…As histórias que irei contar aos meus netos!

Postado em suspiros em 05/01/2012 por _Mila_

Prólogo

              Em uma noite fria de inverno, ao som da doce chuva que cai vagarosamente no telhado, o aconchego das lãs dos cachecóis feitos pelas mãos enrugadas de quem viveu muitas histórias, aquece junto com o calor da suntuosa lareira decorada com muitos porta-retratos do tempo o coração dos pequeninos sentados no tapete que de tão macio chega a afundar as mãozinhas. Com os olhos brilhando como se fossem ganhar brinquedos de Natal, os ouvidos atentos, todos juntos como um coral: história, história, história, história.

            A senhora de cabelos brancos cujo tempo se encarregou de descolorir, com orgulho honra cada fio que ao perder a cor ganhava respeito por seus atos e mais um dia de vida muito bem vivido e aproveitado até o último tom. Com um belo sorriso, de maneira lenta para perdurar o momento abaixa o óculos e olha fixamente para guardar mais uma vez na lembrança cada um dos pequenos ao seu redor que a tornariam imortal. Procura uma posição confortável na cadeira de balanço já desgastada feita de madeira de lei artesanalmente entalhada com detalhes de árvore antiga, em suas mãos segura um livro de páginas amarelas, cheias de marcas, algumas de: café, suco, dendê, lágrimas, batom, vodka, perfume… Em cada uma delas guardava com apreço o maior tesouro da sua vida: pessoas e lugares que juntas nas estradas do tempo fizeram suas histórias.

Já me disseram que eu sou uma boa contadora de histórias, melhor que ser contadora é ser fazedora de histórias, isso sim eu sei que realmente sou, eu amo viver, não ter medo de arriscar, de abrir os braços e agarrar cada segundo da vida como se fosse único, fazer de simples cervejas grandes momentos  e guardar bem guardadinho nas lembranças cada pessoa e lugar esses sim são os verdadeiros tesouros valiosos da vida.

Acho que aprendi esse negócio de contar história com meu pai, desde pequena as ouvia, ele sempre tem uma boa para contar e eu com as mãozinhas dobradas segurando o queixo ouço atentamente e sinto cada emoção vivida.

Ainda tenho muito o que viver, muito o que aprender, que errar, que ensinar, a estrada da minha vida ainda tá no inicio, só plantei uma árvore, o livro, pois é esse ano pretendo voltar a me dedicar a um dos 3 livros que estou escrevendo cuja parte do prólogo é esse que vos mostrei a cima. No livro irei contar algumas das histórias que já vivi e as que não vivi, mas espero viver um dia.

Netos, num futuro bem distante…quero muitos. Espero que daqui para lá já tenha de verdade vivido intensamente todas as aventuras e peripécias que estou a escrever no livro .

A história da foto? Só digo que tem casamento, lugar sem energia, forró com banda de um teclado, poeira, água de pote de barro, convite para tomar um refrigerante, lições de vida…

…ao som de Beatles!

…the Oscar goes to: 2011!

Postado em suspiros em 02/01/2012 por _Mila_

Antes de falar sobre meus planos de 2012 preciso agradecer ao melhor ano da minha vida até hoje: 2011!

E o tal de 2011 começou com belos sonhos, literalmente, se eu fosse indicar uma superstição para ter um ano maravilhoso seria: comece o ano dormindo.

Passei o dia ajudando minha mamis, de noite estávamos cansadas, nossa ceia foi uma bela pizza, com belos sonhos e pensamentos positivos fomos entrar nosso ano que passou de bons sonhos a realidade.

Janeiro passei no mestrado, fevereiro estágio em Campina Grande, dia 19 o dia mais feliz da minha vida: festa de formatura.

Março, carnaval mara em Olinda, dia 14 colação de grau antecipada, 17 com uma mala de roupas, coragem para recomeçar de novo, e feliz por estar de volta à minha terra amada.

Primeiro dia de aula, uma orientadora maravilhosa, uma bolsa do CNPQ, com um jornal embaixo do braço consegui encontrar meu lindo apê em frente a UFBA todo mobiliado e com ele conhecer uma das pessoas mais importantes de 2011, meu anjo em Salvador, minha amiga que virou uma irmã.

Em abril o show mais perfeito da minha vida até hoje, U2, de brinde pegar na abertura um breve show da minha banda predileta: Muse, acampar na fila do Morumbi com amigos, conseguir ficar na grade, chorar de emoção.

Passar Semana Santa em Bonfim depois de 5 anos que não ia, em maio conhecer uma das pessoas mais incríveis e fantástica da minha vida que passou de mestre Jedi a um super amigo que me fez conhecer o incrível e apaixonante mundo do empreendedorismo e das startups, com o curso surgir uma ideia que espero  e quero ainda  num futuro ver realidade a WESolve!.

Junho, São João perfeito em Bonfim com muita espada, licor, amendoim, cerveja, amigas, Forró do Sfrega. Julho, meu surpreendente e maravilhoso aniversário com direito a meu primeiro pitch, conversas interessantes, cerveja gelada, chuva, e para fechar um super show cover de U2 no bar dos meus sonhos.

Agosto, matar a saudade dos amigos de universidade, primeiro badalar com minha companheira de curso em Recife, depois formatura de Elétrica em Campina Grande que incansavelmente repetia: hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo, e era mesmo, rever amigos, poder participar de um dia tão especial. De CG para a sereia linda, Maceió, rever minhas florzinhas, emendar de uma formatura à minha nova tattoo. De Maceió para Juazeiro assinar meu contrato como Engenheira Eletricista responsável técnica da Montrel Montagens Elétricas.

Setembro, primeiro TEDx do Nordeste na Faculdade de Medicina no Pelô, o incrível, maravilhoso, sensacional, emocionante TEDxPelourinho que me deu além de um dia inesquecível, grandes amigos. Dia 21 junto com meu painho ver pela primeira vez vibrando com a torcida mais linda do mundo, meu Bahêa na série A ganhar no Pituaço.

Outubro, realização de um sonho, ROCK IN RIO, 3 dias de shows de tirar o fôlego, emocionantes, boas risadas e o melhor, de novos amigos. No finzinho do mês depois de 5 anos longe, níver da minha mainha com direito a chegar de surpresa. De Bonfim para reunião com o chefe em Juazeiro, depois a saga para tirar meu visto do CREA-SP em Araraquara, visitar as obras gigantes de fazer meus olhos brilharem das duas subestações de lá.

Novembro, TEDxFIAP no auditório da Microsoft em São Paulo, palestras incríveis, grandes lições de vida, conheci empreendedores sensacionais, saindo do TED direto para Campinas, visita ao meu mestre Jedi, sambinha mara com Heineken de 600, vinho, um tapete com estrelas, conversas maravilhosas, puxão de orelha, conhecer novas pessoas sensacionais, melhor sanduiche do mundo. Realizei mais um sonho: conhecer a Unicamp, melhor, viver a Unicamp por um dia. Conheci o orientador do doutorado da minha orientadora, almocei com pessoal do COSE e no fim uma oportunidade de parceria para meu mestrado. Meu blog passou das 90 mil visitas.

Dezembro, proposta de dissertação defendida e aceita,  meu mestrado em conjunto com a Unicamp,  virei sócia da nova empresa do meu chefe, churrasco com amigas de infância, primeiros presentes de Natal de verdade e com meu salário, e para fechar com chave de ouro, Maceió, prévia do réveillon com Monobloco, e por fim Banda Eva, muita Absolut, minha florzinha, velhos amigos de infância, novos amigos, bandeira do Bahêa e um Enchanté, 2012!

De tudo que me aconteceu em 2011 o melhor foram as pessoas que conheci, os amigos que fiz, as lembranças incríveis, minha Bahia amada, as boas histórias e bota história nisso que contarei aos meus netos, novos conhecimentos, aprendizados, erros que viraram lições.

