devaneios

Ser ou ter, eis a questão?

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“Você não é o seu emprego. Você não é quanto dinheiro  tem no banco. Você não é o carro que  dirige. Você não é o conteúdo da sua carteira. Você não é as calças  que veste….” (Fight Club) You do not talk about fight club.

Confesso, eu tenho uma bolsa da Carmen Steffens!

Nos tempos que usava pulseirinhas de hippie, saião e maior parte do tempo haviana, coisas de marca para mim eram um luxo que não fazia questão de ter, e nem tinha condições. Na minha formatura as pulserinhas foram cortadas em um ritual de passagem,  pela primeira vez usava uma sandália da Carmen Steffens, a partir de então virei engenheira e tinha um “status” a construir.

Custei a mudar…menina tu num tem vergonha de usar essa blusa velha não, agora você é engenheira tem de parar de usar esses trapos.  Um vestido aqui, outra blusa ali, maquiagem agora era MAC, vou trabalhar no escritório do Rio, “preciso” de uma bolsa chique, e foi assim que comprei a tal da Carmen! Me dei de “presente” ano passado, dois vestidos da farm, que nunca um dia imaginaria ter.

Carro era uma coisa que também não fazia questão, nunca precisei realmente,  criada em cidade do interior fazia tudo a pé, e desde os 17 anos que fui estudar fora, locomoção nunca foi problema, morei perto da universidade, e depois no trabalho sempre tive transporte, até que vim trabalhar aqui na Bahia e resolvi comprar para poder visitar minha família que estava perto.

Não tenho um milhão de coisas, minha vida nômade não permite, mas nos lugares que moro geralmente compro umas tralhinhas que acredito serem úteis, mas como nunca fui de me apegar a coisas, vou deixando nos lugares que passo.

Fim do ano passado quis trocar meu carro que ainda era novinho por um maior, mais espaçoso que coubesse uma prancha que ainda nem tinha…mudei, acho que virei a tal engenheira que não usa mais pulseirinha de hippie.

Aí veio o ano novo…e Piracanga!!Ah…Piracanga(que merece um post inteiro)…e deu aquela chacoalhada, sabe aquelas experiências transformadoras que te fazem uma nova pessoa, então,  virei uma quase”nova”, voltei a querer ser aquela menina que usava pulseirinha de hippie, dread linha no cabelo, e não tava nem ai para marca.

Como já dizia Tyler Durden: “As coisas que você possui, acabam possuindo você”.

A Netflix me recomendou um doc que tinha 97% de combinação comigo, já disse que amo a sessão de doc deles? E acertou em cheio!! Minimalismo, que mostra dois caras que saíram pelos Estados Unidos para divulgar seu livro sobre a desconstrução do tal sonho americano, de que felicidade é ter muitas coisas, e optaram por reduzir o que tinham para itens que realmente trouxeram valor para suas vidas, remover o excesso e se concentrar no mais importante. Não é sobre deixar de consumir, mas sobre como a sociedade transformou o consumismo como pré-requisito para felicidade, quando o ter virou mais importante que o ser.

“Ame as pessoas e use as coisas, porque o oposto nunca funciona”.

Desapegar das coisas é um exercício que pratico muito toda vez que faço uma nova mudança, e que faz bem, não me considero uma consumista compulsiva, exceto pelos livros que tenho mais que sapatos, ainda não consigo resistir a uma livraria, uma viagem , uma experiência que levarei para vida toda me faz muito mais feliz que uma sandália caríssima da Carmen Steffens.

É complicado tentar viver nessa tal sociedade que nos bombardeia constantemente com um tipo de felicidade enlatada de comercial. A roupa dessa semana já não é mais a da moda, o celular já virou ultrapassado, coisas,coisas e mais coisas sendo vendidas com adesivo de seja feliz agora. Ixi…que vazio, passou, compre mais e seja feliz de novo.

Ainda bem que valores podem mudar, obrigada Piracanga pela chacoalhada, acho que minha cota de coisas de marca já deu, e a vontade de trocar de carro passou…e que cada dia mais eu procure ser do que ter.

…ao som de Bob Dylan!

suspiros

Valeu a pena?

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Sim,  já vi Saturno! De um telescópio em Jericoacoara, coisa mais linda, deu para ver direitinho os anéis minúsculo, e eu colocava o olho no trocinho para ver,tirava para olhar as estrelas, e pensava na insignificância do meu tamanho diante de poder ver um planeta imenso de tão, tão distante…deve ter sido Saturno que me fez voltar a escrever, disseram que hoje começa sua Era.

