar e continuará a assistir a novela da Globo.  Paradoxo isso, diz Maciel 2, se eu fosse um gringo iria achar que só tem maluco aqui e acho que só tem mesmo.

Inclusão digital, sempre defendi a difusão do conhecimento, atualmente o meio rápido e acessível a qualquer pessoa com uma conexão é a tal da internet.  Diferente dos meus tempos de mirc, hoje mais pessoas tem possibilidade de ter acesso ao mundo da internet provido de muito, muito conhecimento e diversas opiniões além da única dada pela TV. Mas, do que adianta você ter mil caminhos diferentes se as pessoas são cômodas e sempre escolhem o mesmo e mais fácil.

Analfabetismo digital. Ler ou assistir algo é diferente de interpretar, é mais fácil ser passivo e acreditar nas opiniões prontas bonitinhas e formadas do que esquentar os miolos interpretando e construindo a própria.

Você tem um mundo em suas mãos e passa o dia inteiro compartilhando fotinha, tirinhas, vídeos, frases de Caio Fernando e Companhia, e nem sabe o que esta acontecendo de realmente importante e construtivo no país e no mundo.

Se não virasse moda garanto que a maioria nem saberia que Belo Monte não são varias pessoas bonitas fazendo montinho.

Como sempre disse que sou super a favor da perpetuação do conhecimento, em especial como engenheira eletricista acho fantástica a idéia de pessoas estarem discutindo sobre energia, usina, planejamento energético, PAC, Watts, turbinagem, montante, jusante, fio d´água, opa,  me empolguei, tá as últimas é demais querer que muitos entendam o que é.

O ponto principal é esse, vivemos em um país que muita gente não sabe nem o que é Watt, educação é a chave de tudo.

Eu sou a favor de pegar esses 30 bilhões e aumentar o salário dos professores, construir escolas, universidades, melhorar a qualidade do ensino, investir em pesquisa, projetos.

É uma pena que um assunto de tanta importância só tenha tomado uma magnitude maior por causa de um vídeo com atores da Globo.

Alguns curtiram porque o Malvino Salvador é lindo era cool seguir a moda estilo Maria Vai Com As Outras e claro ser ativista ambiental te faz ser “bonzinho”, outros só para ser  do contra e se fazer de “mal”se recusaram a assistir, os técnicos, engenheiros e principalmente aspirantes a futuros engenheiros eram os mais exaltados afinal eles sabem tudo de energia elétrica quem é ator da Globo para falar sobre projeto de engenharia,  palavrão para lá, burro, analfabeto, idiotas, palavras bonitas para cá…

Viva a liberdade de expressão!Para dar uma opinião de algo acho que se deve conhecer de fato o assunto, um vídeo é muito pouco para te fazer ser a favor ou contra algo, não acredite de primeira em tudo o que assiste e lê por ai. Infelizmente muitos acreditam, é o tal do analfabetismo digital.

E não é só porque alguns tem um diploma, ou estudam engenharia que o fazem alfabetizados e especialistas no assunto, os tais sabe tudo.

A grande maioria dos engenheiros só sabem fazer conta, a área energética do Brasil vai muito além de conta e termos técnicos.

Centrar o mundo no próprio umbigo, eu sou certo, você é o errado, queda de braço para ver quem sabe mais.

Ao invés de queda de braço, sou a favor de um aperto de mão caloroso, vamos juntos procurar saber mais sobre o assunto para melhorar nossa opinião. Tirar o freio de burro e pensar macro, além do próprio umbigo.

Fundamentem seus argumentos e o principal respeito à opinião dos outros. É um tal de criticar, criticar, criticar.

Abra sua mente, gay também é gente e baiano fala “oxente”. Sábios Mamonas.

Felizmente eu sou engenheira eletricista e não sei de tudo, ainda bem, sou uma eterna aprendiz, a vida de quem sabe tudo deve ser muito sem graça, o mais gostoso são as descobertas.

Já tinha ouvido falar sobre Belo Monte, atire a primeira pedra quem só ficou sabendo mais do assunto por agora. Curiosa como sou fui pesquisar assim como os atores da Globo, sobre o assunto. Não acredite em mim, nem nos atores da Globo, nem no seu amiguinho do facebook, acredite em você, formule sua própria opinião.

“I’m free to say whatever I,
Whatever I like
If it’s wrong or right it’s alright.” Sábios Oasis.

Como pesquisadora e futura mestre em otimização do problema do planejamento energético de geração de energia do Brasil, não li dados suficientes para me tornar especialista no caso Belo Monte, mas como cidadã formei minha opinião baseada não só em dados, mas em especial na minha vivência e nas pessoas que eu li falando sobre o assunto.

Preparados? Que rufem os tambores…

Eu sou contra!

Como assim Maciel? Você engenheira eletricista que trabalha construindo subestação poderia ganhar parte daquele bilhão, contra a construção de uma usina hidrelétrica.

A opinião que me fez bater o martelo foi a, se tudo der certo, do meu futuro orientador do doutorado, ex-orientador da minha orientadora e mestre Jedi em planejamento energético brasileiro que eu tive a oportunidade e prazer de conhecer na minha visita à Unicamp, Secundino Soares Filho. Na minha futucada no Google, encontrei a opinião de alguns professores da Unicamp em um debate que teve em abril do ano passado, e olha quem eu encontro lá, esse mundo é pequeno demais.

“Quer saber se Belo Monte é a melhor alternativa para a geração de energia no Brasil neste momento? Na minha opinião, a resposta é não”, afirma ele que, como argumento, defende que antes de se falar em aumento da oferta, o País deveria discutir medidas para evitar o desperdício.

Um exemplo? “Estudos apontam que 10% da energia consumida no País é para uso do chuveiro elétrico. Então o governo deveria investir em coletores residenciais para famílias de baixa renda, como uma das medidas de uso eficiente”, opina.

 Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/imprensa/clipping-unicamp/2010/abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010-texto

Outra reportagem e opinião que achei interessante foi a de Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. ( ai ai Unicamp…já disse que me apaixonei por ela)

 Recomendo a leitura da entrevista inteira, o trecho que achei mais interessante:

Não é verdade que nós estamos à beira de um colapso energético. Não é verdade que nós estamos na iminência de um “apagão”. Nós temos energia suficiente. O que precisamos é priorizar a melhoria da qualidade de vida da população aumentando a disponibilidade de energia para a população. E isso se pode fazer com alternativas locais, mais próximas, não centralizadas, com a alteração dos hábitos de consumo. É importante perder essa referência que hoje nos marca de que esse tipo de obra é extremamente necessário porque vai trazer o progresso e o desenvolvimento do país. Isso é uma falácia. É claro que, se continuar desse jeito, se a previsão de aumento da produção das eletrointensivas se concretizar, vai faltar energia elétrica. Mas, cidadãos, se informem, procurem pressionar para que se abram canais de participação e de processo decisório para definir que país nós queremos. E há os que dizem: “Ah, mas ele está querendo viver à luz de velas…”. Não, eu estou dizendo que a gente pode reduzir o nosso consumo racionalizando a energia que a gente consome; a gente pode reduzir os hábitos de consumo de energia elétrica, proporcionando que mais gente seja atendida, sem construir uma grande, uma enorme usina que vai trazer enormes problemas sociais, econômicos e ambientais. É importante a percepção de que, cada vez que você liga um aparelho elétrico, a televisão, o computador, ou a luz da sua casa, você tenha como referência o fato de que a luz que está chegando ali é resultado de um processo penoso de expulsão de pessoas, do afastamento de uma população da sua base material de vida. E isso é absolutamente condenável, principalmente se forem indígenas e populações tradicionais. Mas também diz respeito à nossa própria vida. É necessário ter uma percepção crítica do nosso modo de vida, que não vai se modificar amanhã, mas ela precisa já estar na cabeça das pessoas, porque não é só energia, é uma série de recursos naturais que a gente simplesmente não considera que estão sendo exauridos e comprometidos. É necessário que desde a escola as crianças tenham essa discussão, incorporem essa discussão ao seu cotidiano. Eu também tenho uma dificuldade muito grande de chegar aqui na minha sala e não ligar logo o computador para ver emails, essas coisas. Confesso que tenho. Mas eu também percebo uma grande satisfação quando eu consigo não fazer isso. E essa percepção da satisfação é uma coisa cultural, pessoal, subjetiva. Mas ela precisa ser percebida pelas pessoas. De que o nosso mundo não existe apenas para nos beneficiarmos com essas “comodidades” que a energia elétrica em particular nos fornece. Agora isso exige um esforço, e a gente vive num mundo em que esse esforço de perceber a vida de outra forma não é incentivado. Por isso é difícil. E por isso, para quem quer construir uma usina, quer se dar bem, quer ganhar voto, quer manter a situação de privilégio, seja local ou nacional, para essas pessoas é muito fácil o convencimento que é praticado com relação a essas obras. Por mais que eu tenha sempre chamado a atenção para o caráter absolutamente ilógico da usina, das questões que envolvem a lógica econômico e financeira dessa hidrelétrica, para o absurdo que é a utilização do dinheiro público para isso, para a referência à necessidade de se precisar, num futuro próximo, enfrentar um ritmo violento de custo de vida, emitindo moeda para sustentar empreendimentos como esse, é muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a relação dessa situação com as grandes obras. E Belo Monte é mais um instrumento disso. Eu não sou catastrofista, não tenho a percepção maléfica da hidroeletricidade. Não demonizo a hidroeletricidade. Eu apenas constato que, da forma como ela é concebida, particularmente no nosso país nos últimos anos, é uma das bases da injustiça social e da degradação ambiental. Se não é pensando em você, você necessariamente vai precisar pensar nas gerações futuras. Este é o recado para o leitor: é preciso repensar a relação com a energia e o modelo de desenvolvimento, é preciso mudar o nosso perfil industrial e também é preciso mudar a cultura das pessoas com relação aos hábitos de consumo. Nós precisamos mudar a relação que nos leva a uma cega exaustão de recursos. 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/belo-monte-nosso-dinheiro-e-o-bigode-do-sarney.html

Haja local pense global, uma das máximas que aprendi no mundo do empreendedorismo.

Quando eu penso nas minhas lembranças mais belas e que tiraram meu fôlego todas tinham como personagem principal belezas naturais. Chapada Diamantina: mergulhar na gruta da pratinha, escorregar na pedra do rio que eu não lembro o nome em Lençois, as formações rochosas que parecem ter sido feitas a mão da gruta da Lapa doce, tirar umbu direto do pé, beber com meu pai em uma mesa dentro do rio (foto) em Barreiras, as praias belíssimas do Morro de São Paulo, RJ, da minha amada Salvador e tantas outras. Passei boa parte da minha infância no mar, por causa da casa da ilha, praticamente um  peixe acho que é por isso que eu amo praia.

Correr na praia, fiz isso hoje, simples prazeres diários.

A vida não é só computador, celular, microondas, TV, viramos dependentes da energia, de estar conectado o tempo inteiro, a idéia de não ter isso é muitas vezes apavorante,  culpa da rotina e comodismo.

Quando falta energia a primeira coisa que se faz é ir no vizinho para vê se faltou também. Aqui está sem vela, você tem?Vamos fazer um lual, vou pegar o violão.

Já usei candieiro, aqueles feito com latas de óleo, na roça lá no interior de Irecê, juntava todos os primos da família Maciel e contavamos histórias do tal do Lobisomem do Serra Queixo.

O consumismo frenético e o ritmo acelerado deixou as pessoas mais egoístas e cabeça dura, presos em uma vida cercada de concreto.

Máquinas não reproduzem sensações e sentimentos, pelo menos ainda não, a vida é feita de pessoas e lugares.

Precisamos mesmo é construir pessoas mais humanas. Peace and Love, no war!

“All you need is Love.” Sábios, Beatles.

…ao som de Arctic Monkeys!

devaneios

…confissões de uma Tulipa(2)!