Eu devo ter sonhado pulando as sete ondinhas, mas eu não acredito em superstição,  devo mesmo é ter corrido bem rápido na areia sentindo o mar molhar meus pés, eu acredito é no pique para correr atrás dos objetivos, num bom planejamento,  na determinação, na força de vontade e só tenho uma coisa a dizer para 2011: Obrigada!

…ao som de U2!

…um ponto, infinitas retas!

Postado em devaneios em 10/12/2011 por _Mila_

“Por um ponto passam infinitas retas.”

“Para se fazer uma linha são necessários dois pontos.”

Essas duas frases para mim são mais filosóficas e subjetivas do que definições geométricas.

Pausa para aquele café quentinho e insight filosófico.

Estava eu a ensaiar nesse exato momento, a apresentação da defesa da minha proposta de dissertação do mestrado: Otimização do problema de planejamento energético de sistemas hidrotérmicos de geração de energia elétrica.

Entre matriz energética brasileira, geração de energia, problema de planejamento, eis que me vêm um tipico insight filosófico: o ponto em que mudamos a nossa visão de algo quando passamos a ter mais conhecimento sobre este.

Olhamos a primeira vez  um livro, aquela primeira paquerada, é algo superficial, podemos achar bonita a capa, a sinopse interessante, tá vou levar.

Primeira página, segunda, terceira…última página. E mais um ponto surge e nele passam infinitas retas.

Olhamos novamente para o livro, agora a relação é algo profundo passou do que era só uma capa e sinopse para: nomes, lugares, risos, lágrimas, coração acelerado, ansiedade, ai queimei minha língua no café, emoções…

O doce prazer de saborear um prato chamado conhecimento.

Um dos prazeres que mais aprecio na vida: conhecer, fazer pontos e  a partir deles linhas, muitas linhas.

O insight surgiu a partir dessa imagem, alguns vão olhar e ver apenas: retas, triângulos, bolinhas, outros vão ver: bacias, cascatas, montantes, jusantes, usinas. Sabe o que eu vi? Eu vi o Leonardo, a Mônica, o Makoto, o Secundino e todo pessoal do COSE da Unicamp.

Todos eles tinham esse diagrama esquemático nas mesas de trabalho.

Melhor que pontos feitos por livros, informações, são aqueles feitos por desconhecidos que viram nomes,  e nomes que viram rostos.

Antes da minha visita ao COSE tinha lido as teses do Leonardo, da Mônica, diversos artigos do Secundino, hoje quando olho para as publicações eu vejo rostos ao invés de nomes.

Percepção é uma das coisas mais fantásticas e que me deixa mais intrigada.

Podemos conviver em um mesmo espaço e tempo com diversas pessoas e nem notá-las, mas um simples ponto pode fazer o que era desconhecido virar um nome, um rosto.

Fotos de festa, eventos, ao fundo diversos desconhecidos e você nem nota quem são. Em um dado espaço tempo depois um destes cruza o seu caminho: é a última Heineken, me deixa levar. Um ponto é feito. Você olha novamente a mesma foto e por uma mágica chamada percepção,  mais alguém surge na foto  e  quem era só um desconhecido  passa a ter um nome.

Quanto mais conhecemos algo, alguém mais diferenciada e profunda é nossa visão, analogamente, seria como passar uma quantidade maior de retas a partir daquele ponto criado.

Viva a criação de pontos: oi, sorrisos, olhares, conversas, Heinekens, leituras, festas, músicas, cheiros, lugares, telefonemas, lágrimas, tudo bem, desculpa, prazer…meu nome é Camila Maciel e eu adoro fazer pontos.

Café acabou, voltar a passar mais retas no meu ponto chamado mestrado.

…ao som de Sigur Rós!

…Bela discussão do Monte Belo!

Postado em devaneios em 20/11/2011 por _Mila_

Janeiro de 2006 é solicitado pela ELETROBRÁS a abertura do processo de licenciamento no IBAMA para usina hidroelétrica de Belo Monte.

Guerreiros apresentem-se: eu sou ator, eu sou atriz, engenheira, técnico, dentista, noveleira, roqueiro, nadador, médico, garçom, aeromoça, açougueiro, cientista…

Escolham suas armas: facebook, youtube, textos, blogs, sites, reportagens, dicionário, palavras difíceis, estatísticas, livros, palavrões, música, cartazes…

Preparar, logar, fogo!

15 de novembro de 2011 é solicitado pelos atores e atrizes da Globo que parem Belo Monte.

De terça para cá não se tem discutido outra coisa na Webesfera, é gota para lá, gota para cá, eu sou contra, eu sou a favor.

A coisa boa do vídeo é o Malvino Salvador e que eu dou todo apoio foi abrir a discussão para o assunto.  Mas peraê Maciel, o processo de abertura do projeto foi em 2006, pois é.

Foi só rostinhos bonitos e conhecidos de todos das novelas dizerem para a massa televisiva que Belo Monte é ruim que pronto.

Para grande maioria da população brasileira o único meio de acesso a informação ainda é a televisão, se a Globo diz, então deve ser verdade, e se forem lindos atores e atrizes da novela das 20h que começa às 21h ai que é verdade mesmo.

Na segunda estava eu a conversar com meu mestre Jedi das startups na tentativa frustrada de convencê-lo a ir comigo para o fodástico Coldplay x Oasis no lindo Groove, eis que surge uma reportagem na TV Bahia sobre a semana global do empreendedorismo, cujo tema foi uma oficina de automóveis com lava jato, sua calma baiana e Jedaica o impediu de picar a havaiana na TV.

E Maciel com Maciel começa uma discussão filosófica sobre o papel da TV, segundo Maciel 2 a próxima revolução da internet será a TV social onde a gente grava o que queremos assistir. Maciel 1 utópica já pensa logo lá no Seu Zé que mora na roça no interior de Barreiras e a TV ainda é daquelas que nem controle remoto tem(acredite ainda existe), do que adianta termos essa TV fodastica se a grande maioria da população não vai ter condições de comprar e continuará a assistir a novela da Globo.  Paradoxo isso, diz Maciel 2, se eu fosse um gringo iria achar que só tem maluco aqui e acho que só tem mesmo.

Inclusão digital, sempre defendi a difusão do conhecimento, atualmente o meio rápido e acessível a qualquer pessoa com uma conexão é a tal da internet.  Diferente dos meus tempos de mirc, hoje mais pessoas tem possibilidade de ter acesso ao mundo da internet provido de muito, muito conhecimento e diversas opiniões além da única dada pela TV. Mas, do que adianta você ter mil caminhos diferentes se as pessoas são cômodas e sempre escolhem o mesmo e mais fácil.

Analfabetismo digital. Ler ou assistir algo é diferente de interpretar, é mais fácil ser passivo e acreditar nas opiniões prontas bonitinhas e formadas do que esquentar os miolos interpretando e construindo a própria.

Você tem um mundo em suas mãos e passa o dia inteiro compartilhando fotinha, tirinhas, vídeos, frases de Caio Fernando e Companhia, e nem sabe o que esta acontecendo de realmente importante e construtivo no país e no mundo.

Se não virasse moda garanto que a maioria nem saberia que Belo Monte não são varias pessoas bonitas fazendo montinho.

Como sempre disse que sou super a favor da perpetuação do conhecimento, em especial como engenheira eletricista acho fantástica a idéia de pessoas estarem discutindo sobre energia, usina, planejamento energético, PAC, Watts, turbinagem, montante, jusante, fio d´água, opa,  me empolguei, tá as últimas é demais querer que muitos entendam o que é.

O ponto principal é esse, vivemos em um país que muita gente não sabe nem o que é Watt, educação é a chave de tudo.

Eu sou a favor de pegar esses 30 bilhões e aumentar o salário dos professores, construir escolas, universidades, melhorar a qualidade do ensino, investir em pesquisa, projetos.