Não achava que alguém ainda me lia aqui, até que dias atrás eis que me perguntam no face se o Suspiros e Devaneios era meu. Uau! Sim, senhor, apesar de dever atualizações ele é meu desde os tempos que blog ainda não era modinha, completou 9 aninhos que resolvi tirar da minha mente os textos que escrevia ao vento e os que colocava no papel eram levados pelo tempo.

Pedro faz engenharia elétrica na UFCG, e me fez uma pergunta complexa de se responder com uma simples frase, então desculpa a demora da resposta mas vamos lá…se estou totalmente realizada mesmo, ele ainda está no começo do curso e tem dúvida se realmente vale a pena.

Flashback: me vejo agora na sétima série a primeira vez que aprendi equações do primeiro grau, fiquei encantada, acho que resolvo de cabeça!Veio a oitava e a tal da física, virou paixão( vai doida)! Chego no terceiro ano e conheço a eletricidade, eureca!Vou no oráculo e descubro a UFCG, uma das melhores universidades do Brasil, é essa!!Passei, lá fui eu de mala e cuia para um outro estado sem conhecer ninguém, quase mil km de distância da família. Teorema fundamental de cálculo, limites…gente eu achei que era boa de matemática, que é isso, e tome fumo!!!Cadê a paixão??Ainda tava lá, por incrível que pareça minha mente relaxa bem mais fazendo conta. Muito você vai precisar, de motivação, meu jovem padwan. É um curso difícil, muito difícil, não dá para empurrar com a barriga, se quiser empurrar vai passar a vida lá, ou senta e estuda, ou não se forma( sou uma das entre os 5 dos guerreiros do meu período que se formaram nos 5 anos), os leites( meu sonho saber se meus leites ainda existem pela UFCG) ajudam e os amigos são muito importante, café e HP são salvação.

Entrei querendo fazer telecomunicações(inocente), até descobrir o que era realmente e mudar para lindeza de potência, primeira vez que entrei em uma subestação foi na visita técnica da disciplina de equipamentos elétricos, brilhinho nos olhos, sinos tocando!No meu TCC quis fechar com chave de ouro e planejei o semestre inteiro, pesquisei o assunto e escolhi escrever sobre HVDC(flashforward?)!Resolvi que queria voltar para Bahia, sempre gostei de ensinar, me inscrevi no mestrado na UFBA, e num é que passei!Durante o mestrado recebi a proposta de gerenciar a montagem de uma das maiores subestações do Brasil, adivinha o que?HVDC!!!!!Onde?Porto Velho, Rondônia, lá no meio da Floresta Amazônica. Nunca tinha trabalhado na vida, e com a cara e a coragem descobri outra paixão, a construção! Trabalhei com pessoas do mundo inteiro, certo dia o mestre Jedi da ABB pediu para que enviasse meu TCC para ele ler, a emoção que senti quando ele disse que foi o site manager de um dos estudos de caso, foi mais um daqueles é tem valido a pena.

Peguei gosto por obra e cai a rodar por esse Brasilzão lindo, depois da empreiteira fui para uma espanhola referência no mercado de Linhas e Subestações ser a primeira coordenadora de subestações da empresa, fui até parar no Chile( mais uma do valeu a pena)!Pena que a empresa quebrou, mas olha o destino de novo, nem respirei já entrei em outra grande empresa espanhola do ramo e adivinha onde eram as obras?Bahiiiaaaaa, 10 anos depois de sair da minha terra, voltei!!!E estou aqui até hoje! Agora, mais importante do que saber se para mim valeu a pena é, agora eu te pergunto, porque você escolheu fazer elétrica?

Costumo dizer que minha vida foi dividida certinha cronologicamente, cada etapa  vivi intensamente, nem me atrasei, nem adiantei, vivi o momento, escutei a voz do coração, quando quis fazer elétrica, fui lá e fiz, quando quis fazer mestrado fui lá e passei, quando quis trabalhar em obra fui lá e construí…olhar para trás e ver por tudo que passei…não é meu carro, não é meu salário, não é meu cargo!O que faz valer a pena para mim é ser feliz em cada etapa, ir lisa para o Parque do Povo, voltar beba e com troco para casa, ter conhecido o mestre Jedi do HVDC, quebrar o tabu que mulheres também podem ser chefes de obra…principalmente se ouvir, escutar o que o coração quer sentir, eu e toda minha racionalidade em focar na minha carreira profissional no fundo, no fundo sempre ouvi meu coração!E o clichê de nunca, nunca deixar de sonhar, de querer algo mais…a vida é curta para ser pequena!!Hoje eu quero…sabe a listinha…

…ao som de Sigur Rós!

