…Maratona Matrix!

matrix-system-failure

E nada como comemorar 10 anos de um filme que revolucionou a história do cinema com uma super maratona da trilogia com direito a pipoca,brigadeiro e suco verde sem gosto.Adoro rever clássicos que eu gosto.

Voltando ao nosso aniversariante,nem acredito que já se foram 10 anos dos meus arrepios qd assisti o primeiro Matrix, confesso q depois de tanto tempo senti a mesma emoção de qd assisti a primeira vez mas dessa foi bem melhor por outra visão que tive do filme, na época dei mais valor aos efeitos e cenas em si, dessa vez analisei tb o cunho filosófico por traz do filme q por sinal é imenso.A idéia do super homem de Nietzsche(Assim falou Zaratustra, já li e amo), a relação com Alice no país das maravilhas(filosofia com força),Sócrates(conhece-te a ti mesmo),a alusão ao mito da caverna de Platão em A República(já li e recomendo),a ligação entre mente,real,irrealidade e o virtual,até onde temos controle sobre nosso poder de escolha,enfim são infindáveis contextos filosóficos inseridos no filme…I know kung fu!!!Fodaaaa!!!

Você escolhe: o andaime ou as escadas.
Você escolhe: a pílula azul ou a vermelha.
Você escolhe: saber ou não saber?
Você escolhe: a sua vida ou a dele.
É preciso estar pronto para ver.
A única coisa que te ofereço é a verdade.
O tempo está sempre contra nós.

Eu não vim aqui te dizer como isso vai acabar.Eu vim aqui te dizer como vai começar.Vou desligar este telefone.E vou mostrar a essas pessoas
o que não quer que elas vejam.Vou mostrar a elas um mundo…sem você.Um mundo sem regras e controle,sem limites e fronteiras.Um mundo onde tudo é possível.Para onde vamos daqui…é  uma escolha que deixo pra você.

Jamais conseguimos ver além das escolhas que não entendemos.
– Você sabe a resposta.
– E você? Sabe?
Acha que sabe, mas não sabe.
Você está aqui porque foi enviado,foi mandado aqui e obedeceu.Naturalmente, tudo funciona assim.Só existe uma constante…uma regra universal.É a única verdade real:causalidade.
Ação e reação. Causa e efeito.
– Tudo começa com uma escolha.
– Não. Errado.
Escolha é uma ilusão criada entre os que têm poder…e os que não têm.

Logo, isso já não importa.Logo, o porquê e a razão desaparecem…e só o que importa é a sensação em si.
Essa é a natureza do universo.Resistimos, lutamos contra ela, mas é um fingimento, claro, uma mentira.
Por baixo de nossa aparência posada…
a verdade é que estamos completamente…
fora de controle.
Causalidade. Não há como escapar dela. Somos seus eternos escravos.

A primeira Matrix que criei era, é claro, perfeita, uma obra de arte.Impecável, sublime.Um triunfo igualado apenas por seu monumental fracasso.A inevitabilidade do fim agora me parece conseqüência…da imperfeição inerente a todo ser humano.
Assim, eu a reconstruí, baseado na História de vocês…para que refletisse as várias monstruosidades da natureza humana.
No entanto, o fracasso frustrou mais uma vez meus esforços.
Acabei entendendo que a tão buscada solução requeria uma mente menor…ou talvez uma mente menos presa aos parâmetros da perfeição.
Assim, a solução foi descoberta acidentalmente por outro…um programa intuitivo…cujo objetivo inicial era investigar certos aspectos da psiquê humana.

contanto que tivessem escolha, ainda
que só percebendo essa escolha…no nível subconsciente.

Trecho de um artigo que relaciona Matrix com filosofia :

O que é Matrix? Controle. A Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador… feito para nos controlar… [Trecho da revelação feita por Morpheus a Neo]

Se considerarmos a linguagem metafísica e dualista de Platão (luz/sombra, ciência/opinião, essência/aparência), podemos afirmar que os prisioneiros são a humanidade ignorante – no sentido de não saber, não conhecer. Em Matrix, eles são representados pela humanidade prisioneira das máquinas tiranas.

