…Favorite Song!

Vamos lá, bracinhos pra cima, pra lá e pra cá, cantando bem alto comigo:

Welcome to the Hotel Califooooooooornia 
Such a lovely place 
Such a lovely face...

Essa não é a minha música favorita, é a do meu pai.

Em uma das cena de “Tudo acontece em Elizabethtown” no funeral do pai do lindo  Orlando Bloom, a viúva o homenageia ao dançar sua música predileta em forma de sapateado…e minhas lágrimas começam a cair, cair, cair…para de chorar menina. Eu sou uma manteiga derretida assumida, choro sim em filmes e ponto.

A sétima arte tem diversos poderes sobre mim, e um deles é de fazer eu me emocionar com  cenas análogas a coisas da minha vida que  fiz e que  não fiz, mas deveria ter feito.

Tal cena derramou minhas lágrimas pois comecei a pensar que eu não sabia qual era a música favorita do meu pai, mas você pode pensar que diferença faz uma música…faz muita, imagine sua vida em silêncio, sem trilha sonora.

E continuei a divagar em devaneios em pleno meio do filme…não só na música predileta, como na comida, no lugar, no perfume, na brincadeira quando era criança, no livro, no filme…e em todas peculiaridades que fazem cada pessoa ser unica. Pense nas pessoas ao seu redor, quais delas você realmente conhece?

Facebook.com e você me diz que tem 230, 350, 500 amigos que gostam de Beatles, Fight Club, Alan Moore, Battlestar Galactica. Hoje a grande maioria de pessoas do circulo social que você vive tem os  currículos de gostos e preferências estampados em um simples clique.

Pra mim isso não é conhecer alguém de verdade, saber suas alegrias, dores,  medos,  loucuras, suas histórias, seu presente, os planos futuros.

Você entra no perfil daquele gato lindo, 35 coisas em comum, uau minha alma gêmea…e na primeira conversa você descobre que gostos não fazem personalidade e ele é babaca, arrogante, playboizinho e tem mau hálito.Vai uma balinha?

É a busca pelo semelhante, o maior grau de compatibilidade…eu sou da filosofia que os iguais se complementam e os opostos se suportam até a paixão acabar, ou não.

As redes sociais expandiram as possibilidades de conhecer pessoas de diferentes cantos do mundo que tem o SUPER em comum. O sentido do que é realmente conhecer se tornou um verdadeiro paradoxo, mas pra mim conhecer de verdade só acontece olho no olho seja pessoa ou lugar. Como em Elizabethtown quando o Orlando Bloom e a Mary Jane  Kirsten Dunts depois de horas e horas no telefone lembram que estão a 45 min um do outro e pegam seus respectivos carros e se encontram no meio da estrada em um lindo lago.

Pra mim conhecer é tomar vinho com pizza frita e conversar besteira a luz do luar, é se perguntar: e agora que caminho a gente pega? É tirar umbu direto do pé, é tomar Pitú ouvindo Zé Ramalho e fazendo gráfico, é acampar na fila do Morumbi, é o tique no pescoço enquanto dirige, é fazer aniversário surpresa, é comer camarão na praia do Francês, é gritar Baêêêaaa minha porraaaa, é correr descalço no chão vermelho de terra, é o café-com-leite-açúcar-sal, é o cuzcuz com tripa frita, é viajar 36h dentro de um micro ônibus sem banheiro, é cantar junto, é aprender, ensinar, é dançar juntinho sentindo aquele cheirinho do cangote, é aquele abraço cheio de saudade, é um sorriso, um olhar, um carinho, é o braço que te levanta quando você se estabaca no chão…

Eu adoro conhecer novas pessoas, lugares, sou adepta de inúmeras redes sociais, futucar a webesfera é comigo mesmo, mas eu não acredito em miguxos, webcam não reproduz abraço, o carimbo de amigo só é dado no olho no olho.

Me deu uma vontade imensa como me da em todos os filmes que tem viagens no mesmo estilo de uma das parte de Elizabethtown, de pegar o mapa, botar aquela música beeeeeeem alta e sair por ai conhecendo de verdade pessoas, lugares. Acho que meu espírito aventureiro deve ser por causa das inúmeras viagens que fazia com meu pai pelos cantos mais remotos da Bahia quando eu era pequena. A grande maioria diz que quer ganhar dinheiro pra comprar casa, carro do ano, roupa de marca, relógio de ouro…eu não. É claro que eu quero ter meu canto conquistado com meu suor, mas não sou muito ligada em bens materiais, tirando livros e filmes,  eu quero de verdade é comprar histórias para contar aos meus netos, das minhas aventuras, dos lugares e principalmente das pessoas.

E o filme termina com…assistam.

Meu pai não tem facebook, então peguei o telefone e: Pai? Qual a música predileta do senhor?

Essa menina tem cada idéia…

Tenho certeza que ninguém sabe qual é a minha música predileta…afasta o sofá, coloca aquela polaina do tempo da vovó e dança comigo…

First when there’s nothing
but a slow glowing dream
that your fear seems to hide
deep inside your mind.
All alone I have cried
silent tears full of pride
in a world made of steel,
made of stone.

Well, I hear the music,
close my eyes, feel the rhythm,
wrap around, take a hold
of my heart.

What a feeling.
Bein’s believin’.
I can have it all, now I’m dancing for my life.

Take your passion
and make it happen.
Pictures come alive, you can dance right through your life.

Now I hear the music,
close my eyes, I am rhythm.
In a flash it takes hold
of my heart.

What a feeling.
Bein’s believin’.
I can have it all, now I’m dancing for my life.

Take your passion
and make it happen.
Pictures come alive, now I’m dancing through my life.

What a feeling.
What a feeling I AM MUSIC NOW
Bein’s believin’. I AM RHYTHM NOW
Pictures come alive, you can dance right through your life.
What a feeling. YOU CAN REALLY HAVE IT ALL
What a feeling. PICTURES COME ALIVE WHEN I CALL
I can have it all I CAN REALLY HAVE IT ALL
Have it all PICTURES COME ALIVE WHEN I CALL
CALL CALL CALL CALL WHAT A FEELING
I can have it all BEIN’S BELIEVIN
Bein’s believin’ TAKE YOUR PASSION
MAKE IT HAPPEN
make it happen WHAT A FEELING
what a feeling BEIN’S BELIEVIN’ 

Essa música é do filme Flashdance que eu amoooooo.  A banda da minha formatura tocou, eu nem acreditei, sai correndo pra frente do palco, supeeeeeeeeer me acabei. What a feeeeeeling…

Vantagem de morar sozinha: cantar bem alto e dançar que nem no filme com direito a rodopio, salto e tudo mais, bem estilo se alguém visse ia me chamar de doida.

…ao som de Irene Cara- What a Feeling!

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