 

devaneios

Brasil, eu sei que vou te amar…


Já morei em 11 cidades, 7 estados e 3 regiões, minha certidão é de Irecê-Bahia, meu RG e titulo são de Camaquã-RS, minha carteira de trabalho é de Juazeiro-Bahia, meu Diploma é de Campina Grande-PB, meu passaporte é de Juazeiro do Norte-CE e minha carteira de motorista é de Brejo Santo-CE… parei de contar as cidades que já conheço pois já me perdi na contagem. Nessas minhas andanças por esse país para ver se um dia descanso feliz, tenho uma certeza: amo o Brasil, e das coisas mais lindas que já vi a mais bela é a diversidade e as particularidades do povo brasileiro.

Aquele senhor que sabe o nome , o tipo, para que serve, o que cura os mil e um tipos de plantas só no olhar, os encarregados que botam muito engenheiro no bolso, a força dos sobreviventes das secas e das chuvas, os guerreiros extremamente qualificados professores, a inteligência distribuída nas suas mais diferentes formas, ah…a criatividade do brasileiro, quanta criatividade, quanta diversidade cultural.

Conhecer mais o próprio país e o quanto é poderoso, o que são capazes de fazer com pouco ou até muito, quando se tem a oportunidade, muitas vezes não precisa nem de um empurrão, só um triscar para fazer voar longe.

O olhar somente o próprio umbigo, pegar a informação do que tiver na frente do cabresto, do que é mais fácil, seja lá o que vier, é difícil tirar as rédeas e ver que ao redor existe muito mais , sair da zona de conforto e pensar por si só, interpretar, conhecer além… ter argumentos consistentes, e ver que o Brasil não é só pelo meu filho, pela minha mãe, pelo meu pai… tem que ser pelo meu vizinho, pelo professor, pela enfermeira…pelo povo brasileiro.

Como diria Alan Moore: ” O povo não deve temer seu governo, o governo é que deve temer seu povo.”

Ah…se os Brasileiros se conhecessem mais, se valorizassem mais o Brasil, se escutassem os que tiveram oportunidade, se ouvissem os mais antigos e sábios, mais paciência para ver as entrelinhas, mais pausas para leituras, mais solidariedade, sororidade, humildade, honestidade, claridade, abrir a mente porque baiano fala oxente, gaúcho fala bah, paraibano fala vissi, paulista fala meu, carioca come biscoito globo, e paraense toma tacacá.

Chapada dos Veadeiros, ainda não te conheço, mas sei que vou te amar em breve, assim como amo os tantos belos lugares desse Brasil.

Já fiz kung fu, muay thai e voltei para o boxe, se precisar lutar, eu luto.

suspiros

…férias, doces, férias!

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Segundo a superstição a sexta-feira 13 é o dia do azar, eu já acho o contrário foi um dia lindo de sorte, muita sorte…malas prontas, coração aberto para grandes e inesquecíveis emoções…e mais algumas viagens, dessa vez com um gostinho diferente e especial de primeiras férias desde que comecei nessa vida de trabalhar pelo Brasil.

Primeiro destino: a cidade maravilhosa que tanto me encanta…cheguei,  já to aqui no portão, cadê tu? Eitaaaa, é o outro portão, depois de 5h mofando, lá vai a broca da irmãzinha atravessar  o aeroporto inteiro, irmãozinhoooo…influenciar o irmão desde pequeno a escutar Rock deu resultado, foi só completar 18 que virou meu companheiro de viagens, e lá fomos nós para o ROCK IN RIOOO!!!

Desde o de 2011 que me apaixonei pelo Rock in Rio, me fez amar festivais e prometer a mim mesma que iria todos os anos a algum, e o desse ano só fez confirmar mais ainda o meu amor.