É uma pena que um assunto de tanta importância só tenha tomado uma magnitude maior por causa de um vídeo com atores da Globo.

Alguns curtiram porque o Malvino Salvador é lindo era cool seguir a moda estilo Maria Vai Com As Outras e claro ser ativista ambiental te faz ser “bonzinho”, outros só para ser  do contra e se fazer de “mal”se recusaram a assistir, os técnicos, engenheiros e principalmente aspirantes a futuros engenheiros eram os mais exaltados afinal eles sabem tudo de energia elétrica quem é ator da Globo para falar sobre projeto de engenharia,  palavrão para lá, burro, analfabeto, idiotas, palavras bonitas para cá…

Viva a liberdade de expressão!Para dar uma opinião de algo acho que se deve conhecer de fato o assunto, um vídeo é muito pouco para te fazer ser a favor ou contra algo, não acredite de primeira em tudo o que assiste e lê por ai. Infelizmente muitos acreditam, é o tal do analfabetismo digital.

E não é só porque alguns tem um diploma, ou estudam engenharia que o fazem alfabetizados e especialistas no assunto, os tais sabe tudo.

A grande maioria dos engenheiros só sabem fazer conta, a área energética do Brasil vai muito além de conta e termos técnicos.

Centrar o mundo no próprio umbigo, eu sou certo, você é o errado, queda de braço para ver quem sabe mais.

Ao invés de queda de braço, sou a favor de um aperto de mão caloroso, vamos juntos procurar saber mais sobre o assunto para melhorar nossa opinião. Tirar o freio de burro e pensar macro, além do próprio umbigo.

Fundamentem seus argumentos e o principal respeito à opinião dos outros. É um tal de criticar, criticar, criticar.

Abra sua mente, gay também é gente e baiano fala “oxente”. Sábios Mamonas.

Felizmente eu sou engenheira eletricista e não sei de tudo, ainda bem, sou uma eterna aprendiz, a vida de quem sabe tudo deve ser muito sem graça, o mais gostoso são as descobertas.

Já tinha ouvido falar sobre Belo Monte, atire a primeira pedra quem só ficou sabendo mais do assunto por agora. Curiosa como sou fui pesquisar assim como os atores da Globo, sobre o assunto. Não acredite em mim, nem nos atores da Globo, nem no seu amiguinho do facebook, acredite em você, formule sua própria opinião.

“I’m free to say whatever I,
Whatever I like
If it’s wrong or right it’s alright.” Sábios Oasis.

Como pesquisadora e futura mestre em otimização do problema do planejamento energético de geração de energia do Brasil, não li dados suficientes para me tornar especialista no caso Belo Monte, mas como cidadã formei minha opinião baseada não só em dados, mas em especial na minha vivência e nas pessoas que eu li falando sobre o assunto.

Preparados? Que rufem os tambores…

Eu sou contra!

Como assim Maciel? Você engenheira eletricista que trabalha construindo subestação poderia ganhar parte daquele bilhão, contra a construção de uma usina hidrelétrica.

A opinião que me fez bater o martelo foi a, se tudo der certo, do meu futuro orientador do doutorado, ex-orientador da minha orientadora e mestre Jedi em planejamento energético brasileiro que eu tive a oportunidade e prazer de conhecer na minha visita à Unicamp, Secundino Soares Filho. Na minha futucada no Google, encontrei a opinião de alguns professores da Unicamp em um debate que teve em abril do ano passado, e olha quem eu encontro lá, esse mundo é pequeno demais.

“Quer saber se Belo Monte é a melhor alternativa para a geração de energia no Brasil neste momento? Na minha opinião, a resposta é não”, afirma ele que, como argumento, defende que antes de se falar em aumento da oferta, o País deveria discutir medidas para evitar o desperdício.

Um exemplo? “Estudos apontam que 10% da energia consumida no País é para uso do chuveiro elétrico. Então o governo deveria investir em coletores residenciais para famílias de baixa renda, como uma das medidas de uso eficiente”, opina.

 Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/imprensa/clipping-unicamp/2010/abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010/17-e-18-de-abril-de-2010-texto

Outra reportagem e opinião que achei interessante foi a de Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. ( ai ai Unicamp…já disse que me apaixonei por ela)

 Recomendo a leitura da entrevista inteira, o trecho que achei mais interessante:

Não é verdade que nós estamos à beira de um colapso energético. Não é verdade que nós estamos na iminência de um “apagão”. Nós temos energia suficiente. O que precisamos é priorizar a melhoria da qualidade de vida da população aumentando a disponibilidade de energia para a população. E isso se pode fazer com alternativas locais, mais próximas, não centralizadas, com a alteração dos hábitos de consumo. É importante perder essa referência que hoje nos marca de que esse tipo de obra é extremamente necessário porque vai trazer o progresso e o desenvolvimento do país. Isso é uma falácia. É claro que, se continuar desse jeito, se a previsão de aumento da produção das eletrointensivas se concretizar, vai faltar energia elétrica. Mas, cidadãos, se informem, procurem pressionar para que se abram canais de participação e de processo decisório para definir que país nós queremos. E há os que dizem: “Ah, mas ele está querendo viver à luz de velas…”. Não, eu estou dizendo que a gente pode reduzir o nosso consumo racionalizando a energia que a gente consome; a gente pode reduzir os hábitos de consumo de energia elétrica, proporcionando que mais gente seja atendida, sem construir uma grande, uma enorme usina que vai trazer enormes problemas sociais, econômicos e ambientais. É importante a percepção de que, cada vez que você liga um aparelho elétrico, a televisão, o computador, ou a luz da sua casa, você tenha como referência o fato de que a luz que está chegando ali é resultado de um processo penoso de expulsão de pessoas, do afastamento de uma população da sua base material de vida. E isso é absolutamente condenável, principalmente se forem indígenas e populações tradicionais. Mas também diz respeito à nossa própria vida. É necessário ter uma percepção crítica do nosso modo de vida, que não vai se modificar amanhã, mas ela precisa já estar na cabeça das pessoas, porque não é só energia, é uma série de recursos naturais que a gente simplesmente não considera que estão sendo exauridos e comprometidos. É necessário que desde a escola as crianças tenham essa discussão, incorporem essa discussão ao seu cotidiano. Eu também tenho uma dificuldade muito grande de chegar aqui na minha sala e não ligar logo o computador para ver emails, essas coisas. Confesso que tenho. Mas eu também percebo uma grande satisfação quando eu consigo não fazer isso. E essa percepção da satisfação é uma coisa cultural, pessoal, subjetiva. Mas ela precisa ser percebida pelas pessoas. De que o nosso mundo não existe apenas para nos beneficiarmos com essas “comodidades” que a energia elétrica em particular nos fornece. Agora isso exige um esforço, e a gente vive num mundo em que esse esforço de perceber a vida de outra forma não é incentivado. Por isso é difícil. E por isso, para quem quer construir uma usina, quer se dar bem, quer ganhar voto, quer manter a situação de privilégio, seja local ou nacional, para essas pessoas é muito fácil o convencimento que é praticado com relação a essas obras. Por mais que eu tenha sempre chamado a atenção para o caráter absolutamente ilógico da usina, das questões que envolvem a lógica econômico e financeira dessa hidrelétrica, para o absurdo que é a utilização do dinheiro público para isso, para a referência à necessidade de se precisar, num futuro próximo, enfrentar um ritmo violento de custo de vida, emitindo moeda para sustentar empreendimentos como esse, é muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a relação dessa situação com as grandes obras. E Belo Monte é mais um instrumento disso. Eu não sou catastrofista, não tenho a percepção maléfica da hidroeletricidade. Não demonizo a hidroeletricidade. Eu apenas constato que, da forma como ela é concebida, particularmente no nosso país nos últimos anos, é uma das bases da injustiça social e da degradação ambiental. Se não é pensando em você, você necessariamente vai precisar pensar nas gerações futuras. Este é o recado para o leitor: é preciso repensar a relação com a energia e o modelo de desenvolvimento, é preciso mudar o nosso perfil industrial e também é preciso mudar a cultura das pessoas com relação aos hábitos de consumo. Nós precisamos mudar a relação que nos leva a uma cega exaustão de recursos. 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/belo-monte-nosso-dinheiro-e-o-bigode-do-sarney.html

Haja local pense global, uma das máximas que aprendi no mundo do empreendedorismo.

