devaneios

Ser ou ter, eis a questão?

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“Você não é o seu emprego. Você não é quanto dinheiro  tem no banco. Você não é o carro que  dirige. Você não é o conteúdo da sua carteira. Você não é as calças  que veste….” (Fight Club) You do not talk about fight club.

Confesso, eu tenho uma bolsa da Carmen Steffens!

Nos tempos que usava pulseirinhas de hippie, saião e maior parte do tempo haviana, coisas de marca para mim eram um luxo que não fazia questão de ter, e nem tinha condições. Na minha formatura as pulserinhas foram cortadas em um ritual de passagem,  pela primeira vez usava uma sandália da Carmen Steffens, a partir de então virei engenheira e tinha um “status” a construir.

Custei a mudar…menina tu num tem vergonha de usar essa blusa velha não, agora você é engenheira tem de parar de usar esses trapos.  Um vestido aqui, outra blusa ali, maquiagem agora era MAC, vou trabalhar no escritório do Rio, “preciso” de uma bolsa chique, e foi assim que comprei a tal da Carmen! Me dei de “presente” ano passado, dois vestidos da farm, que nunca um dia imaginaria ter.

Carro era uma coisa que também não fazia questão, nunca precisei realmente,  criada em cidade do interior fazia tudo a pé, e desde os 17 anos que fui estudar fora, locomoção nunca foi problema, morei perto da universidade, e depois no trabalho sempre tive transporte, até que vim trabalhar aqui na Bahia e resolvi comprar para poder visitar minha família que estava perto.

Não tenho um milhão de coisas, minha vida nômade não permite, mas nos lugares que moro geralmente compro umas tralhinhas que acredito serem úteis, mas como nunca fui de me apegar a coisas, vou deixando nos lugares que passo.

Fim do ano passado quis trocar meu carro que ainda era novinho por um maior, mais espaçoso que coubesse uma prancha que ainda nem tinha…mudei, acho que virei a tal engenheira que não usa mais pulseirinha de hippie.

Aí veio o ano novo…e Piracanga!!Ah…Piracanga(que merece um post inteiro)…e deu aquela chacoalhada, sabe aquelas experiências transformadoras que te fazem uma nova pessoa, então,  virei uma quase”nova”, voltei a querer ser aquela menina que usava pulseirinha de hippie, dread linha no cabelo, e não tava nem ai para marca.

Como já dizia Tyler Durden: “As coisas que você possui, acabam possuindo você”.

A Netflix me recomendou um doc que tinha 97% de combinação comigo, já disse que amo a sessão de doc deles? E acertou em cheio!! Minimalismo, que mostra dois caras que saíram pelos Estados Unidos para divulgar seu livro sobre a desconstrução do tal sonho americano, de que felicidade é ter muitas coisas, e optaram por reduzir o que tinham para itens que realmente trouxeram valor para suas vidas, remover o excesso e se concentrar no mais importante. Não é sobre deixar de consumir, mas sobre como a sociedade transformou o consumismo como pré-requisito para felicidade, quando o ter virou mais importante que o ser.

“Ame as pessoas e use as coisas, porque o oposto nunca funciona”.

Desapegar das coisas é um exercício que pratico muito toda vez que faço uma nova mudança, e que faz bem, não me considero uma consumista compulsiva, exceto pelos livros que tenho mais que sapatos, ainda não consigo resistir a uma livraria, uma viagem , uma experiência que levarei para vida toda me faz muito mais feliz que uma sandália caríssima da Carmen Steffens.

É complicado tentar viver nessa tal sociedade que nos bombardeia constantemente com um tipo de felicidade enlatada de comercial. A roupa dessa semana já não é mais a da moda, o celular já virou ultrapassado, coisas,coisas e mais coisas sendo vendidas com adesivo de seja feliz agora. Ixi…que vazio, passou, compre mais e seja feliz de novo.

Ainda bem que valores podem mudar, obrigada Piracanga pela chacoalhada, acho que minha cota de coisas de marca já deu, e a vontade de trocar de carro passou…e que cada dia mais eu procure ser do que ter.

…ao som de Bob Dylan!

devaneios

Brasil, eu sei que vou te amar…


Já morei em 11 cidades, 7 estados e 3 regiões, minha certidão é de Irecê-Bahia, meu RG e titulo são de Camaquã-RS, minha carteira de trabalho é de Juazeiro-Bahia, meu Diploma é de Campina Grande-PB, meu passaporte é de Juazeiro do Norte-CE e minha carteira de motorista é de Brejo Santo-CE… parei de contar as cidades que já conheço pois já me perdi na contagem. Nessas minhas andanças por esse país para ver se um dia descanso feliz, tenho uma certeza: amo o Brasil, e das coisas mais lindas que já vi a mais bela é a diversidade e as particularidades do povo brasileiro.