Todos numa direção, uma só voz, uma canção. Todos num só coração…a música tema é mais do que apropriada, todos se tornam um, com um único objetivo: sentir a felicidade que vem da música. Num clima de harmonia, paz, amor…deitar na grama e ver o por do sol lindo do palco Sunset tomando chopp de Heineken, a linda Rock Street que me fez sonhar com a minha futura Londres, aquela energia boa, vibrante de arrepiar das quase cem mil pessoas cantando juntas…

Muse é e sempre será minha banda predileta, assistir ao show na frente do palco foi indizível, chorei e chorei, pode chamar de mulherzinha, meus olhos brilhavam mais que criança quando ganha presente que escolheu de Papai Noel, e ele cantou Feeling Good, uma das músicas que desci na minha formatura, tem como não chorar? Voltei no tempo de adolescente com o show do Offspring(vi mainha me gritar para abaixar o som), o encantador show da Florence, o enérgico do 30seconds, METALLICAAAAA, sim eu vi o show da frente do palco e meu irmãozinho pegou a palheta do Kirk que é minha agora, MY PRECISOUS, e aquele fogo que sai do palco esquenta, é de verdade. Não consegui pedir o Bon Jovi em casamento, mas acabei com as costas do meu irmãozinho em It´s my life, é It´s my life  por favor, me coloca nas costas, por favor, diz que sim, vai…me arrepiei com o uníssono de Always, e claro manteiga derretida chorei.

Maaaas nem só de Rock in Rio se fez os encantos do Rio, dessa vez fui decidida a curtir a cidade maravilhosa, tanto que adiei o voo e ainda fiquei mais 3 dias…adoro ficar em Hostel, o Rio Hostel e todos que fazem parte dele já estão no meu coração, conhecer pessoas de tantos lugares do mundo, fazer boas amizades, trocar histórias, tem uma festa num barco hoje, vamo? E com as ondas do mar, a luz do luar…e minha mãe Yemanjá a abençoar, obrigada pelo presente, Odoya!

O paraíso da Ilha Grande, ficar sem fôlego de tanta beleza, nadar com os peixinhos na Lagoa Azul, andar pelas trilhas do Parque Laje, se perder na busca pelo Jardim Botânico, porque só presta com emoção, encontrar minha alma gêmea chamada de árvore dos viajantes, se ajoelhar e pedir em casamento, ver o por do sol de cima do Pão de Açúcar, respiração, cadê você? Tentativa frustrada de ver o jogo no Maraca, não tentem ir ao Maracanã depois do segundo tempo de jogo.  Pronto, vai agora dá para abrir os braços, deita no chão, O Cristo e a luta para tirar foto!!Lindo demais! É abençoada, é maravilhosa…e eu não poderia ir embora sem provar uma das melhores feijoadas que já comi, a da Casa Rosa, sambar como boa baiana…mas ainda faltou pular de asa delta da Pedra da Gávea, ir no baile funk como conhecimento antropológico, ir nos bares da Lapa a noite, na escadaria Selaron…ixii tem tanta coisa ainda, sim Rio, eu vou voltar!

Do Rio para minha amada e linda Bahia, sorriso enorme de felicidade, mainhaaaaa linda cheguei, é só minha irmãzinha chegar que ela faz bolo, deixe de ciúmes!!!

Em setembro é mês de Caruru, ebaaaa!!Salve São Cosme e Damião, sete meninos para comer de mão na mesa, depois tem bala e pipoca, vou fazer Galinha Gorda, 1, 2…aquele amontoado de criança se espatifando no chão para pegar bala, eita tempo bom…já ralei muito joelho em galinha gorda.

O aniversário da minha pequena sabe aquela amizade boa, que pode passar tempos longe, mas continuamos as mesmas desde quando nos conhecemos com 6 anos de idade, de quando passamos todo o ensino fundamental e médio juntas, nossas formaturas…muito feliz de ter passado mais esse dia lindo com você amiga!

Voltei Recife foi a saudade que me trouxe pelo braço, matar a saudade e relembrar os tempos de universidade bom demais, ir num bate-volta para minha linda rainha da Borborema, Campina Grande onde vivi bons 5 anos, para a formatura da última da turma das etes, é Luluzinhas agora daqui para frente é só casamento e batizado…

E quase no fim do segundo tempo, reunião com o chefe e descubro que tem obra nova,  vou ter de me mudar para Camaquã e ficar no Sul até ano que vem.