 

O campo que vivo é frio, principalmente a noite pois é com os gélidos ventos que assim consigo viver, uma demonstração a mais de calor me faz desfalecer, e por causa dele que hoje não vejo graça no frio dos campos e queria aprender a viver de novo onde sempre foi meu habitat natural o frio…foi em uma noite de inverno, chovia e ele chegou assim sem eu esperar.

Já fazia um tempo que eu havia  florado com meu sempre vento gélido que pensava eu na época, ainda era o mesmo vento de sempre, mas este vento estava mudando as suas direções. Como pode meu vento gélido de tantos anos e convívio mudar assim para uma direção tão diferente da minha? Sendo que a pouco tinhamos confessado um para o outro o quanto eramos ligados?! Minhas pétalas caíram!!Demorei a florecer novamente, as marcas deixadas pelo vento gélido me tornaram mais resistentes, até que…

Chovia, e eu estava emanada em pensamentos de uma vida em um novo campo,  quando de repente sem eu menos esperar  logo depois da chuva, comecei a sentir algo diferente e vindo de uma direção que não era de costume dos ventos, ele estava vindo do oeste,  mas que vento era esse? Se os ventos gélidos sempre vem do leste?

Esse não era um vento normal…ele tinha algo diferente,  era quente…o que é isso? Eu que estava acostumada com o frio e ainda tinha minha resistência a novos ventos fiquei aturdida com a chegada dessa sensação diferente, era como se dentro de mim eu já conhecesse aquele vento mesmo sendo feita para sobreviver em lugares frios, eu não sei dizer,  mas era como se eu já tivesse sentido aquele calor anteriormente apesar das improbabilidades de isso acontecer,  nós eramos muito parecidos…como pode?

Eu sempre pensei que a única coisa que mais parecia comigo era o vento gélido e ele me dava a segurança de tê-lo sempre como algo similar a mim!Mas eu estava errada!Isso gerou muita confusão em minhas pétalas, elas se abriram inteiramente para essa sensação que chegou de repente, elas tinham perdido o vento frio, e estavam conhecendo algo novo, mas  que na realidade elas sempre tiveram raizes quentes…e foi uma bela floração, minhas pétalas vinvenciaram com  fervor aquela noite de inverno!

Dessa vez  ela agiu diferente,  ficou mais resistente com a vivência e marcas do vento gélido, e esta sendo ela  mesma de fato, que gosta de se deixar levar sem planejar, viver a  imprevisibilidade, o gostoso do improvável, do deixar levar pelas noites guiadas pelo acaso do momento. Uma Tulipa adora interrogação, pontos não são seus forte, só se vierem como reticências, de deixar algo no ar, ser subjetiva com toda sua objetividade, flores nas nuvens e raízes bem fincadas no chão. Minha vida já tem planos objetivos demais, meus pensamentos estão focados em fortalecer  minhas raízes.

As pétalas só desabrocham em campos frios devido a sua resistência, mas será que o frio se habitua ao quente? E conseguirá fazer suas pétalas se abrirem e assim perceber a beleza que contém uma Tulipa? Talvez sim, talvez não, deixa o tempo dizer, viver o momento que é bom, sem se preocupar com o depois. A vida é simples, a gente que complica.

De coisa complicada já basta a adubação de minhas raízes, meu novo campo é maior, cheio de novas possibilidades, novos ares a cada instante, o cultivo é tarefa delicada e trabalhosa, afinal não é em todo campo que se encontra uma Tulipa.

Ps: nossa, o primeiro confissões de uma tulipa tem 3 anos. Esse tal de tempo, passa rápido demais. Reler coisas escritas a tanto tempo, e ver o quanto a gente muda, e o tanto de coisa que aconteceu de lá para cá, é estranho e bom. Faz a gente ver que a vida é imprevisível, você nunca sabe o dia de amanhã, nem quem você vai encontrar na próxima esquina ou na mesa de um bar, e é isso que faz a vida da gente ser interessante e boa de se viver. Viva a imprevisibilidade e as coisas improváveis.  Apertem o botão do gerador de  improbabilidade infinita.

PS2: sério que meu blog passou de 90mil visitas, é gente demais que já leu o que essa doida escreve. Muito Obrigada!

PS3: quinta vou para Porto Velho, mas eu volto, ansiosa para mais uma viagem e feliz demais com tudo que está acontecendo!

 …ao som de Radiohead!

 

devaneios

…Presente de aniversário: Ideias para escrever mais 2 livros!

Conversas de boteco no estilo cerveja entra palavras saem e lavar pratos são dois ambientes férteis para minha cabeça criar textos.

A ideia para o meu primeiro livro surgiu na pia da cozinha do meu apartamento em Campina Grande,  ainda estou escrevendo e esse  vai demorar de ficar pronto, minha síndrome de perfeccionismo só vai conclui-lo quando eu for conhecer Londres, local que a personagem principal mora. Para quem não conhece ainda, apresento: Agatha Bianucci.

Sábado foi meu aniversário, gente já tenho idade para usar Renew apesar da carinha de 15. De presente ganhei conversas altamente inteligentes que eu amei e o principal e melhor: ideias para escrever mais dois livros.

Depois conto a saga de um dos melhores aniversários que já tive, um pitch que por pouco não virou pití, uma tranca de banheiro, um jogo do Brasil amargador de cerveja, recorde em um único dia do número de vezes que  me chamaram de maluca(Estou pensando em procurar um psiquiatra já virou normal me chamarem de maluca. Prometo quando eu matar alguém procuro.)  ao ouvir algumas das minhas tantas histórias,  descobri que sou uma Jedi, o desvendador do algoritmo dos caça niqueis, #nerdpower,  conversas filosóficas perpendiculares, imendar para um festa com a cara altamente desgrenhada, chuva, Heineken, o bar dos meus sonhos, um monólogo (mil desculpas ao ouvido que aturou minhas histórias, no outro dia me toquei que eu praticamente falei e falei e falei, a cerveja as vezes se torna água de chocalho, fiquei pê da vida  pq sabia que ouviria histórias muito interessante, a pessoa tem uma boa bagagem, a cara de guri de ensino médio engana =p e eu tagarela fiz um monólogo e olha que não foi nem 1/5 das minhas histórias, ai que ódio nem contei uma das melhores, a do assalto a cavalo. Maciel, entre pessoas se faz diálogo.Você que aturou meu falatório mil desculpas, estou lhe devendo um diálogo que eu faço questão de pagar quando nos revermos, e se vc ver algum  indício que a cerveja já esta me transformando em um monólogo pode me dar uns coques e mandar eu calar boca)  cover de U2 exatamente no dia que completei 3 meses que fui, e para fechar no melhor estilo Maciel imprevisível: andar descalça na orla da Barra.