Aquele senhor que sabe o nome , o tipo, para que serve, o que cura os mil e um tipos de plantas só no olhar, os encarregados que botam muito engenheiro no bolso, a força dos sobreviventes das secas e das chuvas, os guerreiros extremamente qualificados professores, a inteligência distribuída nas suas mais diferentes formas, ah…a criatividade do brasileiro, quanta criatividade, quanta diversidade cultural.

Conhecer mais o próprio país e o quanto é poderoso, o que são capazes de fazer com pouco ou até muito, quando se tem a oportunidade, muitas vezes não precisa nem de um empurrão, só um triscar para fazer voar longe.

O olhar somente o próprio umbigo, pegar a informação do que tiver na frente do cabresto, do que é mais fácil, seja lá o que vier, é difícil tirar as rédeas e ver que ao redor existe muito mais , sair da zona de conforto e pensar por si só, interpretar, conhecer além… ter argumentos consistentes, e ver que o Brasil não é só pelo meu filho, pela minha mãe, pelo meu pai… tem que ser pelo meu vizinho, pelo professor, pela enfermeira…pelo povo brasileiro.

Como diria Alan Moore: ” O povo não deve temer seu governo, o governo é que deve temer seu povo.”

Ah…se os Brasileiros se conhecessem mais, se valorizassem mais o Brasil, se escutassem os que tiveram oportunidade, se ouvissem os mais antigos e sábios, mais paciência para ver as entrelinhas, mais pausas para leituras, mais solidariedade, sororidade, humildade, honestidade, claridade, abrir a mente porque baiano fala oxente, gaúcho fala bah, paraibano fala vissi, paulista fala meu, carioca come biscoito globo, e paraense toma tacacá.

Chapada dos Veadeiros, ainda não te conheço, mas sei que vou te amar em breve, assim como amo os tantos belos lugares desse Brasil.

Já fiz kung fu, muay thai e voltei para o boxe, se precisar lutar, eu luto.

devaneios · suspiros

…dos posts que não escrevi!

Reator

Chove forte lá fora, saiu da sala para o quarto aperto o interruptor, não Maciel, não tem energia. Hábito, Freud explica? Se apaga a luz de emergência, não dá mais para ler A Revolução dos Bichos. Acho que ainda tem bateria no note, pisca o cursor…

Porque demoraste tanto, pergunta o cursor, tantos lugares de Norte a Sul, tantas pessoas, tantas leituras, tantas aventuras, tantos erros e acertos, tantos temas, tantas indagações filosóficas…tantos, mas porque? Senti saudade, voltei e quero ficar aqui de novo para mais suspiros e devaneios…

03/09/2012
…atrás das cortinas!

Em algum lugar no meio da Floresta Amazônica…
Eu não fui engolida por nenhuma onça, nem sequestrada por índios, o ritmo de trabalho desses 3 últimos meses esta mais intenso que fim de semestre, work, work, work…a velha inspiração no BomBril, se virar em mil e uma utilidades, dia, noite, sábado, domingo, feriado.
6 meses, já?

Relacionamento, laços, elos, conhecimento, prática, tocar, puxar, dividir experiência, o velho e bom empirismo que tem o incrível poder de expandir e transformar a visão que era superficial em uma estilo Superman com direito a raio-x.

A tal da mudança do ponto de vista em consequência do tempo, dar vida, abrir as cortinas por trás do palco e ver quem e o que move e fez o espetáculo.
Uma das particularidades que diferem cada ser humano é o modo como ver e o significado que cada um constrói pela experiência vivida, o seu notebook, PC, imac, ipad, ou qualquer troço que você esteja usando agora para ler esse texto dessa maluca que esta cá a pensar com os seus botões, para uns vai significar um presente, para outros as horas extras de trabalho para conseguir pagar, para quem projetou: números, medidas, desenhos, para quem fabricou: peças juntas e suor, para quem transportou: horas de viagem, vai ser as noites acordadas fazendo o TCC, os nomes bonitos quando o MATLAB dá pau, aquela pasta de música especial coletada de n fontes, um brinquedo para ser arremessado no chão, ou um simples objeto em cima de uma mesa.