Depois de 15h entre aeroportos, ir direto para o show do Black Sabbath, gentem eu vi o OZZYYYYY num malabarismo na tentativa de pular segurando o microfone, os veinhos se garantem no show! Do show para uma casa de samba, oi? Vamo dançar? Depois de uma lida na minha camisa, você foi no show? Sim!E agora ta numa casa de samba? Sim! E me acabando de dançar, como boa baiana, claro! Conhecer além do aeroporto de Porto Alegre, com direito a passeio turístico.

Os encantos e charmes das lindas Gramado e Canela, engordar uns 10kg com as comidas gostosas, rir e se divertir como agregada de uma família linda que me recebeu super bem.

Um autor desconhecido escreveu uma frase que é das minhas prediletas: “ Segredo para uma vida longa: pouca cama, pouco prato, muita sola de sapato”.

Conhecer lindos lugares de tirar o fôlego, fazer novas amizades, fortalecer as antigas, sorrir, viver e não ter a vergonha de ser feliz… cantar, e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz…que eu tenha sempre a capacidade de me encantar com o belo, de me emocionar com os primeiros momentos, que os primeiros se tornem segundos, minutos, dias, que a simplicidade seja o palco principal, se não tiver cama, que seja uma rede, um colo gostoso, e quando puder tira os sapatos, que tire, porque eu adoro andar descalça…

Ps: Um beijo especial para o sorriso cheio de bondade que me fez descobrir sobre a metafísica do bem e os conceitos interessantes de Tomás de Aquino, rendeu boas indagações com uma xará que também é gata, minha Agatha! =*
Ps 2: sim, a foto é na festa do barco, que eu super, mega, recomendo, informações aqui: Rio boat club

…ao som de Boards of Canada!

suspiros

…do amor pelas 7 artes!

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Luz, câmera, ação…pronto já escolhi os meus.

Toda sexta eu e meu pai íamos à locadora, tinha direito a escolher quatro filmes que naquele tempo ainda era fita cassete, e assim começou minha paixão pela sétima arte.
Se o cinema é a sétima, quais seriam as outras seis?

Isso é uma harpa, tem os papéis com as notas você coloca embaixo e toca, pai já sei tocar Asa Branca. Flauta, teclado, nessa lousa mágica você desenha o que quiser, A viagem ao centro da terra de Júlio Verne, massinha de modelar, já esta na hora do ballet, mãe deixa eu cortar a calça para a apresentação.
Música, dança, pintura, escultura, literatura, teatro e cinema. Não existe uma hierarquia, o cinema é comumente conhecido como a sétima, mas a ordem vai por afinidade de cada um.

Sou apaixonada por arte em todas as suas diferentes formas, arte é suspiro, espanto, medo, sorrisos, lágrimas, a emoção que alimenta a alma.

Afasta o sofá, verifica se não tem ninguém por perto, escolhe aquela música que você gosta estilo quem canta seus males espanta super Xuxa contra o baixo astral, agora pega a escova, vassoura, esse é seu microfone, som no último volume, canta, dança como Maniac do Flashdance, gira, balança o cabelo.( Faxinas, What a feeling bein´s believin, flashdance é pouco para minhas perfomances).

Aí você me diz que não tem mais idade para fazer isso, que é coisa de criança, por quê? As pessoas ao longo da vida tendem a perder a sensibilidade, a ficarem mais frios, se esquecem de que já foram artistas, já batucaram com as panelas da mãe, riscaram a parede, fizeram esculturas de areia na praia, fez o lençol de capa e fingiu ser a tempestade do x-men, tinha cadernos de poemas, com A escrevo amor, participava de todas as apresentações do colégio até as com roupa de papel crepom…

A vida pode ser mais lúdica, é só uma questão de opção, como as cores em um filme do Almodóvar.

As coisas que me deixam mais frustradas na vida são: os lugares que ainda não conheci, os livros que não li, as músicas que não ouvi e os filmes que não assisti.

Rock, blues, clássicas, jazz, ah…o jazz, tempero para uma boa comida, já me disseram que eu sou uma velha-nova por gostar de cozinhar ao som de Frank Sinatra.

Que banda massa, como eu não tinha escutado isso antes. Sim, adoro que me mostrem bandas, você nunca sabe quando conhecerá sua mais nova banda favorita.