Quando eu penso nas minhas lembranças mais belas e que tiraram meu fôlego todas tinham como personagem principal belezas naturais. Chapada Diamantina: mergulhar na gruta da pratinha, escorregar na pedra do rio que eu não lembro o nome em Lençois, as formações rochosas que parecem ter sido feitas a mão da gruta da Lapa doce, tirar umbu direto do pé, beber com meu pai em uma mesa dentro do rio (foto) em Barreiras, as praias belíssimas do Morro de São Paulo, RJ, da minha amada Salvador e tantas outras. Passei boa parte da minha infância no mar, por causa da casa da ilha, praticamente um  peixe acho que é por isso que eu amo praia.

Correr na praia, fiz isso hoje, simples prazeres diários.

A vida não é só computador, celular, microondas, TV, viramos dependentes da energia, de estar conectado o tempo inteiro, a idéia de não ter isso é muitas vezes apavorante,  culpa da rotina e comodismo.

Quando falta energia a primeira coisa que se faz é ir no vizinho para vê se faltou também. Aqui está sem vela, você tem?Vamos fazer um lual, vou pegar o violão.

Já usei candieiro, aqueles feito com latas de óleo, na roça lá no interior de Irecê, juntava todos os primos da família Maciel e contavamos histórias do tal do Lobisomem do Serra Queixo.

O consumismo frenético e o ritmo acelerado deixou as pessoas mais egoístas e cabeça dura, presos em uma vida cercada de concreto.

Máquinas não reproduzem sensações e sentimentos, pelo menos ainda não, a vida é feita de pessoas e lugares.

Precisamos mesmo é construir pessoas mais humanas. Peace and Love, no war!

“All you need is Love.” Sábios, Beatles.

…ao som de Arctic Monkeys!

…confissões de uma Tulipa(2)!

Postado em devaneios em 13/11/2011 por _Mila_

 

O campo que vivo é frio, principalmente a noite pois é com os gélidos ventos que assim consigo viver, uma demonstração a mais de calor me faz desfalecer, e por causa dele que hoje não vejo graça no frio dos campos e queria aprender a viver de novo onde sempre foi meu habitat natural o frio…foi em uma noite de inverno, chovia e ele chegou assim sem eu esperar.

Já fazia um tempo que eu havia  florado com meu sempre vento gélido que pensava eu na época, ainda era o mesmo vento de sempre, mas este vento estava mudando as suas direções. Como pode meu vento gélido de tantos anos e convívio mudar assim para uma direção tão diferente da minha? Sendo que a pouco tinhamos confessado um para o outro o quanto eramos ligados?! Minhas pétalas caíram!!Demorei a florecer novamente, as marcas deixadas pelo vento gélido me tornaram mais resistentes, até que…

Chovia, e eu estava emanada em pensamentos de uma vida em um novo campo,  quando de repente sem eu menos esperar  logo depois da chuva, comecei a sentir algo diferente e vindo de uma direção que não era de costume dos ventos, ele estava vindo do oeste,  mas que vento era esse? Se os ventos gélidos sempre vem do leste?

Esse não era um vento normal…ele tinha algo diferente,  era quente…o que é isso? Eu que estava acostumada com o frio e ainda tinha minha resistência a novos ventos fiquei aturdida com a chegada dessa sensação diferente, era como se dentro de mim eu já conhecesse aquele vento mesmo sendo feita para sobreviver em lugares frios, eu não sei dizer,  mas era como se eu já tivesse sentido aquele calor anteriormente apesar das improbabilidades de isso acontecer,  nós eramos muito parecidos…como pode?

Eu sempre pensei que a única coisa que mais parecia comigo era o vento gélido e ele me dava a segurança de tê-lo sempre como algo similar a mim!Mas eu estava errada!Isso gerou muita confusão em minhas pétalas, elas se abriram inteiramente para essa sensação que chegou de repente, elas tinham perdido o vento frio, e estavam conhecendo algo novo, mas  que na realidade elas sempre tiveram raizes quentes…e foi uma bela floração, minhas pétalas vinvenciaram com  fervor aquela noite de inverno!

Dessa vez  ela agiu diferente,  ficou mais resistente com a vivência e marcas do vento gélido, e esta sendo ela  mesma de fato, que gosta de se deixar levar sem planejar, viver a  imprevisibilidade, o gostoso do improvável, do deixar levar pelas noites guiadas pelo acaso do momento. Uma Tulipa adora interrogação, pontos não são seus forte, só se vierem como reticências, de deixar algo no ar, ser subjetiva com toda sua objetividade, flores nas nuvens e raízes bem fincadas no chão. Minha vida já tem planos objetivos demais, meus pensamentos estão focados em fortalecer  minhas raízes.

As pétalas só desabrocham em campos frios devido a sua resistência, mas será que o frio se habitua ao quente? E conseguirá fazer suas pétalas se abrirem e assim perceber a beleza que contém uma Tulipa? Talvez sim, talvez não, deixa o tempo dizer, viver o momento que é bom, sem se preocupar com o depois. A vida é simples, a gente que complica.

De coisa complicada já basta a adubação de minhas raízes, meu novo campo é maior, cheio de novas possibilidades, novos ares a cada instante, o cultivo é tarefa delicada e trabalhosa, afinal não é em todo campo que se encontra uma Tulipa.

Ps: nossa, o primeiro confissões de uma tulipa tem 3 anos. Esse tal de tempo, passa rápido demais. Reler coisas escritas a tanto tempo, e ver o quanto a gente muda, e o tanto de coisa que aconteceu de lá para cá, é estranho e bom. Faz a gente ver que a vida é imprevisível, você nunca sabe o dia de amanhã, nem quem você vai encontrar na próxima esquina ou na mesa de um bar, e é isso que faz a vida da gente ser interessante e boa de se viver. Viva a imprevisibilidade e as coisas improváveis.  Apertem o botão do gerador de  improbabilidade infinita.

PS2: sério que meu blog passou de 90mil visitas, é gente demais que já leu o que essa doida escreve. Muito Obrigada!

PS3: quinta vou para Porto Velho, mas eu volto, ansiosa para mais uma viagem e feliz demais com tudo que está acontecendo!

 …ao som de Radiohead!

 

…A menina que tem medo de lagartixa!

Postado em suspiros em 29/09/2011 por _Mila_

Em um lugar onde a terra é vermelha, e do chão brota feijão, no ano de 1986 nascia mais uma menina no mundo entre tantas e tantas que ao mesmo tempo davam seu primeiro choro.

Cada uma dessas lágrimas tinha uma particularidade que a distinguiam das demais, a dessa menina era não ter medo.

Seus pais vieram de família humilde sempre batalharam para dar-lhe o melhor e lhe ensinaram coisas importantes para enfrentar o mundo como: determinação, força de vontade, coragem, perseverança, respeito ao próximo, amor, humildade, simplicidade…

Essa menina desde pequena já demonstrava ser “diferente”, tinha gosto peculiar, como não tinha medo, quebrar paradigmas e mudar era seu hobbie.

Com 6 anos foi uma das primeiras crianças a usar aparelho no colégio, como também usava óculos, a apelidaram de “robocop”, ela ficou triste no inicio, mas seu poder de não ter medo lhe deu força que a fez nem ligar depois. Participava de todas as apresentações artisticas, já foi rainha do milho, usou roupa de papel crepom, foi mamãe noel…

Lá pela quinta série usava um batom cor gritante, e um penteado esquisito que só ela usava.