Com certeza entrará na lista de histórias que contarei aos meus netos.

Uma das histórias que contei depois de algumas cervejas, foi a de Nelson, porteiro :

Logo depois dos primeiros dias do curso de empreendedorismo  tecnológico como de costume fuçei na net para procurar livros, achei uma lista da Exame indicando alguns, prontamente fui no site da saraiva e comprei: A Cabeça de Steve Jobs, A arte do começo, Como nadar entre tubarões sem ser comido vivo e Blink: the power of thinking without thinking.

Dias depois fui ver o pedido e tinha que a remessa estava em rota para ser entregue, passeio dia em casa esperando chegar.

Quando deu 18:10, aperto o F5 e surge essa tela da imagem. Eu só não chamei seu Nelsonm, porteiro, de santo, mas o resto…

ONDE EU MORO NÃO TEM PORTEIRO!

Fui nos vizinhos saber se alguém conhecia algum Nelsonm, o único que existia aqui morreu a 10 anos.

Fiquei muito, muito, muito puta, se uma coisa que eu tenho ciumes são meus livros e minha coleção de filmes. Puta que pariu, carregaram meus livros, pra que porra alguém vai querer pegar livro dos outros, e um em inglês, era só pedir que eu emprestava. Liguei para saraiva, eles disseram que iam fazer um boletim de ocorrência e apurar o que tinha acontecido com meus livros.

Dias depois meus lindos livros chegaram, tinha sido um erro no código da internet.

Essa foi uma das histórias que surgiu entre uma cervejo e outra, eis que alguém da mesa diz: Nelsonm, porteiro, vira um grande empreendedor imobiliário depois de receber por acaso livros de uma menina desconhecida e  que mudaram sua visão de vida , procura-se quem é essa menina.

A partir desse momento surgiu mais um livro que vou escrever. Esse a história vai se passar aqui no Brasil, da pra terminar em um tempo previsto se minha agenda colaborar um pouco.

E se tem uma coisa que me deixa muito, muito, muito feliz é ideia para escrever, um dos meus melhores prazeres e paixões da minha vida  é escrever. Vocês não tem noção de como fiquei feliz com essa ideia.

Já comecei a escreve-lo, vos apresento o  inicio da incrível história de superação e sucesso de Nelsonm, porteiro:

Uma das paixões da vida de Ana Júlia desde pequena, ou melhor, desde menina, virou gente grande, mas continua pequena do tamanho de um tamburete, é o mundo das palavras, seus melhores amigos são os livros.

Guarda ainda vivamente na memória a imagem da primeira cartilha que a apresentou ao fantástico mundo do conhecimento. Cada página ensinava uma letra do alfabeto mediante uma linda figura de fazer brilhar os olhos de toda criança e um curto poema, aprendidas foneticamente como em ABC do Sertão, música do célebre Luiz Gonzaga: a, bê, cê, dê, é, fê, guê, agá, i, ji, lê, mê, nê, o, pê, quê, rê, cí, tê, u,vê, xis, zê.

Toda sexta a professora chamava na frente cada aspirante a gente grande para ler a lição para a turma. Era o dia mais esperado da semana por Ana Júlia.

Sua visão do que eram somente formas passou a ser coisas com significados, o a era a dona da palavra: amor, o que antes ela via o a e o como duas bolas, m como aquela coisa engraçada que o camelo tem nas costas que futuramente ela descobriu que o nome era corcovas, e o r era o troço esquisito que o capitão Gancho tem na mão. Descobriu que essa palavrinha apesar de pequena era incomensurável, pois ela significava o sentimento por seu painho e mainha:

Mainha o que eu sinto pela senhora se chama: amor.

A primeira frustração da sua vida foi ao conhecer a letra m dona da palavra melancia.

Vamos lá Ana Júlia, repita comigo: ME-LAN-CIA.

ME-LEN-CIA.

Não Ana Júlia, é LAN com A, não LEN. Vamos de novo: ME-LAN-CIA.

ME-LEN-CIA.

E o gosto do que era uma das suas frutas prediletas passou a ter outro sabor.

O que fazia seu coração bater mais forte e os olhinhos brilharem eram palavras grandes. A primeira delas foi quando aprendeu acentuação tônica e conheceu o significado de PRO-PA-RO-XÍ-TO-NA. Passou a semana repetindo para lá e para cá, sua mãe lhe mandava comprar o pão, lá ia Ana Júlia saltitante a sorrir e repetindo no caminho:

PRO-PA-RO-XÍ-TO-NA, PRO-PA-RO-XÍ-TO-NA, PRO-PA-RO-XÍ-TONA.

Ela queria que o mundo escutasse que tinha aprendido uma linda nova palavra e que estava muito feliz com isso.

A cada ano que passava surgiam novas e maiores palavras, na disciplina de ciências quando estudava o corpo humano a professora citou uma enorme: ES-TER-NO-CLI-DO-MAS-TÓI-DEO. Todo mundo da sala ficou mais interessado em contar as letras e fazer um trava língua do que prestar atenção enquanto a professora explicava que era o nome do músculo do pescoço.

Vocês vão gostar da linda  e incrível história de Nelsonm, porteiro, mais um dos verdadeiros heróis  brasileiros dignos de admiração, um empreendedor que com as ferramentas e conhecimentos certos se tornou grande exemplo de superação e sucesso.

Já tenho tudo na cabeça começo, meio e fim só falta achar tempo para escrever. Aguardem!

Ana Júlia vai ser a personagem dona dos livros.