As correntes que os retém são os hábitos retrógrados e nocivos (os vícios, opostos da virtude) que, se não impede, ao menos dificulta o acesso ao conhecimento. Em Matrix, as correntes também são nossos pseudoprazeres, a rotina e ilusão de realidade, resultado da simulação neurointerativa.

Uma vez que as sombras são as únicas coisas que os prisioneiros vêem – não possuem outros referenciais – é natural que acreditem nelas como sendo a própria realidade – quando na verdade não são. Em Matrix, se você está sonhando e não percebe, como pode saber que tudo aquilo não é realidade? – Acorde, Neo. (…) Siga o coelho branco.

O fugitivo representa o filósofo, aquele que tem acesso à luz – ao conhecimento. Em Matrix: é o que desconfia que está vivendo uma ilusão, como Neo.

O percurso até o conhecimento é ascendente e íngreme, assim como a passagem que une o interior ao exterior da caverna. Da mesma forma que a visão necessita de tempo para, de forma gradativa, assimilar as mudanças de tons claros e escuros a que são submetidos os objetos quando passamos das luzes às trevas e vice-versa; a compreensão e a aprendizagem demandam tempo, requerem um período para adaptação. Em Matrix recorde o difícil processo de readaptação pela qual Neo e todos os outros antes dele tiveram de se submeter.

A missão do filósofo (e de Neo ou de qualquer um que se livre do controle de Matrix, conforme esta interpretação) é conhecer a verdadeira realidade (sair da Matrix), regressar à caverna – lugar obscuro, pleno de crenças, aparências e superstições – (voltar à Matrix) e instruir os demais (em Matrix: libertar todos). Tarefa nada fácil, já que as idéias retrógradas são predominantes e costumam condenar, de modo prévio, todo ineditismo (em Matrix: não resista, esqueça, se submeta para não precisar ser eliminado).

artigo completo :  Matrix e a filosofia

Freud explica…

Em 1895, Freud escreveu o Projeto para uma Psicologia Científica. Neste texto, de uma maneira bastante original, o fundador da Psicanálise constrói um esboço de aparelho psíquico. A principal característica deste aparelho original é a separação que Freud faz entre o fenômeno bruto da percepção e a sensação consciente que nos garante a realidade como fenômeno presenciado. Entre a percepção bruta e a consciência, Freud interpõe o setor psi constituído fundamentalmente por representações que não copiam os objetos do mundo. E, além disso, estas representações vinculam-se à história do sujeito, isto é, representa-se as experiências que o corpo vive. Mas, caracteristicamente, as representações, se pretendem orientar e organizar a relação do sujeito com realidade, fazem-no de acordo com uma lógica própria que não repete a lógica dos objetos e acontecimentos que representam. Como este setor psi se interpõe entre a percepção bruta e a sensação consciente, é lícito concluir que a garantia de realidade recebe uma contribuição importante da organização das representações e, portanto, das experiências históricas e pessoais do sujeito. Isto é, sendo verdadeira a proposição freudiana, o que chamamos de realidade recebe uma colaboração daquele sujeito que a descreve.

Na década de 60 do século XX, Maturana, um biólogo em nada influenciado pelo pensamento freudiano, conduziu experimentos sobre a percepção visual que levaram à observação que diferentes combinações de comprimento de onda [luminosa] podem gerar a mesma experiência cromática, assim como as mesmas combinações de comprimento de onda podem gerar distintas combinações cromáticas. Estes experimentos – aqui não descritos – levaram o pesquisador a concluir que a visão é um fenômeno que depende da estrutura do sujeito que vive a experiência. O último passo das conclusões de Maturana levaram-no a mudar a pergunta tradicional sobre a percepção, isto é, deixou de correlacionar a atividade da retina com a cor definida em termos de espectro luminoso, para correlacioná-la com o nome da cor.