Muse, surgiu em minha vida em 2008 e de lá para cá ainda continua minha favorita, gosto pela mescla de rock com peso em solos fodásticos de guitarra, o clássico do piano e eletrônico, o vocalista é um artista daqueles completos toca mil e quinhentos instrumentos e tem um tenor inconfundível.

Porque todos merecem uma vida com trilha sonora, agora escolhe direito como já disse os Strokes: you only live once.
Experimentar, pessoas que dizem que não gostam de algo sem ter provado, escutado, conhecido me irritam.

O mundo é muito grande, agora imagine que cada pessoa é um mundo, e que cada mundo desses tem suas particularidades, escreve, cozinha, dança, canta…tem gente na porta, olha pelo olho mágico, não fui com a cara desse prato, e lá se vai a oportunidade de conhecer mais um mundo e saber se ia gostar ou não.

A arte em certos momentos pode ser egoísta, mas precisamos nos conhecer melhor, aprimorar nossos gostos, moldar a personalidade, para conhecer o outro.

Os livros nos dão o poder de ler pensamentos, seja um romance, suspense, biografia, consegue-se entrar na mente dos personagens, em suas mais profundas emoções, de quem escreveu, oi você esta na minha mente agora, vontade de tomar café. A manteiga derretida Maciel já chorou em final de livro.

“-Qual seu objetivo de vida?
-Me tornar imortal e, depois, morrer”.
Sabe o Godard, aquele mesmo da Mônica, esse é um diálogo de um de seus filmes, o meu predileto dele: À Bout de Souffle.

É a sétima mais para mim é a primeira, amo filmes, de todas as épocas, gêneros, com cores, sem cores.
Tenho uma queda por filmes antigos, bem antigos, de preferência preto e branco, do tempo que o enredo e a história eram bem mais interessantes que efeitos especiais. Acho que as atrizes ficam mais bonitas em preto e branco.

Diretores prediletos: como boa nerd George Lucas(Star Wars), como amante da filosofia, poesia e pensamento humano os franceses Godard(À Bout de Souffle), Truffaut( Les 400coups), Bergman( Persona), os violentos TARANTINO(todos), Kubrick(O Iluminado e Laranja Mecânica), Scorsese( Todos com De Niro e Hugo), Hitchcock( Psicose), Nolan( Trilogia Batman, Memento, Inception), David Lynch( ELEPHANT MAN-filme que mais chorei até hoje), Copola( Trilogia Godfather e Apocalypse Now), Woody Allen( Manhattan), Darren Aronofsky( Requiem for a dream e Pi), David Fincher( Fight Club)…

São tantos, Cinema Paradiso, Amélie Pulain, V de Vingança, Matrix, Flashdance, O Último Samurai, Moulin Rouge, O Grande Lebowski, Oldboy, Mary & Max, Wall-e, Up, como boa fã de Beatles Across the Universe, trilogia Hannibal, Brilho Eterno de uma mente sem lembranças…para quem também é louco por filmes recomendo a rede social criada por brasileiras para os cinéfilos de plantão, meu perfil:

http://filmow.com/usuario/milamaciel/
Lá tem meus mais de 1000 filmes já assistidos, prediletos e afins.

Sim, eu sou mulherzinha também, assisto comédia romântica tomando sorvete e me acabo de chorar em finais tristes.

Nada como um bom fim de semana de maratona de arte, música, livros, filmes, frio, cobertores e chocolate quente.

Enfim, um homem sem arte para mim é vazio. Arte te faz expandir a mente, se abrir de dentro para fora para o mundo, faz crescer o interior.

As sábias palavras de Da Vinci: “A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.”

PS: E esse post vai especialmente para minha priminha artista que tanto admiro! =)

…ao som da trilha sonora de Watchmen!

suspiros

…das boas coisas que herdei!

painho

Se me perguntarem uma boa lembrança da infância, direi: MELANCIA.
Ãh?Melancia?

Sempre que voltava do colégio e via Melancias na porta do Mercadinho era sinal que meu pai tinha voltado de viagem.
Me escondia embaixo da cama e ele ao chegar sentava tirava as botas e jogava a meia em mim, eu ria. Aqueles projetos enormes na mesa que eu não entendia nada, mas achava lindo, a pasta cheia de papeis, um troço engraçado que parecia um gancho.

Hoje tenho minhas próprias botas cheias de lama que aprendi a calçar e usar igualmente, meus projetos enormes, minha pasta e meu alicate amperímetro.