Qualquer semelhança entre Ana Júlia e eu não é mera coincidência. Sim, a história da melencia  e da proparoxítona aconteceu comigo.

O nome dos personagens, tirando seu Nelsonm, será sugestão de amigos,  Ana Júlia foi sugestão de Cleia.

Os próximos personagens que irei nomear serão: a esposa e os 3 filhos de Nelsom.

Peraí, mas você disse  mais 2 livros, e o outro é sobre o que? Bem…esse vocês só saberão se eu chegar a publicar um dia.

…ao som de Muse!

devaneios

…The Big Idea!

João desde pequeno sempre foi bom em resolver cálculos, tem um aguçado raciocínio lógico, se graduou em Matemática, e hoje é professor daquela escolinha do bairro onde estudou a vida inteira.

Ele só não sabe da existência do vigésimo terceiro problema de Hilbert e que a solução para o mesmo esta em sua cabeça, esperando apenas que alguém os apresente. E num clique:

João, este é o vigésimo terceiro problema de Hilbert.

Num piscar de olhos aquele menino que sempre gostou de resolver cálculo pega o lápis meio gasto, uma folha de papel reciclado e diz:

Prazer, eis aqui a sua solução.

A solução para o vigésimo terceiro problema de Hilbert pode estar na cabeça de uma das quase 7 bilhões de pessoas no mundo, esperando apenas que algo ou alguém faça as honras de apresentá-los.

E numa bela manhã de sábado… meu lado utópico sussurra ao pé do meu ouvido:

Mundo, eu vos apresento a solução dos seus problemas.

As relações humanas na sociedade atual estão diretamente ligadas às redes sociais, não  só para arraigar as relações entre amigos como para conhecer novas pessoas com gostos similares, para os cinéfilos, filmow, para os amantes da leitura, skoob, para o dos fale pouco e rápido, twitter, para os maníacos por série, orangotag, para mostrar profissionais, linkedin, dentre tantas outras e claro, Orkut e Facebook.

O que todas essas redes têm em comum?

Novas amizades podem ser geradas através das mesmas e não ir além da tela de um computador.

E eu mais uma vez bato na tecla: webcam não reproduz abraço, relações reais entre pessoas só se fazem de fato no olho no olho.

Sempre gostei de conhecer as mais diversas áreas: filosofia, arte, música, tecnologia, web…e principalmente de cunho e conteúdo construtivo, coisas que irão acrescentar em algo, acho que deve ser por causa da minha alma de pesquisadora, conhecimento gera conhecimento.

Conhecimento é a base de tudo…

Eu sou adepta de carteirinha das redes sociais, se inventaram uma ontem é bem provável que já tenha feito o meu perfil.

No fundo meu lado utópico, humanitário, de querer acrescentar algo ao mundo, de perpetuar conhecimento e contribuir em prol do desenvolvimento, sabia que ainda faltava algo.

E se existisse uma rede social engajada em resolver os problemas do mundo, através da perpetuação e criação de conhecimento? Integrar de fato as pessoas, ir além da tela do computador.

Eu faria o meu perfil nela.

O mundo vai ao divã e conta quais são os seus problemas, e a solução pode ser você.

E assim surgiu a WESolve!

…ao som de Fryderyk Chopin!

devaneios · em cartaz

…Remetente: Salvador,Bahia/ Destinatário: Dublin,Irlanda!

CHAPTER ONE:  The Letter.

Na minha usual ronda pelo mundo das notícias, encontrei uma reportagem que falava de cartas escritas por Carlos Drummond de Andrade para diversas pessoas com temas dos mais variados.

E antes de dormir dentre os tantos devaneios, surge uma idéia e minha mente inicia um processo criativo…pensei nos filmes que já tinha assistido cuja trama era centrada em cartas, os meus dois prediletos são:  84 Charing Cross Road e Mary and Max.

O primeiro conta a história de uma amizade de 20 anos selada por cartas trocadas entre uma escritora americana que mora em Nova York e o gerente (Anthony Hopkins) de uma livraria especializada em livros raros em Londres, uma boa pedida para os amantes da leitura.

O segundo é baseado em fatos reais e fala sobre a amizade surgida pelo acaso quando uma menininha de 8 anos muito curiosa, australiana, abre uma lista telefônica e escolhe um endereço aleatório e decide escrever ao nova-iorquino Max de 44 anos, junto com a carta, alguns desenhos, uma barra de chocolate e a dúvida: “de onde vêm os bebês nos Estados Unidos”. Daí então começa as trocas filosóficas dos mais diversos temas: religião, confiança, vida em sociedade, sexo, amor e, principalmente, a importância e o significado de amizade. É um drama cômico que trata de questões simples e profundas, minha animação predileta.

Os dois filmes tem finais tristes, e como vocês já sabem o que acontece comigo…chorei.

Apesar de toda a minha modernidade no fundo eu tenho um lado lírico Shakeaspeareano que gosta de costumes antigos, como cartas.

Não deixo de bater na tecla que o .com veio para aproximar distâncias e afastar a relação das pessoas, e-mails são frios, impessoais. Desde pequena sempre gostei de escrever cartinhas, bilhetinhos, e coisas do gênero lápis-papel para minhas amigas do colégio, fazia coleção de papéis de carta.

Cartas são bem mais pessoais, da pra saber o cheiro da pessoa, sentir o beijo, tocar na lágrima que borrou a tinta, a letra trêmula daquele aperto no coração, acariciar o sedoso cabelo, o tempo para cruzar as distâncias pode até ser maior, mas durante a leitura da carta você consegue sentir quem escreveu e imaginar que a pessoa esta ao lado como se contasse ao pé do ouvido cada palavra.

Como eu sou perfeccionista e gosto das minhas coisas muito bem feitas, antes de fazer o post assisti pela milionésima vez Reservoir Dogs.

CHAPTER TWO : Reservoir Dogs.

Depois de tanto lirismo vamos ao que seria o tema principal desse post, em total discrepância de gênero com os filmes anteriores, a instigante, violenta, e junto com Pulp-Fiction um dos meus prediletos, a obra-prima de Quentin Tarantino: Reservoir Dogs.