Desde pequena, quer dizer, quando eu era menor, sempre gostei de futucar coisas, a curiosidade de querer saber como funciona, seja com as mãos ou com a cabeça, dar potência a visão de raio-x.
E por trás das cortinas de todo espetáculo tem um mundo cujas engrenagens são movidas por pessoas que deram o seu suor com o objetivo de fazer o show ficar pronto para a plateia.
Uma das coisas que me deixou mais fascinada nesse decorrer do tempo aqui é o dinamismo do processo evolutivo das etapas, o que num dia não tem nada além de barro vermelho, no outro tem uma base, depois estrutura, depois o equipamento, depois cabos…

O processo é o x da questão, e o que há 6 meses atrás eu via como canaletas quase vazias, Disjuntores, TCs, Chaves, um Pátio DC sem nada, Trafos gigantes, salas vazias, hoje eu vejo mãos calejadas e muito suor derramado.
Olhar para as canaletas e ver as luvas pigmentadas e o suor de 20, 15, 10, 8, 6 homens puxando os tantos e tantos do que para uns serão só metragens de cabos, olhar para a brita e enxergar um senhor puxando muitos metros de cabo de cobre nu e pedindo para eu comprar mais “fosquim” para fazer as soldas da trabalhosa e difícil malha de terra, para sala das pesadas baterias e ver os ombros que as carregaram, para os gigantes reatores: os talabartes presos e os torquímetros apertando os tantos parafusos, escutar o ruído do barramento energizado e enxergar a correria em dia de energização…

Coloca a luva, mede o tamanho suficiente para ligar no último borne, com o estilete faz uma volta no final e um risco até a ponta, agora é só abrir e puxar a capa faz um corte na blindagem, desenrola que ela sai, cortei o dedo, separa as veias no pente e puxa. Vou entrar na caixa de passagem, dá um toque no cabo que eu seguro, é esse pode marcar. Puxa o cabo! O cordão ótico enganchou deixa eu entrar embaixo do piso elevado para tirar…Isso é um terminal de 240mm, me dá a prensa que eu vou prensar, que negócio pesado, força, mais uma, força…

A cor do meu capacete é só uma cor, não deixei de ter mãos que podem sim ter calos, de botas para sujar, de calça cheia de lama, de marca de sol, de suar a camisa…de aprender e respeitar a todos independente da idade e grau de instrução, de dizer: eu não sei, me ensina? Pobre daquele que pensa que uma cor te faz saber tudo.

…ao som de Led Zeppelin!

08/08/13

Arruma mala, desarruma mala, arruma mala…SP, BA, AL, PE, Piauí…muito bode gostoso, uma barragem, amigos incríveis para o resto da vida, churras, a minha amada Teresina, e mais uma obra concluída. Tens coragem de fazer uma obra completa da civil a eletromecânica no Rio Grande do Sul? Bah, tchê… que friooo do diaxo…isso são histórias para os próximos posts.

Cursor, voltei!

…ao som de Bob Dylan!

devaneios · suspiros

…Parabéns pelos 4 aninhos!

Parabéns para você, nesta data querida…e hoje meu querido e amado blog completa 4 anos de existência.

Reli meu primeiro post, alguns outros, eita menina que escreve viu e eu nunca imaginaria 4 anos atrás que mais de 96 mil pessoas passariam por aqui, é gente com força.

Quem escreve sabe o quão gratificante é alguém dizer: li seu texto, seu poema, sua história, li você.

Meu objetivo inicial quando fiz meu blog era não perder o que escrevia, em relação a livros, ou escrita sou antiquada e daquelas que gosta de tocar na página, de borrar de café, de sentir o cheirinho do momento, e por isso escrevia meus textos em papel, sou do tipo bloquinho de notas, quando menos imagino surge um texto enorme na minha cabeça por um piscar de olho, uma folha que cai da árvore ou um prato quebrado e perdia muitos deles, e na troca, troca de HD´s também, sabe de uma quero ver perder o que eu escrevo agora, vou fazer um blog.

Ele virou um caderno público de algumas das minhas memórias e opiniões, como um álbum de fotos com letras, é engraçado e bom ler posts antigos ver o quanto mudei, o quanto continuo fazendo as mesmas merdas e burradas, o quanto amadureci, as pessoas e lugares incríveis que conheci, os momentos maravilhosos que vivi.

E o melhor disso tudo, chegar um e-mail de alguém lá na Cochinchina dizendo que divide a mesma opinião que a minha, ou que discorda, que tem o mesmo gosto que o meu, ou então de alguém bem pertinho com palavras lindas que faz a besta aqui se derreter toda e muitas vezes chorar.

E eu me toquei agora que a descrição do meu perfil ainda é a mesma:

…uma menina que saiu de longe em busca dos seus objetivos numa cidade desconhecida ou melhor, em outro estado. Chegou sem conhecer ninguém, foi aos pouquinhos criando raízes nesse novo lugar, fazendo sua breve história a cada dia enquanto esta por aqui. Qual o objetivo dela? Fazer o curso que ela tanto ama. Sonhadora, mas caminhando pela realidade, gosta de suspiros vindos de bons filmes, muitos seriados, boas leituras, viagens, chocolate…e claro, música, muita música. Adora escrever…divagar em devaneios. O mal dela? Ser lerda demais…mal de baiano, e muito orgulhosa, odeio esse defeito dela. Essa menina? É sim, Camila Maciel! Prazer, pode entrar.