Nas férias seus pais a colocavam dentro de um ônibus sozinha, e lá na capital sua tia a pegava. E ela cada vez mais aperfeiçoava a sua particularidade da ausência do medo.

Construiu um gosto musical próprio alheio ao local e meio em que vivia contrariando todas as probabilidades. Com 15 anos fez mais 5 furos na orelha, 3 deles ela mesma furou com agulha e gelo.

Em 2001 acontecia um tal de Rock in Rio, em sua tv essa menina assistia aos shows de todas as bandas que ela sozinha encontrou através da sua mania de futucar na internet, os olhos brilhavam, cantava todas as músicas, e triste pensava: como eu queria estar lá, acho que eu nunca vou conseguir ir a show das bandas que eu gosto. Ao fundo sua mãe gritava: vai dormir menina que amanhã tem colégio.

A sua falta de medo a levou a fazer engenharia elétrica, contrariando mais uma vez as tais probabilidades, única da turma do colégio que fez esse curso de doido, cidade desconhecida, curso difícil, nenhum conhecido, recém terminado um namoro de quase 3 anos, medo? Não, obrigada.

Resolveu ficar loira, logo quando começou a universidade, pouco tempo depois abusou e da noite para o dia, pintou o cabelo de preto. As tintas de cabelo nunca a assustaram, muito menos corte, como disse seu hobbie é mudança. Um belo dia seus cabelos que estavam batendo na bunda foram reduzidos a um corte chanel. Cabelo cresce, para que medo de tesoura.

Abusou do preto e virou ruiva, gostou do vermelho, agora fica variando entre seus tons do mais forte estilo ponto de referência ao mais recatado que só aparece no sol. Agora? Ela esta com o tom super ruiva. O próximo? Um rosa quem sabe.

Com 18 anos fez sua primeira tattoo nas costas, medo de agulha? Nada, é só colocar Metallica bem alto que é tranquilo. Com 19 a segunda no pulso, com 21 no tornozelo, com 22 piercing no nariz e com 25 na famosa costela que todos diziam ter medo da dor. Medo da dor? Nada.

Essa peculiaridade de não ter medo lhe rendeu boas histórias…

Mestrado, de volta a sua terrinha amada Bahia, sem apartamento, sem móveis, ter que reconstruir tudo de novo, um jornal embaixo do braço ela foi para o primeiro dia de aula, universidade nova, pessoas novas.

Abril, pela primeira vez aquela menina que pensava que nunca iria a um show de uma banda que ela gosta, viu que na verdade a gente nunca sabe as voltas que o mundo dá. Nunca tinha andado de avião, lá foi sozinha, sua mãe teve medo por ela. Acampou na fila do Morumbi com 4 amigos, conseguiu ficar na grade e viu U2 o melhor show da sua vida até agora…

Maio, abrem as vendas do tão sonhado Rock in Rio, aquele que a 10 anos atrás ela suspirava e pensava que nunca iria, era difícil para uma menina do interior criada andando descalça na rua, com nenhuma amiga com seus mesmos gostos musicais, família simples, imaginar que chegaria esse dia.

As vendas para os dias 24 e 25 acabaram em segundos, eram os dias que ela queria de fato, comprou dias 01 e 02 que também irião ter bandas que ela ama.

A única coisa que ela tinha eram os ingressos e a vontade de ir. Não sabia com quem ia, nem onde ia ficar. Medo de se aventurar? Ai é que ela gosta, quanto mais emoção e aventura melhor a história. Foi futucar na net para encontrar grupo, excursão, hotel, ponte, encontrou uma galera massa de Salvador.

Na mala vai levar o All Star surrado, as melhores expectativas, coração livre e aberto para fortes emoções, sorriso do tamanho da cidade do Rock, energia para curtir por todas as pessoas que pediram a ela para a aproveitar por eles, espaço na memória para guardar na lembrança os mínimos detalhes.

Sua mãe pediu que ela não fosse no parque porque achava perigoso e tinha medo. Mas, como sua mãe a conhece bem, sabe que é o primeiro lugar que ela vai correndo: tirolesa, montanha russa, roda gigante, free fall.

Eterna criança, é por isso que ela não tem medo, as crianças não tem medo de arriscar, de conhecer coisas novas, de pegar a tesoura e cortar o cabelo, fazer novos amigos, de quebrar paradigmas, vivem em constante estado de experimentar se gostam mudam se não gostam jogam fora , mas jamais deixam de tentar, não estacionam, crianças correm e eu adoro correr.

Eu vou contar um segredo a vocês sobre essa menina, ela tem medo sim.

Medo de lagartixa e de não aproveitar a vida até a última gota: pular de pára-quedas, fazer rafting, surfar, colocar uma mochila nas costas e sair conhecendo as belezas lindas desse Brasil que ela ama, conhecer a Índia e a cultura Hindu que a fascina, ir para o Nepal e escalar o Himalaia, comer as comidas estranhas do oriente, dançar um tango na Argentina, morar pelo menos um ano em outro país, viajar a Europa inteira de trem estilo mochileiro, Londres tão sonhada Londres que a faz suspirar…o mundo é tão grande, tem tanta gente e lugares para conhecer.

A única coisa que segurava suas asas era a tal da falsa liberdade capitalista, é uma pena que ainda somos “presos” pelo tal money.

Seus pais a criaram para o mundo, e ao invés de pés lhe deram asas, sem medo ela aprendeu a voar e nada mais a segura.

Palco Mundo, ai vou eu.

PS: pronto Maciel, agora deu para escrever em terceira pessoa.  Ai gente, eu sou maluca, deu vontade de novo.

PS2: Qual será a música do Coldplay que eu vou chorar? Fix you, Yellow, In my Place, The Scientist, quando o Chris Martin abrir a boca.

PS3: CARALHOOO EU VOU PARA O ROCK IN RIOOOO!!!AHHHHH!!!

PS4: Pode chorar em show de Rock? Gente, vcs não tão entendendo, eu passei minha adolescência inteira ouvindo SOAD, eu sei cantar todas as músicas. Eu tomei sandaliada de mainha, me chamando de maluca e mandando eu abaixar o som.

…ao som de Coldplay!

…TEDxPelourinho, simplesMENTE(S) lindo(AS)!

Postado em suspiros em 20/09/2011 por _Mila_

Simplesmente lindo.

Simples Mentes lindas.

Em um ponto de Salvador, ansiosa como debutante em dia de aniversário, seis da manhã sem despertador ela acorda. Esconde-se embaixo das cobertas ouvindo aquele barulhinho gostoso de chuva, logo depois dá aquela espreguiçada demorada, levanta, abre a janela, cai uma chuva forte, fala para si: é bom para lavar a alma e trazer lindos arco-íris. Coloca U2 no último volume, suspira ao relembrar do show de abril, canta no chuveiro, toma aquele café quentinho e vai para um dos dias inesquecíveis da sua vida.

Faculdade de Medicina da Bahia, Pelourinho, os olhos dela brilham ao entrar naquele prédio com mais de 200 anos que guarda nas paredes muitas histórias, para um dia histórico para Salvador, dia 17 de setembro de 2011.

Seja bem vinda ao TEDxPelourinho. Qual seu nome? Pergunta a bela moça da recepção.

Camila Maciel.

E no meio do corredor estava ela parada cheia de conhecimento, a Bibliocicleta, estava curiosa para conhecer, foi paixão aos primeiros livros.

Belos olhos azuis, sorriso lindo e contagiante daqueles estilo sinônimo de felicidade, a primeira pessoa incrível do dia que ela conversa, Leticia Menger. A apresenta Sueide Kintê, a mestre de cerimônia, que vai fazê-la se arrepiar com a emocionante condução durante todo o TEDxPelourinho.