Boca aberta, sensação de que recebeu um soco no estômago, olhos brilhando…5 segundos depois que os créditos começam a subir você puxa bem lá do fundo com toda vontade : Puta que pariu, que filme foda!!!

É meu caro, você acabou de assistir um filme de Quentin Tarantino.

Os filmes de Tarantino têm a peculiar e autentica maneira de tratar coisas reais com seu estilo próprio que se baseia nada mais do que na verdade nua e crua. É uma narrativa em flashbacks, com cenas entrecortadas de extrema violência e pitadas de humor que faz sua obra ser inconfundível.

Como as palavras do próprio em uma entrevista: “Gente é gente, meus personagens são humanos sem melodramas. Adoro brincar com o público e fazê-lo viajar, quero mexer com a cabeça das pessoas, quero dar experiência.”

Nada mais humano do que falar besteira, e Reservoir Dogs começa em uma conversa banal sobre metáforas na música Like a Virgin da Madonna entre o que aparenta serem amigos engravatados em uma lanchonete.

Com diálogos que chegam a ser engraçados de tanto sarcasmo, para Tarantino Reservoir Dogs e Pulp Fiction deveriam estar na sessão de comédias: É uma loucura, mas é engraçado.

Como Scorsese, ele sabe escolher os melhores ângulos que nos faz sentir como se estivéssemos dentro da cena.

Homens que em momento de pânico e medo se tornam garotos. O pedido desesperado com temor da eminente morte em meio a sangue, muito, muito, muito sangue do Mr. Orange (Tom Worth sem o charmoso sotaque britânico, acho lindo inglês  britânico) de um simples abraço.

Mr. White e Mr. Pink se estapeiam no chão, armas apontadas para a cabeça, você concentrado na cena segura na poltrona, a câmera lentamente se afasta e surge  com um ar e charme de Elvis Presley, Mr. Blonde tomando calmamente seu refrigerante…

CHAPTER THREE: Choice.

Hummm…cartas, não sou Carlos Drummond, mas também tenho sobrenome Andrade. Quem eu conheço que mora longe? Tem Nara em Recife, mas Nara já sabe da minha vida inteira…tem que ser alguém mais longe pra ser bem estilo dos filmes que eu pensei, tipo do outro lado do Oceano…

CHAPTER FOUR: Salvador, Bahia- Dublin, Irlanda.

Bom dia mochileiro das galáxias =)

Aqui já é boa tarde…

…Neil Gaiman, Watchmen, HQ, mangá, Laranja Mecânica, Super 8, criancinhas, O iluminado, eita baixar Game of Thrones…

Simmm tive uma idéia ontem, quero que você sugira o tema do meu próximo post de algo que você iria gostar de ler.

Escolho Reservoir Dogs (Booooa escolha 06 sabia que não me desapontaria, eu tenho o original em versão especial com extras contendo cenas cortadas, biografias, comentários, entrevistas).

Sem saber que minha idéia principal era escrever uma carta para alguém, ele me sugeriu o tema o qual se trata o capítulo dois, mas o resto do capítulo com minha minuciosa viagem por Reservoir Dogs, seus extras esta na carta com toda sutileza do meu toque pessoal e só quem vai saber é a pessoa que mora atualmente em Dublin, Irlanda.

PS1: prefiro colocar fotos tirados por mim nos posts…eu não sou mais broca e desastrada pq sou uma só, tirei uma linda fotinha com meu lindo dvd e sua super capa especial em cima da carta, coloquei o cartão SD da câmera do lado errado, agr nem lê, nem sai ¬¬ tô mto puta!!!

 PS2: 2 vezes em meu blog num se ache mto não viu mochileiro, rum =*

…ao som de Led Zeppelin!

devaneios

…Favorite Song!

Vamos lá, bracinhos pra cima, pra lá e pra cá, cantando bem alto comigo:

Welcome to the Hotel Califooooooooornia 
Such a lovely place 
Such a lovely face...

Essa não é a minha música favorita, é a do meu pai.

Em uma das cena de “Tudo acontece em Elizabethtown” no funeral do pai do lindo  Orlando Bloom, a viúva o homenageia ao dançar sua música predileta em forma de sapateado…e minhas lágrimas começam a cair, cair, cair…para de chorar menina. Eu sou uma manteiga derretida assumida, choro sim em filmes e ponto.

A sétima arte tem diversos poderes sobre mim, e um deles é de fazer eu me emocionar com  cenas análogas a coisas da minha vida que  fiz e que  não fiz, mas deveria ter feito.

Tal cena derramou minhas lágrimas pois comecei a pensar que eu não sabia qual era a música favorita do meu pai, mas você pode pensar que diferença faz uma música…faz muita, imagine sua vida em silêncio, sem trilha sonora.

E continuei a divagar em devaneios em pleno meio do filme…não só na música predileta, como na comida, no lugar, no perfume, na brincadeira quando era criança, no livro, no filme…e em todas peculiaridades que fazem cada pessoa ser unica. Pense nas pessoas ao seu redor, quais delas você realmente conhece?

Facebook.com e você me diz que tem 230, 350, 500 amigos que gostam de Beatles, Fight Club, Alan Moore, Battlestar Galactica. Hoje a grande maioria de pessoas do circulo social que você vive tem os  currículos de gostos e preferências estampados em um simples clique.

Pra mim isso não é conhecer alguém de verdade, saber suas alegrias, dores,  medos,  loucuras, suas histórias, seu presente, os planos futuros.

Você entra no perfil daquele gato lindo, 35 coisas em comum, uau minha alma gêmea…e na primeira conversa você descobre que gostos não fazem personalidade e ele é babaca, arrogante, playboizinho e tem mau hálito.Vai uma balinha?

É a busca pelo semelhante, o maior grau de compatibilidade…eu sou da filosofia que os iguais se complementam e os opostos se suportam até a paixão acabar, ou não.