Objetivos, acho que essa é a palavra que mais ecoa e reverbera na minha vida, e na de todo ser humano, o que muda é o como, quando e o que, tudo isso o que vai definir se vai ser alcançado é o planejamento, ou seja o caminho.

Meus próximos objetivos? Em março completo 1 ano morando na minha amada Bahia, que quis tanto poder voltar quando estava para alcançar meu tal objetivo do perfil do blog, lutei e consegui, mas…lá vai eu me mudar novamente e dar adeus, quer dizer até logo.

Com o passar dos anos nossos textos se tornam mais elaborados, os objetivos mais complexos com ponderações maiores proporcionais ao que queremos alcançar, o peso austero da idade, fazer o alicerce para plantar uma bela árvore forte.

Carreira profissional, esse é o astro do meu caminho, sempre em primeiro lugar, em optar qual universidade eu quis cursar, o curso, o mestrado e agora o trabalho, que com uma imensa alegria de criança que ganha o brinquedo que escolheu, eu vou trabalhar com o tema do meu TCC, HVDC, não na época eu não imaginava, o escolhi porque achava muito interessante e resolvi fazer sem saber se um dia trabalharia com isso pois aqui no Brasil a tecnologia é muito nova, mas como diria o kinder ovo a vida é uma surpresa.

E lá vai eu para uma nova vida, em uma nova cultura, no meio da Floresta Amazônica, novos aprendizados,  novas lições, novas pessoas, eu vou ver se o Acre existe afinal fica do lado.

O meu muito obrigada a cada um que passou por aqui e dividiu um tempo da vida comigo.

Segundo algum autor famoso que não lembro o nome a diferença entre você hoje, e daqui há um ano são os livros que você leu, as pessoas que você conheceu, e os lugares por onde passou.

Que venham mais objetivos, mais histórias, mais livros, mais músicas, mais amores, desamores, mais pessoas, mais letras, mas suspiros e devaneios…

 Ps: a foto é do meu primeiro post: …e eu vou seguindo! eita minhas fitinhas de hippie na perna, quem diria que eu iria conseguir ficar sem elas heim. Desde minha formatura que não coloquei de novo, será que já posso me considerar uma mocinha?

…ao som de Kings of Leon!

devaneios

…Hora do jantar!

Frágil.

Oasis, tá, deixa o random escolher, sinta:

Maybe I just want to fly
I want to live, I don’t want to die
Maybe I just want to breathe
Maybe I just don’t believe
Maybe you’re the same as me
We see things they’ll never see

You and I are gonna live forever…
Merece trilha, já está tocando? Live forever.

Sábio random.

Hoje vai ser aipim com carne de sol, passa a manteiga, esse menino tem de estudar mais, essa menina tem de fazer concurso.

Essa é uma das rotinas cotidianas de muitas famílias, para mim isso é uma das grandes alegrias que a muitos anos não tinha: um simples jantar em família.

Desses jantares estilo comercial de margarina, com mãe, pai, filhos, cardápio simples, manteiga derretendo, assunto estilo futuro dos filhos, ou algo que aconteceu no dia como uma baliza mal feita pela filha, o café tá pronto.

Faz tanto tempo que não tinha um jantar desse que nem lembro se tinha 15, 14 ou 13 anos na época, me lembro que chorava muito, quando meu pai ia embora, mas escondida só meu irmão mais novo tinha direito de chorar abertamente.

Na semana do Natal recebi a pior ligação da minha vida, tinha ido a um churrasco no interior do interior da minha cidade: passa para Camila. Sua mãe esta no hospital, venha para cá agora. Onde? Hospital?

Os 20 minutos mais demorados e aguniantes da minha vida, uma estrada sem fim e um filme que passou tudo em minha mente.

O melhor abraço do mundo, dura para sempre por favor, nunca, nunca, me deixa.

Frágil. A minha, a sua, a de qualquer um, a de quem a gente ama.

E o melhor de tudo são os simples momentos, um abraço, um jantar.

Minha mainha pregou uma peça chamada susto, que faz uma das principais indagações do homem fervilhar: como nossa vida é frágil.

Pais, seres imbatíveis, imortais, mais fortes que qualquer X-men. Humanos, frágeis, susceptíveis a qualquer acontecimento simplório.

Cuidar, papeis que se invertem, descansem, nós cuidaremos de vocês.

Há muito tempo que não tinha minha família inteira reunida, com direito a almoço, jantar, conversas banais e tudo que um comercial de margarina feliz tem direito. De repente meu pai surge em Bonfim, 10 dias que para muitos seria simples rotina diária, mas para mim significava muito.

Meu alicerce é minha família, tudo que aprendi, o que sou, o que planto, o que colho, é proveniente deles. Toda estrutura por mais forte que seja, quando há um abalo em sua base tudo se move.