Esse é nosso espaço para gravar os vídeos.

Eu vou participar!

Nossa primeira palestrante do dia.

Luz, câmera, ação…

Olá, meu nome é Camila Maciel! Você já se perguntou quais são os problemas atuais do mundo? Além dos problemas, quem são as pessoas que estão nesse exato momento trabalhando para encontrar as soluções, onde e como? O facebook possui 750 milhões de usuárioS, imagine a quantidade diária de conteúdo trocado por essas pessoas, em sua maioria não acrescenta em nada e não contribui em nada para melhorar o mundo. Juntando todos esses pontos é que surgiu a ideia da WESolve!

A WESolve!… o resto vocês verão no vídeo no site, embolou no meio de campo estilo enrolar a língua, pode voltar? Não se preocupe, tem edição pode continuar. Tá!

Vamos entrar que já vai começar.

Seu lado Shakespeariano se apaixonou pela arquitetura lindíssima estilo teatros antigos.

Ela sobe as escadas, exuberante, Sueide Kintê faz a platéia se arrepiar, assim começou o TEDxPelourinho.

Mestre Moraes dá o passo inicial das palestras…e a cada palestra era como sentir o peito inflar de tanto suspiro e inspiração com as maravilhosas histórias das pessoas incríveis.

Coffee Breaks hora de chegar pertinho, compartilhar e espalhar mais e mais ideias.

Antigamente ela pensava que essas pessoas tinham algum poder especial e as colocava em um pedestal inatingível, aos poucos ela foi subindo, subindo e de repente estava olho no olho com os senhores e senhoras incríveis, e percebeu que eles são simples como eu, como você e dividem os mesmo desejos de todo ser humano viver em um mundo melhor, a única diferença que os deixam grandes é que eles não ficam parado e fazem e dão sua contribuição diária para nosso mundo.

As folhinhas verdes de Augusto Leal que representaram de maneira simples como unidos fica bem mais fácil de conseguirmos resolver os problemas do mundo. Com brilho nos olhos contou sobre seu apaixonante projeto da Bibliocicleta.

Pooja, que não sabia nada de português disse belas e verdadeiras palavras: eu não entendi nada do que ele disse, mas eu sabia que ele ama  e tem paixão pelo que faz por causa do brilho dos seus olhos.

As palavras de Pooja a lembraram da sua música predileta : What Feeling da Irene Cara: “ take your paisson and make it happen”.

Almoço delicioso na companhia maravilhosa da mãe de Ju, Zélia Fajardini, que teve o imenso prazer de conhecer, Rodolfo  e Rafael, muitas ideias trocadas e boa conversa.

A strip-palestra de Pierre Schurmann, empreendedor de sucesso, membro da primeira família brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro, começou a palestra de terno e gravata , terminou de bermuda e camiseta, contou sua incrível jornada a caminho da simplicidade.

Causos do TEDxPelourinho:

Valéssio Brito foi apresentá-la a Rodolfo de Sousa: Ela tem uma Startup.

Ah, você faz stand-up, comediante massa.

Quase que ela contava aquela do Português, o japonês e o brasileiro…

Dias antes do TEDxPelourinho, Leticia Menger divulgou no seu mural o  sensacional projeto  Girltank, curtiu muito.

Tara Roberts fundadora da Girltank contou em sua palestra sobre essa rede global de jovens empreendedoras de mudanças sociais abaixo dos 30 anos.

Nascida no interior da Bahia, estilo tabaroa da roça, como sua mãe a chamava, só entrou no curso de inglês ao entrar na universidade, mas por causa da rotina puxada do curso só fez 4 semestres e não concluiu, nunca tinha falado com uma americana na vida, mas estava morrendo de vontade de dizer que amou a Girltank e parabenizá-la pela incrível idéia. Fala, não fala, o máximo é a Tara não entender as palavras, mas é só dar um sorriso que ela vai entender.

E para sua surpresa a primeira coisa que Tara pergunta é se essa menina de Senhor do Bonfim é americana.

Ela brincou que o inglês assim é porque ela assiste muitos filmes americanos (fato, agradeço aos meus professores de inglês: filmes, seriados e gosto por bandas inglesas).

Tara esta a procura de mulheres brasileira com o perfil das líderes que formam a Girltank, pediu a ajuda dela caso saiba de alguma, mas essa menina disse que é engenheira eletricista e a maiorias das pessoas que conhece são homens.

E as palestras iam seguindo, mais e mais simples e belas ideias iam sendo espalhadas para o mundo…

Aroldo Macêdo, irmão de Armandinho, filho de Osmar, contou a história da guitarra baiana, fez a platéia se arrepiar e cantar junto: “Ah!Imagina só que loucura essa mistura, alegria, alegria  é o estado que chamamos Bahia de Todos os Santos, encantos e axés…”

 A cada palestra confirmava o que já sabia, qualquer um pode ser grande que nem essas pessoas incríveis é só ter determinação, força e garra para lutar e um sorriso enorme de agradecimento pelas simples conquistas diárias que fazem nossa vida feliz.

E nas últimas palestras duas grandes mulheres a emocionam tanto que não conseguiu segurar as lágrimas.

A surpreendente história de superação, determinação e vontade de viver da grande mãe de gêmeos, dona de um lindo sorriso, primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha nas paraolimpíadas de Pequim, Verônica Almeida, foi aplaudida de pé.

Cecilia Amado contou sua história com os Capitães da Areia, neta de Jorge Amado, foi conhecer de perto os verdadeiros capitães que moravam nas ruas de Salvador.

No processo de seleção para encontrar os personagens que seu avô conviveu perguntou qual era o sonho dessas crianças: conhecer meu pai, ouvir minha mãe dizer que me ama, dar uma casa para minha mãe, querer aparecer, querer ser importante, querer ser alguém.

E as lágrimas rolavam e rolavam, a memória da gente é forte para relembrar momentos marcantes, e quem tem coração mole não consegue segurar as lágrimas.

No final ela fez um convite: quando vocês estiverem na rua e forem abordados por uma criança, deixem de ter medo, perguntem: qual o seu nome? É o primeiro passo para ela ser alguém.

De pé e com os olhos cheios de lágrimas a aplaudi e só pensava, preciso abraçá-la e dizer: eu faço isso. Cheguei a pensar que Cecilia tinha lido meu post anterior que falei exatamente isso sobre as crianças.

No final tive a honra de abraçar a neta de um dos escritores que me fez ter amor à leitura e escrita.

Parabéns aos organizadores, palestrantes que fizeram o dia 17/09 um dia inesquecível na vida das pessoas que compartilharam do TEDxPelourinho e histórico para Salvador. Um honra imensa ter tido a oportunidade de presenciar e fazer parte disso.

Os maiores presentes que a gente ganha na vida são as pessoas que conhecemos, nos marcam tanto que levamos para sempre conosco.

O sorriso de uma criança é o mais puro e belo símbolo que representa a felicidade. Simples como o TEDxPelourinho nada descreve melhor a minha emoção do que uma criança quando ganha o presente que sonhou e pediu a Papai Noel, os olhos brilham como estrelas, coração acelera em ritmo de batuque baiano, e o sorriso é do tamanho do mundo.

Obrigada TEDxPelourinho por ter me dado muitos presentes que levarei para sempre na minha vida.

E que venham muitos TEDxPelourinhos!

Serei eternamente grata a Mario por ter acredito que minha ideia maluca para resolver os problemas do mundo é realmente verdade.

Todos os detalhes das 16 palestras maravilhosas, inspiradoras, sensacionais, incríveis, marcantes e todas as palavras do gênero estão muito bem escritas no blog da página do TEDxPelourinho, e também estarão disponíveis em vídeo em breve na página e no site do TED assim como as ideias dos convidados, inclusive a da WESolve! .