As redes sociais expandiram as possibilidades de conhecer pessoas de diferentes cantos do mundo que tem o SUPER em comum. O sentido do que é realmente conhecer se tornou um verdadeiro paradoxo, mas pra mim conhecer de verdade só acontece olho no olho seja pessoa ou lugar. Como em Elizabethtown quando o Orlando Bloom e a Mary Jane  Kirsten Dunts depois de horas e horas no telefone lembram que estão a 45 min um do outro e pegam seus respectivos carros e se encontram no meio da estrada em um lindo lago.

Pra mim conhecer é tomar vinho com pizza frita e conversar besteira a luz do luar, é se perguntar: e agora que caminho a gente pega? É tirar umbu direto do pé, é tomar Pitú ouvindo Zé Ramalho e fazendo gráfico, é acampar na fila do Morumbi, é o tique no pescoço enquanto dirige, é fazer aniversário surpresa, é comer camarão na praia do Francês, é gritar Baêêêaaa minha porraaaa, é correr descalço no chão vermelho de terra, é o café-com-leite-açúcar-sal, é o cuzcuz com tripa frita, é viajar 36h dentro de um micro ônibus sem banheiro, é cantar junto, é aprender, ensinar, é dançar juntinho sentindo aquele cheirinho do cangote, é aquele abraço cheio de saudade, é um sorriso, um olhar, um carinho, é o braço que te levanta quando você se estabaca no chão…

Eu adoro conhecer novas pessoas, lugares, sou adepta de inúmeras redes sociais, futucar a webesfera é comigo mesmo, mas eu não acredito em miguxos, webcam não reproduz abraço, o carimbo de amigo só é dado no olho no olho.

Me deu uma vontade imensa como me da em todos os filmes que tem viagens no mesmo estilo de uma das parte de Elizabethtown, de pegar o mapa, botar aquela música beeeeeeem alta e sair por ai conhecendo de verdade pessoas, lugares. Acho que meu espírito aventureiro deve ser por causa das inúmeras viagens que fazia com meu pai pelos cantos mais remotos da Bahia quando eu era pequena. A grande maioria diz que quer ganhar dinheiro pra comprar casa, carro do ano, roupa de marca, relógio de ouro…eu não. É claro que eu quero ter meu canto conquistado com meu suor, mas não sou muito ligada em bens materiais, tirando livros e filmes,  eu quero de verdade é comprar histórias para contar aos meus netos, das minhas aventuras, dos lugares e principalmente das pessoas.

E o filme termina com…assistam.

Meu pai não tem facebook, então peguei o telefone e: Pai? Qual a música predileta do senhor?

Essa menina tem cada idéia…

Tenho certeza que ninguém sabe qual é a minha música predileta…afasta o sofá, coloca aquela polaina do tempo da vovó e dança comigo…

First when there’s nothing
but a slow glowing dream
that your fear seems to hide
deep inside your mind.
All alone I have cried
silent tears full of pride
in a world made of steel,
made of stone.

Well, I hear the music,
close my eyes, feel the rhythm,
wrap around, take a hold
of my heart.

What a feeling.
Bein’s believin’.
I can have it all, now I’m dancing for my life.

Take your passion
and make it happen.
Pictures come alive, you can dance right through your life.

Now I hear the music,
close my eyes, I am rhythm.
In a flash it takes hold
of my heart.

What a feeling.
Bein’s believin’.
I can have it all, now I’m dancing for my life.

Take your passion
and make it happen.
Pictures come alive, now I’m dancing through my life.

What a feeling.
What a feeling I AM MUSIC NOW
Bein’s believin’. I AM RHYTHM NOW
Pictures come alive, you can dance right through your life.
What a feeling. YOU CAN REALLY HAVE IT ALL
What a feeling. PICTURES COME ALIVE WHEN I CALL
I can have it all I CAN REALLY HAVE IT ALL
Have it all PICTURES COME ALIVE WHEN I CALL
CALL CALL CALL CALL WHAT A FEELING
I can have it all BEIN’S BELIEVIN
Bein’s believin’ TAKE YOUR PASSION
MAKE IT HAPPEN
make it happen WHAT A FEELING
what a feeling BEIN’S BELIEVIN’ 

Essa música é do filme Flashdance que eu amoooooo.  A banda da minha formatura tocou, eu nem acreditei, sai correndo pra frente do palco, supeeeeeeeeer me acabei. What a feeeeeeling…

Vantagem de morar sozinha: cantar bem alto e dançar que nem no filme com direito a rodopio, salto e tudo mais, bem estilo se alguém visse ia me chamar de doida.

…ao som de Irene Cara- What a Feeling!

último ano · devaneios · suspiros

…Update or die!

Apareceu a Margarida, ôle, ôle, olá!

Não fui abduzida, não fui presa, não casei, não engravidei, não virei hippie, não tive nenhuma doença grave, ainda tenho mãos, não vou jogar meu amado blog num poço de piche, tô viva e este texto não é psicografado do além,  mas poooorque você sumiu???

Nos últimos meses: uma mulher tomou posse da presidência do Brasil, Ronaldinho Gaúcho foi para o Flamengo, Liga da Justiça foi a música do carnaval, Jobs apresentou o Ipad2, terremoto de magnitude 8,9 atingiu o Japão,  aconteceu o massacre do Realengo, Osama morreu, o Bahia de Feira foi campeão baiano, o Santos segue na Libertadores,  hoje o Barcelona foi campeão da Liga dos Campeões…e amanhã tem FlamengoXBahia aqui em Salvador.

Isso, vocês já sabiam.  Assim espero, se não sabiam vocês não estavam nesse mundo nos últimos meses, mas sabem agora.

Carmen Sandiego, onde você se escondeu esse tempo?

Bem meus caros, assim como a turnê do U2 minha vida  também deu um verdadeiro 360 nos últimos meses, passei de sem teto, nômade , a uma pessoa com novo endereço fixo.

Como vocês bem sabem do meu post anterior dezembro terminei todas as minhas disciplinas, apresentei meu TCC, muito bem apresentado por sinal, fechei meu curso com chave de ouro…mas ainda faltava o estágio para eu colar grau e conseguir o tão sonhado diploma.

Eis que dia 04 de janeiro saiu o resultado do mestrado da UFBA:

Lista de aprovados: Camila Maciel Andrade, começo das aulas 14 de março de 2011.