Não, ele não queria que eu fizesse engenharia, queria como sonho da maioria dos pais, que eu fosse médica porque achava a profissão bonita. Mas da genética e das coisas que herdamos não se tem como fugir, pai você vai ter uma filha engenheira e passar horas e horas conversando sobre obra, projetos, máquinas, equipamentos…

Mila, torce para o Bahia. Cof, cof, torci para o Bahia painho!
Sim, eu já era lesada desde pequena.

O amor pelo Bahia, pelos bichos, por viajar, pelo próximo, pelas simples e boas coisas da vida, meu pai tem daquele coração que cabe a Fonte Nova inteira em dia de BAVI.

Todo sábado íamos a feira comprar as verduras e frutas, certo dia, vi um cabrito lindo berrando na feira, painho que lindo o cabritinho, eis que chegamos em casa com um cabrito, cujo nome dei de Simba e dava mamadeira em uma garrafa de fanta adaptada com um bico. Papagaio, tartaruga, mico, gato, cachorro, cabrito, sempre amei animais, herdei dele, minha mãe que ficava doidinha.

Eu não sou daqui, Marinheiro só, eu não tenho amor, Marinheiro só, eu sou da Bahia, Marinheiro só…ele no violão e eu de badvocal, na minha formatura fiz uma homenagem desci com essa música e a linda bandeira do Bahêa #BBMP!

Chegou o parque na cidade, ele juntava as 300mil meninas que tinha na minha rua no carro e levava todas, e acha que ficava olhando? Ía junto nos brinquedos,bate-bate, bate-bate, e lá vai eu no colo dele, depois tinha sorvete para todo mundo.
E pergunto ao meu irmãozinho, me diz uma lembrança boa de painho da sua infância: quando ele levava a galera no fundo da courier para bater o “baba”(para os não baianos:futebol, pelada, racha), e pagava churros para todo mundo.

Painho, deixa eu fazer chuquinha nos seus cabelos e te pintar. Tem fotos que comprovam!

Batalhador, começou a trabalhar ainda jovem, bom desenhista, criativo, inteligente, bom contador de histórias, o que mais admiro é sua humildade e bom coração que trata a todos com respeito e por igual independente da cor, raça, profissão, chora Maciel, chora que é por um motivo bom, às boas memórias, amo demais meu painho, como queria dar um abraço bem grande, nem lembro a última vez que passamos dia dos pais juntos, mas aprendi com ele a correr atrás e batalhar pelos meus sonhos e objetivos que requerem difíceis escolhas. A saudade é grande e dói.

Meu pai, é um paiaço, ele leva sorrisos para as pessoas, trabalha com perfuração de poços artesianos, ou seja leva água onde nem o sistema de abastecimento de água chega, naqueles lugares que você nunca imaginaria que alguém poderia morar, valoriza o que para muitos é uma simples água na torneira, tira o cansaço das costas de carregar por quilômetros latas d´àgua na cabeça e esperar dia após dia a bendita chuva vos agraciar para garantir o pão do ano.

E a cada lugarzinho era uma festa quando Seu Luis chegava, me ensinou a valorizar as coisas simples da vida, a respeitar os cabelos brancos e que os calos nas mãos daquelas pessoas podem te ensinar muita coisa, que dinheiro pode ser importante, mas não é tudo na vida, que um muito obrigada e um belo sorriso mesmo sem nenhum dente pode ser o melhor presente que nenhum dinheiro pode comprar.

Um feliz dia dos exemplos, a meu pai, meus tios, meu avô, meus primos, e aos futuros pais.

…ao som de Frank Sinatra!

devaneios · suspiros

…dos posts que não escrevi!

Reator

Chove forte lá fora, saiu da sala para o quarto aperto o interruptor, não Maciel, não tem energia. Hábito, Freud explica? Se apaga a luz de emergência, não dá mais para ler A Revolução dos Bichos. Acho que ainda tem bateria no note, pisca o cursor…

Porque demoraste tanto, pergunta o cursor, tantos lugares de Norte a Sul, tantas pessoas, tantas leituras, tantas aventuras, tantos erros e acertos, tantos temas, tantas indagações filosóficas…tantos, mas porque? Senti saudade, voltei e quero ficar aqui de novo para mais suspiros e devaneios…

03/09/2012
…atrás das cortinas!

