…dos posts que não escrevi!

Reator

Chove forte lá fora, saiu da sala para o quarto aperto o interruptor, não Maciel, não tem energia. Hábito, Freud explica? Se apaga a luz de emergência, não dá mais para ler A Revolução dos Bichos. Acho que ainda tem bateria no note, pisca o cursor…

Porque demoraste tanto, pergunta o cursor, tantos lugares de Norte a Sul, tantas pessoas, tantas leituras, tantas aventuras, tantos erros e acertos, tantos temas, tantas indagações filosóficas…tantos, mas porque? Senti saudade, voltei e quero ficar aqui de novo para mais suspiros e devaneios…

03/09/2012
…atrás das cortinas!

Em algum lugar no meio da Floresta Amazônica…
Eu não fui engolida por nenhuma onça, nem sequestrada por índios, o ritmo de trabalho desses 3 últimos meses esta mais intenso que fim de semestre, work, work, work…a velha inspiração no BomBril, se virar em mil e uma utilidades, dia, noite, sábado, domingo, feriado.
6 meses, já?

Relacionamento, laços, elos, conhecimento, prática, tocar, puxar, dividir experiência, o velho e bom empirismo que tem o incrível poder de expandir e transformar a visão que era superficial em uma estilo Superman com direito a raio-x.

A tal da mudança do ponto de vista em consequência do tempo, dar vida, abrir as cortinas por trás do palco e ver quem e o que move e fez o espetáculo.
Uma das particularidades que diferem cada ser humano é o modo como ver e o significado que cada um constrói pela experiência vivida, o seu notebook, PC, imac, ipad, ou qualquer troço que você esteja usando agora para ler esse texto dessa maluca que esta cá a pensar com os seus botões, para uns vai significar um presente, para outros as horas extras de trabalho para conseguir pagar, para quem projetou: números, medidas, desenhos, para quem fabricou: peças juntas e suor, para quem transportou: horas de viagem, vai ser as noites acordadas fazendo o TCC, os nomes bonitos quando o MATLAB dá pau, aquela pasta de música especial coletada de n fontes, um brinquedo para ser arremessado no chão, ou um simples objeto em cima de uma mesa.

Desde pequena, quer dizer, quando eu era menor, sempre gostei de futucar coisas, a curiosidade de querer saber como funciona, seja com as mãos ou com a cabeça, dar potência a visão de raio-x.
E por trás das cortinas de todo espetáculo tem um mundo cujas engrenagens são movidas por pessoas que deram o seu suor com o objetivo de fazer o show ficar pronto para a plateia.
Uma das coisas que me deixou mais fascinada nesse decorrer do tempo aqui é o dinamismo do processo evolutivo das etapas, o que num dia não tem nada além de barro vermelho, no outro tem uma base, depois estrutura, depois o equipamento, depois cabos…

O processo é o x da questão, e o que há 6 meses atrás eu via como canaletas quase vazias, Disjuntores, TCs, Chaves, um Pátio DC sem nada, Trafos gigantes, salas vazias, hoje eu vejo mãos calejadas e muito suor derramado.
Olhar para as canaletas e ver as luvas pigmentadas e o suor de 20, 15, 10, 8, 6 homens puxando os tantos e tantos do que para uns serão só metragens de cabos, olhar para a brita e enxergar um senhor puxando muitos metros de cabo de cobre nu e pedindo para eu comprar mais “fosquim” para fazer as soldas da trabalhosa e difícil malha de terra, para sala das pesadas baterias e ver os ombros que as carregaram, para os gigantes reatores: os talabartes presos e os torquímetros apertando os tantos parafusos, escutar o ruído do barramento energizado e enxergar a correria em dia de energização…

Coloca a luva, mede o tamanho suficiente para ligar no último borne, com o estilete faz uma volta no final e um risco até a ponta, agora é só abrir e puxar a capa faz um corte na blindagem, desenrola que ela sai, cortei o dedo, separa as veias no pente e puxa. Vou entrar na caixa de passagem, dá um toque no cabo que eu seguro, é esse pode marcar. Puxa o cabo! O cordão ótico enganchou deixa eu entrar embaixo do piso elevado para tirar…Isso é um terminal de 240mm, me dá a prensa que eu vou prensar, que negócio pesado, força, mais uma, força…

A cor do meu capacete é só uma cor, não deixei de ter mãos que podem sim ter calos, de botas para sujar, de calça cheia de lama, de marca de sol, de suar a camisa…de aprender e respeitar a todos independente da idade e grau de instrução, de dizer: eu não sei, me ensina? Pobre daquele que pensa que uma cor te faz saber tudo.

…ao som de Led Zeppelin!

08/08/13

Arruma mala, desarruma mala, arruma mala…SP, BA, AL, PE, Piauí…muito bode gostoso, uma barragem, amigos incríveis para o resto da vida, churras, a minha amada Teresina, e mais uma obra concluída. Tens coragem de fazer uma obra completa da civil a eletromecânica no Rio Grande do Sul? Bah, tchê… que friooo do diaxo…isso são histórias para os próximos posts.

Cursor, voltei!

…ao som de Bob Dylan!

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