E começa a minha saga para concluir meu estágio, e colar grau antecipado antes do começo do mestrado.

Por causa da burrocracia não pude fazer meu estágio em nenhum dos lugares que tinha conseguido aqui na Bahia, acabei indo fazer no Laboratório de Alta tensão da UFCG mesmo, e foi um dos melhores meses que passei lá.

Adorei meu estágio no LAT descobri realmente que era isso que queria, continuar pesquisando, fazer mestrado, doutorado, foi o mesmo sentimento que tive quando escolhi fazer elétrica, sabe quando bate aquele: é isso que eu quero.

Em 06 de fevereiro de 2006 uma menina muitos quilos mais magra pegava o ônibus em Senhor do Bonfim-BA para uma cidade que  não conhecia nada e ninguém, ia enfrentar 18h de viagem com um objetivo na cabeça e um sonho no coração: se tornar engenheira eletricista em uma das melhores universidades do Brasil. 5 anos e alguns dias depois…

19 de fevereiro de 2011 um dos dias mais felizes da minha vida, comemoração da realização de um objetivo, de tanto esforço, de abdicação, de conquista, de um sonho.

It´s a new dawn, It´s a new day, It´s a news lifeeee for me and I´m feeling good.

E com vocês a Engenheira Eletricista Camila Maciel Andrade…

E  ao som de Feeling good, Elevation e Marinheiro só, segurando com orgulho minha bandeira do Baêêêêêaaaaa eu desci para o abraço emocionado do meu pai e da minha mãe.

Depois de Jack Daniels, Labels, Tequila, Absoluts, Vinhos, Heinekens…sim, sim, minha intenção era deixar todos os meus convidados muito bem servidos claro, pensaram que era bêbados neh.  =p

Da festa imendamos para o centro Campinense de entretenimento, República Verde Cana, pra terminar de beber as 50 Heinekens…eu fico triste, alegre, sem beber eu fico triste, bebendo eu fico alegre….dormi 11 da manhã por lá mesmo.

Dias passaram…terminei meu estágio, e minha defesa  é marcada para 9am na sexta véspera de começar o carnaval. Como boa baiana marquei minha festa de despedida na quinta para já entrar no clima. Mas sua defesa não era na sexta  de manhã? Isso mesmo.

Com direito a pulseirinha de fitinha da lembrança de Senhor do Bonfim, um bom cardápio baiano muito bem feito por minha prima, whisky, tequila, cevas, e amigos me despedi de vez de Campina.

E a defesa? Tirei direto…pra minha sorte só estava meu orientador e o professor da banca, na festa todos disseram que iam assistir…acho que a festa foi boa, ninguém apareceu.  \o/

Apresentação elogiada, estágio muito bem defendido, obrigada. E vamo correr pra arrumar a mala pra ir pra Olinda. Sim, meus caros perdi o carna de ssa, minha colação de grau só ia ser depois do carnaval, como Olinda era o mais próximo…vamos lá.

Não da pra contar todas as histórias do carnaval, só digo que foi muitooooo bom. Olinda quero cantar a ti…

Colação de grau dia 14 de março, do juramento direto para o ônibus rumo a minha nova vida.

16 de março, Salvador,Bahia, novos rumos se abriam…a  alma caridosa de meu primo me acolheu até arranjar meu apartamento.

Primeiro dia de aula chego com um jornal de baixo do braço, a coordenadora da pós: você tá procurando apartamento? Sim, sim.

Tem uma menina que terminou o mestrado a pouco tempo e morava aqui em frente a Politécnica deixa eu ligar para ela pra saber se o apartamento ainda está vago.

E os Orixás baianos me trazem sorte, ainda estava vago e ela ainda tinha todos os móveis, além de ter conseguido um apartamento em frente a UFBA, com dois quartos, consegui com todos os móveis.

Fui super bem recebida na UFBA, minha orientadora é um amor, gostei do tema da minha pesquisa apesar de nunca ter trabalhado com isso, mas por ser tão interessante me fez gostar muito, já tinha uma bolsa do CnPq separada pra mim.

A pesquisa é desenvolver um software pra otimizar o problema de planejamento energético dos sistemas hidrotérmicos de geração de energia elétrica do Brasil.

08 de abril, monto minha barraca com mais 4 amigos na fila do Morumbi em São Paulo.

09 de abril de 2011, 15h30m os portões de abrem. A gente ta na frente do palco porra, conseguimooooos! 20h MUSEEEEEEEEE \o/ 21h37m começa até hoje o melhor show da minha vida, fiquei na grade, se Bono peidasse eu sabia o que ele tinha comido. Pensei que nunca choraria em um show até ir para U2.

Semana Santa em Bonfim reunião na sala da minha casa, fui convidada para ser responsável técnica de uma empresa em Senhor do Bonfim, substituir um engenheiro aposentado da CHESF que por coincidência se formou na UFCG em 64.

Fui selecionada para fazer um curso de empreendedorismo tecnológico, que por sinal estou adorando…principalmente o palestrante, ahhh se me desse bola…

25 de maio, dia da toalha, como boa nerd fui pra UFBA com minha camisa do Dr. Manhattan, All Star e minha toalha, claro.

Meu CREA saiu essa semana, agora vou correr atrás das papeladas da minha empresa, ah sim, eu vou ser sócia de uma empresa,vou virar empresária, e resolver as coisas da outra empresa de Bonfim.

Bem amiguinhos, acho que é isso. Em breve nos encontraremos novamente, prometo, nesse mesmo batsite.

PS: ÔÔÔÔ EU VOU PRA O ROCK IN RIOOOOOOOOO \o/

PS2: ahhh como é bom morar em um lugar com praia, cinema, livraria, barzinhos super legais…minha Bahia é linda.

PS3: para os amigos, carnaval 2011 quero todo mudo aqui em casa, moro pertinho dos circuitos do carna.

PS4: 29 de maio, 01h05m vou entrar no mundo da Apple, ler um dos meus 4 livros que chegou hoje: A Cabeça de Steve Jobs. Bom dia!

…ao som de Beatles!