Em algum lugar no meio da Floresta Amazônica…
Eu não fui engolida por nenhuma onça, nem sequestrada por índios, o ritmo de trabalho desses 3 últimos meses esta mais intenso que fim de semestre, work, work, work…a velha inspiração no BomBril, se virar em mil e uma utilidades, dia, noite, sábado, domingo, feriado.
6 meses, já?

Relacionamento, laços, elos, conhecimento, prática, tocar, puxar, dividir experiência, o velho e bom empirismo que tem o incrível poder de expandir e transformar a visão que era superficial em uma estilo Superman com direito a raio-x.

A tal da mudança do ponto de vista em consequência do tempo, dar vida, abrir as cortinas por trás do palco e ver quem e o que move e fez o espetáculo.
Uma das particularidades que diferem cada ser humano é o modo como ver e o significado que cada um constrói pela experiência vivida, o seu notebook, PC, imac, ipad, ou qualquer troço que você esteja usando agora para ler esse texto dessa maluca que esta cá a pensar com os seus botões, para uns vai significar um presente, para outros as horas extras de trabalho para conseguir pagar, para quem projetou: números, medidas, desenhos, para quem fabricou: peças juntas e suor, para quem transportou: horas de viagem, vai ser as noites acordadas fazendo o TCC, os nomes bonitos quando o MATLAB dá pau, aquela pasta de música especial coletada de n fontes, um brinquedo para ser arremessado no chão, ou um simples objeto em cima de uma mesa.

Desde pequena, quer dizer, quando eu era menor, sempre gostei de futucar coisas, a curiosidade de querer saber como funciona, seja com as mãos ou com a cabeça, dar potência a visão de raio-x.
E por trás das cortinas de todo espetáculo tem um mundo cujas engrenagens são movidas por pessoas que deram o seu suor com o objetivo de fazer o show ficar pronto para a plateia.
Uma das coisas que me deixou mais fascinada nesse decorrer do tempo aqui é o dinamismo do processo evolutivo das etapas, o que num dia não tem nada além de barro vermelho, no outro tem uma base, depois estrutura, depois o equipamento, depois cabos…

O processo é o x da questão, e o que há 6 meses atrás eu via como canaletas quase vazias, Disjuntores, TCs, Chaves, um Pátio DC sem nada, Trafos gigantes, salas vazias, hoje eu vejo mãos calejadas e muito suor derramado.
Olhar para as canaletas e ver as luvas pigmentadas e o suor de 20, 15, 10, 8, 6 homens puxando os tantos e tantos do que para uns serão só metragens de cabos, olhar para a brita e enxergar um senhor puxando muitos metros de cabo de cobre nu e pedindo para eu comprar mais “fosquim” para fazer as soldas da trabalhosa e difícil malha de terra, para sala das pesadas baterias e ver os ombros que as carregaram, para os gigantes reatores: os talabartes presos e os torquímetros apertando os tantos parafusos, escutar o ruído do barramento energizado e enxergar a correria em dia de energização…

Coloca a luva, mede o tamanho suficiente para ligar no último borne, com o estilete faz uma volta no final e um risco até a ponta, agora é só abrir e puxar a capa faz um corte na blindagem, desenrola que ela sai, cortei o dedo, separa as veias no pente e puxa. Vou entrar na caixa de passagem, dá um toque no cabo que eu seguro, é esse pode marcar. Puxa o cabo! O cordão ótico enganchou deixa eu entrar embaixo do piso elevado para tirar…Isso é um terminal de 240mm, me dá a prensa que eu vou prensar, que negócio pesado, força, mais uma, força…

A cor do meu capacete é só uma cor, não deixei de ter mãos que podem sim ter calos, de botas para sujar, de calça cheia de lama, de marca de sol, de suar a camisa…de aprender e respeitar a todos independente da idade e grau de instrução, de dizer: eu não sei, me ensina? Pobre daquele que pensa que uma cor te faz saber tudo.

…ao som de Led Zeppelin!

08/08/13

Arruma mala, desarruma mala, arruma mala…SP, BA, AL, PE, Piauí…muito bode gostoso, uma barragem, amigos incríveis para o resto da vida, churras, a minha amada Teresina, e mais uma obra concluída. Tens coragem de fazer uma obra completa da civil a eletromecânica no Rio Grande do Sul? Bah, tchê… que friooo do diaxo…isso são histórias para os próximos posts.

Cursor, voltei!

…ao som de Bob Dylan!