…ao som de U2!

…Press Start to Play!

Postado em startupear em 11/09/2011 por _Mila_

Todo jogo só começa quando  alguém aperta o start.

No dia 10/09 no Santo Antônio Botequim da Barra foi realizado o primeiro Startup Meetup Salvador.

O cenário brasileiro atual de Startups é promissor, ideias inovadoras surgem a cada dia, devido ao mercado crescente dessa área e o incentivo em fortalecer esse ecossistema essas novas ideias possuem muito mais chances de tornarem-se realidade.

Eventos voltados a fomentar essa cultura de empreendimentos inovadores são cada vez mais freqüentes, como: Startup Weekend Campinas, Startupfarm, BrNewTech, entre outros e os Meetups.

O primeiro Startup Meetup brasileiro foi dia 26 de fevereiro de 2010 em Belo Horizonte, desde então várias cidades já tiveram suas edições como: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Porto Alegre.

Ontem Salvador deu seu start nos Meetups, e entrou para o time das cidades brasileiras que realizam esse novo tipo de evento. Em um ambiente agradável, com clima descontraído no melhor estilo baiano, o qual facilitou e estimulou o diálogo entre os participantes.

Cada participante recebeu uma identificação com seu perfil: Curioso, Empreendedor, Empreendedor com Startup, Incubadora, e em que área seu perfil se enquadrava: negócios, técnico ou design.

Foi realizada uma dinâmica para estimular o máximo de networking e troca de ideias entre todos, cada um continha em seu crachá 3 números que correspondiam a sua mesa em cada rodada, depois de um tempo, muitos cartões, novos conhecimentos, boa conversa, troca de ideias, feedbacks, todos trocavam de mesa e aumentavam a cada rodada seu networking.

Um das melhores coisas desse tipo de evento é o fastfeedback, cada um conta sua ideia, empreendimento, experiência e recebe imediatamente vários feedbacks, como não tem aquele pedestal de distância as pessoas ficam mais a vontade e estimuladas a dar opinião, o diálogo frente a frente facilita. Diferente dos eventos formais com palestras “frias”, o estilo Happy hour quebra o gelo, faz as pessoas terem um contato mais próximo, uma mente relaxada flui ideias mais facilmente.

Para Startups que ainda estão se desenvolvendo é muito importante o feedback de empreendedores experientes, como também para aqueles que só tem uma ideia, você nunca sabe o quão boa pode ser sua ideia se não compartilhar com alguém, trocar ideias não custa nada e faz muito bem, opiniões construtivas oriundas de uma boa experiência devem ser aproveitadas e  espalhadas.

 Tão importante quanto networking são as possibilidades de negócios e parcerias, tivemos uma parceria formada, o pessoal da LOUPBr se interessou no meu projeto da WESolve! e vamos desenvolver minha ideia. Mais uma Sartup brasileira e baiana em crescimento.

Salvador precisa de eventos relacionados a Startups que incentivem a disseminar a cultura de empreendimentos inovadores e preparem o empreendedor para esse novo mercado, o baiano é criativo por natureza. Precisamos repassar esse tipo de conhecimento, temos boas universidades com cursos tecnológicos com oportunidades de nascer  ideias inovadoras.

É preciso dar o primeiro passo, e foi dado mandamos um recado para o Brasil: ei, nós também temos Startups em Salvador e vamos crescer junto com esse mercado.

Tivemos a presença do pessoal  do grupo LinguÁgil, Implementar, Incubadora da Unifacs, startup incubada na INOVApoli, estudantes e vários empreendedores, inclusive um dos participantes foi ao Startup Weekend Campinas e contou suas experiências.

Eu, Camila Maciel da WESolve!, Juliana Fajardini e Bruno Silva da #crossjoin, André Paraense da Mobwise, que não pôde comparecer ao evento, mas foi imprescindível na organização do mesmo, agradecemos à presença de todos que fizeram do primeiro Startup Meetup Salvador um sucesso. Até o próximo!

página no face: http://www.facebook.com/pages/Startup-Meetup-Salvador/233176506725051

twitter: @salvadormeetup

…ao som de Beatles!

…TEDxPelourinho!

Postado em suspiros em 26/08/2011 por _Mila_

“Simples – é sempre a melhor escolha mas a mais exigente: exige disciplina,  foco e muita vontade.” (Stephen Kanitz)

Esse post merece trilha sonora, clique aqui: Oasis-Whatever. Já esta tocando? Essa música da vontade de abrir os braços, e cantar bem alto: I´m freeeee to be whatever I. E a letra se encaixa muito bem com o maravilhoso evento que vocês irão apreciar nas próximas muitas linhas, eventos assim me deixam inspirada. Levantou os braços, cantou?  Deixa a música rolando,  agora pode começar a ler.

Fui surpreendida ontem com a ótima notícia de que dia 17 de setembro teremos aqui em Salvador na Faculdade de Medicina da Bahia no Pelourinho o primeiro TEDx do nordeste. Para quem ainda não sabe o que é  o TEDx:


Fonte: TEDxPelourinho

Conheça os palestrantes do TEDxPelourinho:

André Gardenberg - Autor da exposição “Arquitetura do Tempo”, onde retrata diversas personalidades privilegiando o que há de verdadeiro e vivo em cada .

Augusto Leal - Designer e presidente do Instituto Alvorada, organização dedicada à articulação de projetos voltados ao desenvolvimento comunitário, educação, arte e sustentabilidade.
Cecília Amado - Seu primeiro longa-metragem foi “Capitães da Areia”, baseado no romance homônimo de Jorge Amado. Os atores da obra foram de oficinas culturais de ONGs que atuam na periferia soteropolitana, como o Olodum, o Ilê Aiyê e o Projeto Axé.
Diego Badaró - Produtor orgânico de cacau. Fez sucesso após voltar a produzir da maneira simples dos seus antepassadosl. É fundador do conhecido e premiado chocolate Amma, primeiro chocolate premium brasileiro.
Fábio Rosa - Empreendedor social internacionalmente premiado e apontado pela Harvard como uma das 80 maiores autoridades em energias limpas no mundo. Teve sua vida retratada no documentário “The Sun Shines For All”, de Robert Redford.
Isaac Edington - Diretor Presidente do Instituto EcoD. É criador e publisher do premiado Portal Ecodesenvolvimento.org.br considerado, hoje, o maior provedor civil de conteúdos sobre sustentabilidade da internet brasileira.
Letieres Leite - Premiado maestro e músico de carreira internacional. É fundador da Orkestra Rumpilezz e da maior e mais moderna escola de música popular da Bahia, a AMBAH – Academia de Música da Bahia.
Makota - Mestra Educadora e fundadora do bloco afro Ilê Aiyê. Assessora da Nengwa Nkisi (Mãe-de-Santo) é uma referência para as comunidades negras de Salvador.
Maria Eugênia Milet - Fundadora e Supervisora geral do Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA), cuja missão é provocar nas pessoas atitudes transformadoras de si e da sociedade em que vivem por meio da arte-educação coletiva e comunitária.
Mestre Moraes - Presidente e fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP). Professor de Inglês, Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia e doutorando em Cultura e Sociedade pela mesma Universidade.
Negra Jhô - Faz trabalho social na sua comunidade, fez congelados, fez faxina, foi destaque de bloco carnavalesco, de bandas afro. Hoje possui um salão denominado de Negra Jhô.
Pierre Schürmann - Empreendedor de sucesso com formação e carreira nos EUA. Lidera empresas e projetos inovadores nas áreas de Marketing e Mídia. Ficou conhecido mundialmente por ser membro da primeira família brasileira a ter dado a volta ao mundo em um veleiro.
Reinaldo Pamponet - Ex-executivo na Microsoft, ele usou as lições de Bill Gates para transformar a vida desses jovens. Na Eletrocooperativa, a ONG que criou em Salvador, o ex-executivo fez inclusão digital pela música.
Fonte: TEDxPelourinho


Simples atitudes fazem a diferença, pequenos gestos constroem grandes coisas.