A gente pensa que pode controlar tudo, planejar quando iremos crescer, trabalhar, ai vem uma coisa chamada vida, que se diz frágil e efêmera e te dá um tapa na cara: ei, você não vive para sempre, inspire, expire, inspire…

Filhos sempre pensam que pais são seres imortais, que nunca devem adoecer feitos para cuidar de nós, ai vem a vida e diz: as pessoas envelhecem, até seus pais.

Essa é a hora das raízes fortes que eles plantaram em você te sustentarem a ser forte em qualquer situação. É quando os papeis se invertem.

Minha família é tudo para mim, a distância física não impediu meus pais de ensinarem o principal para mim e meu irmão, que é respeito e uma boa educação.

Eu queria muito ter tido sempre uma família com pais morando juntos, jantar todos os dias, conversas banais, mas a gente não pode controlar tudo em nossas vidas e ter o que quer sempre.

Independente de local, lugar, tempo, uma coisa sempre prevalece:  amor.

Valorize cada dia ao lado das pessoas que você ama, esse é o bem mais precioso que temos em nossas vidas.

 Quando se trata de família até o menor dos espinhos é motivo para preocupação, o tal do amor tende a aumentar o querer bem.

E eu sei que vai dar tudo certo na cirurgia de minha mainha, porque ela é a pessoa mais forte desse mundo como todo filho acha que a mãe deve ser e ela com aquele olhar que faz todos os males do mundo sumirem e sem uma palavra diz: vai ficar tudo bem.

…ao som de Oasis!

devaneios

…um ponto, infinitas retas!

“Por um ponto passam infinitas retas.”

“Para se fazer uma linha são necessários dois pontos.”

Essas duas frases para mim são mais filosóficas e subjetivas do que definições geométricas.

Pausa para aquele café quentinho e insight filosófico.

Estava eu a ensaiar nesse exato momento, a apresentação da defesa da minha proposta de dissertação do mestrado: Otimização do problema de planejamento energético de sistemas hidrotérmicos de geração de energia elétrica.

Entre matriz energética brasileira, geração de energia, problema de planejamento, eis que me vêm um tipico insight filosófico: o ponto em que mudamos a nossa visão de algo quando passamos a ter mais conhecimento sobre este.

Olhamos a primeira vez  um livro, aquela primeira paquerada, é algo superficial, podemos achar bonita a capa, a sinopse interessante, tá vou levar.

Primeira página, segunda, terceira…última página. E mais um ponto surge e nele passam infinitas retas.

Olhamos novamente para o livro, agora a relação é algo profundo passou do que era só uma capa e sinopse para: nomes, lugares, risos, lágrimas, coração acelerado, ansiedade, ai queimei minha língua no café, emoções…

O doce prazer de saborear um prato chamado conhecimento.

Um dos prazeres que mais aprecio na vida: conhecer, fazer pontos e  a partir deles linhas, muitas linhas.

O insight surgiu a partir dessa imagem, alguns vão olhar e ver apenas: retas, triângulos, bolinhas, outros vão ver: bacias, cascatas, montantes, jusantes, usinas. Sabe o que eu vi? Eu vi o Leonardo, a Mônica, o Makoto, o Secundino e todo pessoal do COSE da Unicamp.

Todos eles tinham esse diagrama esquemático nas mesas de trabalho.

Melhor que pontos feitos por livros, informações, são aqueles feitos por desconhecidos que viram nomes,  e nomes que viram rostos.

Antes da minha visita ao COSE tinha lido as teses do Leonardo, da Mônica, diversos artigos do Secundino, hoje quando olho para as publicações eu vejo rostos ao invés de nomes.

Percepção é uma das coisas mais fantásticas e que me deixa mais intrigada.

Podemos conviver em um mesmo espaço e tempo com diversas pessoas e nem notá-las, mas um simples ponto pode fazer o que era desconhecido virar um nome, um rosto.

Fotos de festa, eventos, ao fundo diversos desconhecidos e você nem nota quem são. Em um dado espaço tempo depois um destes cruza o seu caminho: é a última Heineken, me deixa levar. Um ponto é feito. Você olha novamente a mesma foto e por uma mágica chamada percepção,  mais alguém surge na foto  e  quem era só um desconhecido  passa a ter um nome.

Quanto mais conhecemos algo, alguém mais diferenciada e profunda é nossa visão, analogamente, seria como passar uma quantidade maior de retas a partir daquele ponto criado.

Viva a criação de pontos: oi, sorrisos, olhares, conversas, Heinekens, leituras, festas, músicas, cheiros, lugares, telefonemas, lágrimas, tudo bem, desculpa, prazer…meu nome é Camila Maciel e eu adoro fazer pontos.

Café acabou, voltar a passar mais retas no meu ponto chamado mestrado.