Desta forma, mesmo que Maturana e Freud não se influenciem reciprocamente, são dois autores que, a despeito de partirem de pressupostos distintos, propõem que o sujeito que percebe participa na construção da realidade onde vive, apesar da evidência empírica que atesta que há o ‘Eu’ e a ‘Realidade’. Aliás, é a Psicanálise que mostrou que esta diferenciação – entre o ‘Eu’ e a ‘Realidade’ -, na verdade, é constituída na rede de laços que se estabelece entre o infante que se desenvolve e os outros que o recebem, para o Bem ou para o Mal.

A conclusão final é que o cérebro, órgão que sustenta a atividade psíquica, não tem autonomia para captar a realidade, se não estiver vinculado à linguagem. Como a linguagem vem de fora, por mais que a potencialidade lingüística possa se aproveitar de detalhes da estrutura cerebral, e participa na constituição da realidade, não é impossível concluir que outras formas de influenciar a atividade cerebral constitua uma realidade com todos os traços de legitimidade. Esta conclusão é a que permite responder sim às indagações acima expressas.

Enfim, a referência a Freud e Maturana é para sustentar que o horror virtual que domina a sociedade futurística de Matrix é possível. A relação do homem à realidade é mais frágil do que a certeza subjetiva supõe. Em última análise, significa que a renúncia à crítica, a obediência cega a discursos de qualquer natureza tem o poder, sim, de conformar a realidade que habitamos. A linguagem e a cultura são tão condicionantes da realidade quanto a convicção de que o mundo real nos antecede. Significa que transcender e sacar que há algo além de qualquer experiência possível, se traz mais trabalho ao sujeito, é a única maneira de garantir a insubmissão a qualquer discurso que vise dizer como é o Homem ou como são as Coisas. Venha o discurso de onde vier: da Religião, da Ciência, da Rede Mundial ou da Televisão.

artigo completo : Matrix e o cerébro

Ps: rumo as 19mil visitas!\o/, obgda !=****

Ps2: Nerdcast-156 de Matrix

Ps3:  adoro qd o Smith faz: Whyyyyy Mr. Anderson???????????

…ao som de Massive attack-Dissolved girl(faz parte da trilha de Matrix)!


2 Respostas to “…Maratona Matrix!”

  1. URRA!!!!!!

    Quer dizer que esse é o post comemorativo dos 10 anos de Matrix?! =DDD

    Poooorra… MASSA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Tirando o problema das letrinhas q eu tive que copiar pra um bloco .txt pra ler (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) tá tudo mto massa!!!!!

    Chega bateu uma nostalgia boa aqui de qdo vi Matrix a primeira vez e ainda era pivete demais pra entender muito do que havia por trás!!!! \o/

    e só pra destacar algumas coisinhas interessantes:

    “Causalidade. Não há como escapar dela. Somos seus eternos escravos.”

    “os prisioneiros são a humanidade ignorante”

    “A relação do homem à realidade é mais frágil do que a certeza subjetiva supõe”

    e é claro, o melhor de tudo:

    “WHY, MR. ANDERSON? WHYYY????????!!!!!!!!!!!!!!!”

    \o/

    =****************************

  2. Murilo Barbosa Says:

    Bom…
    A trilogia Matrix é simplesmente a melhor obra cinematográfica já produzida.
    Não há como não gostar do filme! (Quem não gosta, é porque não entendeu)
    Ele aborda os mais diversos assuntos e das mais diversas áreas de atuação.
    Agrada a gregos e troianos, judeus e palestinos, cristãos e satanistas.
    É impossível, não identificar-se com algo do filme.
    Matrix é um filme secular.

    “THE MATRIX HAS YOU”

    Murilo Barbosa

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