E foi com um singelo e grande Obrigada que colocou um sorriso enorme no meu rosto que  comecei o dia de hoje.

Leticia Menger, a host do evento veio me agradecer por ter comentado ontem no mural da página do TEDxPelourinho, e quando disse que ia escrever sobre o evento, me cedeu gentilmente material e se ofereceu para caso eu precisasse de mais informações.

Coloco o TEDx como um dos melhores e maiores eventos mundiais que deve ser repassado, feito e refeito no mundo inteiro, nunca pensei que a host de um evento desse viria me agradecer por meu singelo comentário. É isso que precisamos: humanização, tocar o próximo, entrar em contato com as pessoas, admirei a atitude, agradecer a uma mera desconhecida, essa pessoa merece meu respeito e como ela me disse o TEDx é nosso, e vou fazer o que puder para dar minha contribuição e contar aos quatro ventos bem alto: VAMOS TER UM TEDx EM SALVADOR. E como boa baiana, completo: vai ser massa.

Como é um evento sem fins lucrativos, eles estão precisando de empresas que queiram patrocinar, necessitam de apoiadores para gastos como coffee break e som. Algum leitor que souber de alguma empresa, por favor entre em contato comigo.

A Bahia precisa de eventos assim, nós somos um berço cultural e histórico imenso do Brasil, o baiano tem criatividade e ideias no sangue que precisam ser compartilhadas.

A Leticia faz jus ao tema Simplifique, sou adepta das pequenas ações diárias, é dos detalhes e simples gestos que juntos fazem os grandes momentos da vida. Um obrigada, um bom dia, boa tarde, boa noite, um sorriso, um lenço para uma lágrima, um incentivo, um elogio, uma nova árvore plantada, uma ideia compartilhada, um conhecimento ensinado, um abraço apertado, um beijo na testa.

Simples gestos, grandes atitudes.

Todos os palestrantes são dignos da mais alta admiração, pessoas que se inquietam com o nosso mundo e não ficam na janela da vida esperando atitudes, eles fazem algo para torná-lo um lugar melhor.

Vamos tornar visível, o que já é tido como normal e imperceptível. É como aquela propaganda em que deixam uma criança bem vestida sozinha, e as pessoas se importam, pára para ajudar, enquanto que a mesma criança mal vestida como um menino de rua se torna invisível. Pronto chorei. Algum de vocês já parou para conversar com alguma dessas crianças? Eu tenho mania de fazer isso às vezes. Experimente você vai dar bem mais valor ao que tem e reclamar menos da sua vida.

Quero muito ser um dos privilegiados a ser contemplado com um convite.

Acabei de fazer minha inscrição, vos deixo minhas respostas:

Por que você quer participar do TEDxPelourinho?

Porque eu sou uma das pessoas que se inquietam com o nosso mundo e não ficam na janela da vida esperando atitudes, eu dou minha contribuição diária para torná-lo um lugar melhor.

Acho que conhecimento e experiência de vida são coisas que devem ser compartilhadas e espalhadas.

Sou uma pessoa que sempre buscou conhecimento e ralou muito para isso, atualmente sou mestranda em sistemas de potência na UFBA e pesquisadora do CNPq.

A vida é feita de momentos compartilhados e das pessoas que você conhece, acho que o TEDx será uma experiência única e ímpar na minha vida.

“SIMPLIFIQUE” Apresente uma idéia criativa e inovadora que merece ser espalhada.

Simples gestos, grandes atitudes. Que tal um bom dia, boa tarde, boa noite, um sorriso meu. Eu faço minha vida feliz das simples conquistas diárias e pequenos prazeres grandes momentos, isso merece ser espalhado. Mas, se eu disser que minha verdadeira ideia criativa é uma rede social inteligente para resolver todos os problemas do mundo, vocês vão me chamar de maluca, mas é a mais pura verdade.

E que de tão simples chego a pensar: como ninguém fez isso antes? Eu estou fazendo, essa ideia virou uma startup e em breve lançarei a versão beta e gostaria muito de compartilhar dessa minha ideia inovadora.

Os grandes feitos são realizados pelos inquietos que não se acomodam e muitas vezes tidos como malucos.

Quem gostou pode curtir a página no Face: TEDxPelourinho

Ou seguir no twitter: @tedxpelourinho

As inscrições podem ser feitas por aqui: http://www.tedxpelourinho.com.br/2011/convites

…ao som de Oasis!

…24h sem dormir, uma formatura e minha nova tattoo!

Postado em suspiros em 11/08/2011 por _Mila_

O triskel é um antigo símbolo celta e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos, conhecido como a “espiral da vida”, é constituído por essas três espirais que sugerem um movimento giratório em torno do centro, o qual representa a criação e movimento constante do universo com cada ramo a fluir incessantemente para o exterior e regressar ao ponto de origem.

Segundo os celtas representa as tríades dos ciclos da vida em eterno movimento: nascimento, vida, morte, e corpo, mente, espírito, onde as três esferas em equilíbrio são a influência dinâmica do universo: terra, mar e céu.

Exprime a tripla manifestação de força, conhecimento e amor na unidade masculina e feminina. Representa as três classes da sociedade celta: guerreiros, druidas e produtores. Simboliza a energia em movimento na expressão das suas espirais com o ar, a água e o fogo.

Alguns anos mais tarde, em um futuro bem distante…

Vovó Mila conta a história da sua quarta tatuagem de chiclete.

Em uma das viagens da vovó para visitar sua tia-vó Flavinha em Maceió, ela decidiu depois de muito adiar fazer a tatuagem que queria a tempos, marcou a sessão para 8h de uma manhã de sábado.

Eis que na sexta seu tio-vô Jairo nos convida para uma formatura de arquitetura de um amigo seu, como vocês sabem que a vozinha não é de negar pedido desse tipo, teve de ir.

A festa foi ótima, do nada surgiu uma bandeira do Bahêa (todos os netinhos gritam: BORA BAHÊA)  passando do meu lado e lá vai a vozinha para cima do palco.

6 da manhã a formatura acaba, mas como boa baiana fomos ver o sol nascer na linda orla de Maceió tomando refrigerante de Heineken, as horas passaram e quase já 8h fomos para casa tomar um banho e ir fazer a quarta tatuagem de chiclete.

 Mas vovó, a senhora não dormiu?

24h sem dormir, e lá fui.

Doeu muito?

Sua vozinha tirou de letra. (ÊÊÊÊÊ \o/)

Quem quer chocolate quente?? ( EUUUUUU)

PS: post especial para minha leitora Rani, que esse mundo pequeno coincidentemente  colocou na mesma mesa que eu estava nessa formatura e eu na minha broquidão só liguei o nome à pessoa depois. Beijooo, Raniii =* E quando eu voltar a Maceió a gente come água.

PS2: para o bem da minha família e alegria dos meus amigos digo que FICO. Não vou mais para Porto, pelo menos em definitivo vou só para visitar a obra por pouco tempo, afinal ela vai ficar em meu nome. Me fizeram uma proposta melhor para ficar na Bahia, sou a mais nova engenheira eletricista responsável técnica da Montrel. Tô feliz pa carai, tá que minha nova profissão vai ser: Bombril, porque só me virando em mil para dar conta de mestrado, pesquisa, trabalho de mestre de obra viajando, WESolve, organizar eventos das startups, mas tô fazendo o que gosto e vou ficar perto da família e amigos. Tem gente que cria 10 filhos com um salário mínimo porque eu não posso dar conta. Se alguém encontrar minha alma gêmea avisa que eu tô morando em Salvador pra gente dividir o tempo e eu dormir nos intervalos.

…ao som de The doors!

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