…ao som de Sigur Rós!

devaneios

…Bela discussão do Monte Belo!

Janeiro de 2006 é solicitado pela ELETROBRÁS a abertura do processo de licenciamento no IBAMA para usina hidroelétrica de Belo Monte.

Guerreiros apresentem-se: eu sou ator, eu sou atriz, engenheira, técnico, dentista, noveleira, roqueiro, nadador, médico, garçom, aeromoça, açougueiro, cientista…

Escolham suas armas: facebook, youtube, textos, blogs, sites, reportagens, dicionário, palavras difíceis, estatísticas, livros, palavrões, música, cartazes…

Preparar, logar, fogo!

15 de novembro de 2011 é solicitado pelos atores e atrizes da Globo que parem Belo Monte.

De terça para cá não se tem discutido outra coisa na Webesfera, é gota para lá, gota para cá, eu sou contra, eu sou a favor.

A coisa boa do vídeo é o Malvino Salvador e que eu dou todo apoio foi abrir a discussão para o assunto.  Mas peraê Maciel, o processo de abertura do projeto foi em 2006, pois é.

Foi só rostinhos bonitos e conhecidos de todos das novelas dizerem para a massa televisiva que Belo Monte é ruim que pronto.

Para grande maioria da população brasileira o único meio de acesso a informação ainda é a televisão, se a Globo diz, então deve ser verdade, e se forem lindos atores e atrizes da novela das 20h que começa às 21h ai que é verdade mesmo.

Na segunda estava eu a conversar com meu mestre Jedi das startups na tentativa frustrada de convencê-lo a ir comigo para o fodástico Coldplay x Oasis no lindo Groove, eis que surge uma reportagem na TV Bahia sobre a semana global do empreendedorismo, cujo tema foi uma oficina de automóveis com lava jato, sua calma baiana e Jedaica o impediu de picar a havaiana na TV.

E Maciel com Maciel começa uma discussão filosófica sobre o papel da TV, segundo Maciel 2 a próxima revolução da internet será a TV social onde a gente grava o que queremos assistir. Maciel 1 utópica já pensa logo lá no Seu Zé que mora na roça no interior de Barreiras e a TV ainda é daquelas que nem controle remoto tem(acredite ainda existe), do que adianta termos essa TV fodastica se a grande maioria da população não vai ter condições de comprar e continuará a assistir a novela da Globo.  Paradoxo isso, diz Maciel 2, se eu fosse um gringo iria achar que só tem maluco aqui e acho que só tem mesmo.

Inclusão digital, sempre defendi a difusão do conhecimento, atualmente o meio rápido e acessível a qualquer pessoa com uma conexão é a tal da internet.  Diferente dos meus tempos de mirc, hoje mais pessoas tem possibilidade de ter acesso ao mundo da internet provido de muito, muito conhecimento e diversas opiniões além da única dada pela TV. Mas, do que adianta você ter mil caminhos diferentes se as pessoas são cômodas e sempre escolhem o mesmo e mais fácil.

Analfabetismo digital. Ler ou assistir algo é diferente de interpretar, é mais fácil ser passivo e acreditar nas opiniões prontas bonitinhas e formadas do que esquentar os miolos interpretando e construindo a própria.

Você tem um mundo em suas mãos e passa o dia inteiro compartilhando fotinha, tirinhas, vídeos, frases de Caio Fernando e Companhia, e nem sabe o que esta acontecendo de realmente importante e construtivo no país e no mundo.

Se não virasse moda garanto que a maioria nem saberia que Belo Monte não são varias pessoas bonitas fazendo montinho.

Como sempre disse que sou super a favor da perpetuação do conhecimento, em especial como engenheira eletricista acho fantástica a idéia de pessoas estarem discutindo sobre energia, usina, planejamento energético, PAC, Watts, turbinagem, montante, jusante, fio d´água, opa,  me empolguei, tá as últimas é demais querer que muitos entendam o que é.

O ponto principal é esse, vivemos em um país que muita gente não sabe nem o que é Watt, educação é a chave de tudo.

Eu sou a favor de pegar esses 30 bilhões e aumentar o salário dos professores, construir escolas, universidades, melhorar a qualidade do ensino, investir em pesquisa, projetos.

É uma pena que um assunto de tanta importância só tenha tomado uma magnitude maior por causa de um vídeo com atores da Globo.

Alguns curtiram porque o Malvino Salvador é lindo era cool seguir a moda estilo Maria Vai Com As Outras e claro ser ativista ambiental te faz ser “bonzinho”, outros só para ser  do contra e se fazer de “mal”se recusaram a assistir, os técnicos, engenheiros e principalmente aspirantes a futuros engenheiros eram os mais exaltados afinal eles sabem tudo de energia elétrica quem é ator da Globo para falar sobre projeto de engenharia,  palavrão para lá, burro, analfabeto, idiotas, palavras bonitas para cá…

Viva a liberdade de expressão!Para dar uma opinião de algo acho que se deve conhecer de fato o assunto, um vídeo é muito pouco para te fazer ser a favor ou contra algo, não acredite de primeira em tudo o que assiste e lê por ai. Infelizmente muitos acreditam, é o tal do analfabetismo digital.

E não é só porque alguns tem um diploma, ou estudam engenharia que o fazem alfabetizados e especialistas no assunto, os tais sabe tudo.

A grande maioria dos engenheiros só sabem fazer conta, a área energética do Brasil vai muito além de conta e termos técnicos.

Centrar o mundo no próprio umbigo, eu sou certo, você é o errado, queda de braço para ver quem sabe mais.

Ao invés de queda de braço, sou a favor de um aperto de mão caloroso, vamos juntos procurar saber mais sobre o assunto para melhorar nossa opinião. Tirar o freio de burro e pensar macro, além do próprio umbigo.

Fundamentem seus argumentos e o principal respeito à opinião dos outros. É um tal de criticar, criticar, criticar.

Abra sua mente, gay também é gente e baiano fala “oxente”. Sábios Mamonas.

Felizmente eu sou engenheira eletricista e não sei de tudo, ainda bem, sou uma eterna aprendiz, a vida de quem sabe tudo deve ser muito sem graça, o mais gostoso são as descobertas.

Já tinha ouvido falar sobre Belo Monte, atire a primeira pedra quem só ficou sabendo mais do assunto por agora. Curiosa como sou fui pesquisar assim como os atores da Globo, sobre o assunto. Não acredite em mim, nem nos atores da Globo, nem no seu amiguinho do facebook, acredite em você, formule sua própria opinião.

“I’m free to say whatever I,
Whatever I like
If it’s wrong or right it’s alright.” Sábios Oasis.

Como pesquisadora e futura mestre em otimização do problema do planejamento energético de geração de energia do Brasil, não li dados suficientes para me tornar especialista no caso Belo Monte, mas como cidadã formei minha opinião baseada não só em dados, mas em especial na minha vivência e nas pessoas que eu li falando sobre o assunto.

Preparados? Que rufem os tambores…

Eu sou contra!

Como assim Maciel? Você engenheira eletricista que trabalha construindo subestação poderia ganhar parte daquele bilhão, contra a construção de uma usina hidrelétrica.

A opinião que me fez bater o martelo foi a, se tudo der certo, do meu futuro orientador do doutorado, ex-orientador da minha orientadora e mestre Jedi em planejamento energético brasileiro que eu tive a oportunidade e prazer de conhecer na minha visita à Unicamp, Secundino Soares Filho. Na minha futucada no Google, encontrei a opinião de alguns professores da Unicamp em um debate que teve em abril do ano passado, e olha quem eu encontro lá, esse mundo é pequeno demais.

“Quer saber se Belo Monte é a melhor alternativa para a geração de energia no Brasil neste momento? Na minha opinião, a resposta é não”, afirma ele que, como argumento, defende que antes de se falar em aumento da oferta, o País deveria discutir medidas para evitar o desperdício.

Um exemplo? “Estudos apontam que 10% da energia consumida no País é para uso do chuveiro elétrico. Então o governo deveria investir em coletores residenciais para famílias de baixa renda, como uma das medidas de uso eficiente”, opina.

 Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/imprensa/clipping-unicamp/2010/abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010-texto

Outra reportagem e opinião que achei interessante foi a de Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. ( ai ai Unicamp…já disse que me apaixonei por ela)

 Recomendo a leitura da entrevista inteira, o trecho que achei mais interessante:

Não é verdade que nós estamos à beira de um colapso energético. Não é verdade que nós estamos na iminência de um “apagão”. Nós temos energia suficiente. O que precisamos é priorizar a melhoria da qualidade de vida da população aumentando a disponibilidade de energia para a população. E isso se pode fazer com alternativas locais, mais próximas, não centralizadas, com a alteração dos hábitos de consumo. É importante perder essa referência que hoje nos marca de que esse tipo de obra é extremamente necessário porque vai trazer o progresso e o desenvolvimento do país. Isso é uma falácia. É claro que, se continuar desse jeito, se a previsão de aumento da produção das eletrointensivas se concretizar, vai faltar energia elétrica. Mas, cidadãos, se informem, procurem pressionar para que se abram canais de participação e de processo decisório para definir que país nós queremos. E há os que dizem: “Ah, mas ele está querendo viver à luz de velas…”. Não, eu estou dizendo que a gente pode reduzir o nosso consumo racionalizando a energia que a gente consome; a gente pode reduzir os hábitos de consumo de energia elétrica, proporcionando que mais gente seja atendida, sem construir uma grande, uma enorme usina que vai trazer enormes problemas sociais, econômicos e ambientais. É importante a percepção de que, cada vez que você liga um aparelho elétrico, a televisão, o computador, ou a luz da sua casa, você tenha como referência o fato de que a luz que está chegando ali é resultado de um processo penoso de expulsão de pessoas, do afastamento de uma população da sua base material de vida. E isso é absolutamente condenável, principalmente se forem indígenas e populações tradicionais. Mas também diz respeito à nossa própria vida. É necessário ter uma percepção crítica do nosso modo de vida, que não vai se modificar amanhã, mas ela precisa já estar na cabeça das pessoas, porque não é só energia, é uma série de recursos naturais que a gente simplesmente não considera que estão sendo exauridos e comprometidos. É necessário que desde a escola as crianças tenham essa discussão, incorporem essa discussão ao seu cotidiano. Eu também tenho uma dificuldade muito grande de chegar aqui na minha sala e não ligar logo o computador para ver emails, essas coisas. Confesso que tenho. Mas eu também percebo uma grande satisfação quando eu consigo não fazer isso. E essa percepção da satisfação é uma coisa cultural, pessoal, subjetiva. Mas ela precisa ser percebida pelas pessoas. De que o nosso mundo não existe apenas para nos beneficiarmos com essas “comodidades” que a energia elétrica em particular nos fornece. Agora isso exige um esforço, e a gente vive num mundo em que esse esforço de perceber a vida de outra forma não é incentivado. Por isso é difícil. E por isso, para quem quer construir uma usina, quer se dar bem, quer ganhar voto, quer manter a situação de privilégio, seja local ou nacional, para essas pessoas é muito fácil o convencimento que é praticado com relação a essas obras. Por mais que eu tenha sempre chamado a atenção para o caráter absolutamente ilógico da usina, das questões que envolvem a lógica econômico e financeira dessa hidrelétrica, para o absurdo que é a utilização do dinheiro público para isso, para a referência à necessidade de se precisar, num futuro próximo, enfrentar um ritmo violento de custo de vida, emitindo moeda para sustentar empreendimentos como esse, é muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a relação dessa situação com as grandes obras. E Belo Monte é mais um instrumento disso. Eu não sou catastrofista, não tenho a percepção maléfica da hidroeletricidade. Não demonizo a hidroeletricidade. Eu apenas constato que, da forma como ela é concebida, particularmente no nosso país nos últimos anos, é uma das bases da injustiça social e da degradação ambiental. Se não é pensando em você, você necessariamente vai precisar pensar nas gerações futuras. Este é o recado para o leitor: é preciso repensar a relação com a energia e o modelo de desenvolvimento, é preciso mudar o nosso perfil industrial e também é preciso mudar a cultura das pessoas com relação aos hábitos de consumo. Nós precisamos mudar a relação que nos leva a uma cega exaustão de recursos. 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/belo-monte-nosso-dinheiro-e-o-bigode-do-sarney.html

Haja local pense global, uma das máximas que aprendi no mundo do empreendedorismo.

Quando eu penso nas minhas lembranças mais belas e que tiraram meu fôlego todas tinham como personagem principal belezas naturais. Chapada Diamantina: mergulhar na gruta da pratinha, escorregar na pedra do rio que eu não lembro o nome em Lençois, as formações rochosas que parecem ter sido feitas a mão da gruta da Lapa doce, tirar umbu direto do pé, beber com meu pai em uma mesa dentro do rio (foto) em Barreiras, as praias belíssimas do Morro de São Paulo, RJ, da minha amada Salvador e tantas outras. Passei boa parte da minha infância no mar, por causa da casa da ilha, praticamente um  peixe acho que é por isso que eu amo praia.

Correr na praia, fiz isso hoje, simples prazeres diários.

A vida não é só computador, celular, microondas, TV, viramos dependentes da energia, de estar conectado o tempo inteiro, a idéia de não ter isso é muitas vezes apavorante,  culpa da rotina e comodismo.

Quando falta energia a primeira coisa que se faz é ir no vizinho para vê se faltou também. Aqui está sem vela, você tem?Vamos fazer um lual, vou pegar o violão.

Já usei candieiro, aqueles feito com latas de óleo, na roça lá no interior de Irecê, juntava todos os primos da família Maciel e contavamos histórias do tal do Lobisomem do Serra Queixo.

O consumismo frenético e o ritmo acelerado deixou as pessoas mais egoístas e cabeça dura, presos em uma vida cercada de concreto.

Máquinas não reproduzem sensações e sentimentos, pelo menos ainda não, a vida é feita de pessoas e lugares.

Precisamos mesmo é construir pessoas mais humanas. Peace and Love, no war!

“All you need is Love.” Sábios, Beatles.

…ao som de Arctic Monkeys!